segunda-feira, 29 de agosto de 2011

post suscetível de ferir pessoas mais sensíveis

Há pessoas que adoram falar sobre si. Dão pormenores da sua vida a toda a gente, mesmo que não se conheçam. Encontram alguém na padaria, no talho, na fila do supermercado, no cabeleireiro, na esteticista, ..., e toca de falar dos seus problemas. Se por um lado acredito que muitos o façam porque não têm realmente com quem partilhar as suas angústias, por outro acho que muitas vezes não passa de publicidade gratuita. 
No outro dia estava eu na esteticista e ouvia a conversa na "sala de espera". Uma senhora, sem que ninguém lhe tivesse sequer dirigido a palavra, começa a falar do filho que acabou o mestrado e está farto de estar em casa e lhe dá cabo da paciência e nisto já ela estava a dar pormenores da sua infecção vaginal. Se a imagem disto já não é muito boa, agora pensem como foi quando ela começa a dar pormenores da cor e do odor e do sofrimento. Estava a ver que aquilo nunca mais acabava.
Poucos dias depois, estava eu na rua com a minha mãe e está outra mulher a conversar com uma conhecida dela, que estava acompanhada pelo marido (que ouviu toda a conversa). E falavam de quê? Ora pois claro que era esse tema tão normal de se abordar em altos berros, na rua, e com o marido da outra a fazer caras estranhas: infecções vaginais! A sério, esta gente não tem vergonha de nada. A falar sobre isso na rua, alto, para que toda a gente que passa possa ouvir.
 Atenção que eu não tenho nenhum problema com estas coisas. É  um tema como outro qualquer (quer dizer, não), quando as pessoas estão a falar com alguém com quem têm muita intimidade, no conforto do seu lar, onde mais ninguém num raio de 20km possa ouvir. 
Depois há ainda aquelas pessoas que adoram falar da sua vida sexual, com pormenores sórdidos, e só lhes  falta mostrar um vídeo para exemplificar. Outras que gostam de mostrar que não têm qualquer tipo de problema intestinal (ou que até o têm), falam de gases como quem fala do tempo, ... 
Eu sinceramente não queria saber este tipo de coisas sobre os meus amigos (nem de outra pessoa qualquer),  nem tão pouco contaria o que acontece comigo. Mas isso sou eu que sou um bocado selectiva com a informação que partilho sobre mim. Mas lá que há com cada maluca, lá isso há. Parece que esgotaram o que hão-de dizer e começam a falar de tudo, mesmo que seja tão intimo e estranho de se partilhar. 

12 comentários:

  1. ui...quando se anda de transportes publicos é o que mais se ouve..é isso e as farmácias perto de casa!

    Maria

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  2. Oh meu deus...
    Há gente que fala demasiado...
    =P

    * * *

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  3. enfim. cada vez sou mais adepta da descrição, da intimidade, do guardar para mim.

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  4. Há coisas que eu preferia não ouvir...

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  5. Ok, eu não quero saber das infecções vaginais das outras pessoas. Meu Deus.

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  6. Concordo plenamente, mas parece que é cada vez mais comum!

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  7. Essa gente irrita um bocado, é estar no super-mercado e porem-se a falar de todos os seus problemas como se os outros também não tivessem os seus.

    Ps: Excelente blog!

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  8. pois, fico horrorizada com tanto pormenor a pessoas que muitas vezes não se viu na vida :S

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  9. Isso é muito feio e sinónimo de falta de formação.

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  10. Eu cá adoro essas conversas de mercearia. O que eu aprendo!!...

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  11. É das coisas que menos gosto é gente que partilha demasiado.

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  12. É coisa que me chateia bastante, é esse tipo de pessoas que tem a mania que toda a gente está interessada na vida delas. Não estamos e o que contam nem sequer é assim tão interessante. Eu que ando de autocarro todos os dias tenho de levar sempre com gente ao telemóvel em altos berros a contar a vida toda, é muito irritante mesmo.

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