sábado, 17 de dezembro de 2011

I was here

Faz parte da condição humana o desejo de ser amado e relembrado. Todos nós gostaríamos de ser relembrados pelas coisas boas que fizemos, pelas pessoas que ajudamos, pelos esforços, pelas conquistas, pelos percursos que nos levaram a ser importantes na vida de alguém. Todos gostaríamos que um dia se lembrassem de nós com carinho.  Todos gostaríamos de deixar a nossa marca. E deixamos, mesmo que seja pelas coisas menos boas. Todos nós temos um papel importante na vida de alguém e, por isso, sermos sempre lembrados enquanto esse alguém nos amar, nos admirar. 

Confesso que me faz um bocadinho de impressão saber que um dia morrerei e vou deixar de existir, também, na memória de alguém. Porque as memórias só se perpetuam enquanto as pessoas para quem fomos importantes estiverem vivas e pensarem/falarem de nós. 
Mas mais do que serem os outros a reconhecer o nosso valor, é importante que cada um de nós o reconheça.  Por isso, um dia gostava de olhar para trás e dizer que fiz um bom trabalho, que fui importante para alguém, que fiz o que podia e sabia para marcar a diferença, nem que seja só na vida de uma pessoa. Não preciso de reconhecimentos alheios, mas sim da minha consciência de que fiz um bom trabalho. Olhar para trás e notar-se que "eu estive aqui". 

E esta música, senhores, esta música, é qualquer coisa. Diz tudo o que eu queria transcrever para este post.




"I was here
I lived, I loved
I was here
I did, I've done everything that I wanted
And it was more than I thought it would be
I will leave my mark so everyone will know
I was here
...
I want to say I'll live each day
Until I die
And know that I had something
In somebody's life
The hearts that I have touched
Will be the proof that I leave
That I made a difference
And this world will see
...
I just want them to know
That I gave my all
Did my best
Brought someone to happiness
Left this world a little better
Just because
I was here"

5 comentários:

  1. É bem verdade. Por norma, só os grandes génios (ou as piores pessoas, pelos piores motivos), são relembrados. POr alguma obra, revolução, arte... Isso é o que fica. Uma revista que deu a alguém 1 mês de fama, daqui a 5 anos (ou menos), ninguém mais se lembra. Agora... por exemplo dos Queen... do António Variações... do Le Courbusier ... do Hitler e etc, ...vão ficar, certamente, na eternidade de uma época/nação/filosifia.
    Um beijinho* música bonita*

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  2. ficarás no coração das tuas pessoas, de certeza ...
    **

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  3. Oh, eu sinto o mesmo! Não é por acaso que o meu blogue se chama "Pegada Feminina". Porque tem a ver com deixar essa marca, nos que nos são mais próximos e naqueles com quem nos vamos cruzando ;)

    beijinhos

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  4. que post tão bonito M. é bem verdade, é bom saber que temos um papel especial não só na vida daqueles que amamos como também para o mundo, saber que a nossa presença é notada pela positiva. e é bom saber disso ainda em vida :)

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  5. Não sinto essa necessidade, a de perpetuar. Prefiro que me amem e me vivam no presente.

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