sábado, 8 de dezembro de 2018

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Scary things

Estou constantemente a ser assustada. O meu namorado adora pregar-me sustos. Anda pela casa devagarinho para aparecer do nada e assustar-me, por exemplo. A questão é que nem é preciso. Eu assusto-me sozinha, a mim mesma, ou com as coisas mais banais que possam imaginar. Desta vez ando a assustar-me constantemente com um ambientador. Isso mesmo, um ambientador. Comprei um daqueles ambientadores que de x em x tempo borrifa um cheirinho maravilhoso pela casa. No dia a dia quase não noto, estou ocupada com outras coisas e nem ouço. Mas tenho estado sozinha e em silêncio ao fim do dia e estou constantemente a assustar-me quando aquilo borrifa sem eu estar a contar. Estou a ler, tudo em silêncio, concentrada no que estou a fazer... de repente lá vem o borrifo e fico logo com o coração a mil. Fico chateada porque me assusto, recupero a normalidade, volto a concentrar-me noutra coisa até aquilo voltar a borrifar e eu assustar-me de novo. É certinho! Tenho que mudar aquilo de divisão, ainda tenho um ataque cardíaco e nem tenho ninguém em casa para me ajudar!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Um bebé muda tudo?

Eu nunca fui muito crente nas mudanças miraculosas que dizem acontecer quando as pessoas viram pais, mas agora estou a presenciar isso e já me acredito em tudo. 

Uma das minhas primas teve um bebé no mês passado. Eu e ela nunca tivemos uma boa relação e já escrevi sobre ela no blog várias vezes até. Ela tem um feitio muito complicado, sempre foi uma pessoa difícil e sempre manteve relações muito conturbadas com todos os membros da família. Mas família é família, claro que gosto dela apesar de tudo, e fomos criadas como irmãs desde sempre.  Temos aquelas relações de amor-ódio, não passo bem sem ti nem contigo. Vivemos sempre perto uma da outra, enquanto crianças sempre estivemos juntas diariamente na casa da nossa avó, ficávamos na casa uma da outra... Só que somos completamente diferentes (embora fisicamente iguais, aparentemente - toda a gente nos tem trocado os nomes, pensam que fui eu que tive a bebé, perguntam-me se sou eu a mãe, se somos irmãs, etc etc), temos feitios que chocam e a nossa relação sempre foi na base da competição (ela a querer ser igual/melhor que eu). Quando se descobriu que ela estava grávida, foi o choque. Nunca ninguém lhe conheceu um namorado e de repente aparece em casa a dizer que ia ser mãe. Muito se falou, muito se comentou sobre isto e aquilo, as escolhas dela, a vida dela, enfim. Acontece que, depois de nascer uma criança, tudo passa. E ela própria parece outra pessoa, neste momento. Até então, evitava estar junto dela. Chocamos imenso e nem sempre me apetecia estar a ser simpática e ignorar as coisas que ela dizia/fazia. Neste momento, somos capazes de conversar como pessoas adultas, sem tretas. Ela está tão mais madura e normal que nem parece ela. Ao contrário do que se esperava, é uma mãe cuidadosa e interessada. Tenho ido fazer-lhe várias visitas e ela é sempre agradável, sempre simpática. Nem a reconheço! Ontem deixou-me a bebé em casa para ir tratar de uns assuntos e eu juro que fiquei parva ao ver a relutância dela em deixar a menina, aquela preocupação de mãe, até no beijinho antes de ir (ela que não é nada de beijos e abraços, que sempre disse que não ia andar aos beijinhos à filha, que até há poucos dias tinha dito que raramente beija a bebé). E a simpatia com que pede ajuda e depois agradece, a preocupação de poder estar a incomodar ou abusar. Eu sei que isto parecem coisas normais, mas para ela não é. Não que ela fosse um monstro sem educação, mas era muito na dela, como se toda a gente lhe devesse alguma coisa, como se fosse melhor que todos e todos lhe tinham que prestar vassalagem. Eu estou parva para a minha vida. Pede ajuda, aceita as opiniões das pessoas mais experientes, admite que não sabe e que precisa de aprender, não tem problema nenhum em deixar as pessoas mais velhas ajudarem-na. Eu não esperava isto dela, tendo em conta a forma como ela sempre foi. Ela que sempre se armou que sabia tudo. A maternidade está-lhe a fazer muito bem. Eu só espero que sejam mudanças para ficar e que não seja simplesmente uma questão de hormonas. 

Sempre quis ter uma prima/amiga próxima com quem partilhar estas coisas de gaja, ir às compras, falar de tudo, ter uma relação próxima de entreajuda. Adoraria que, a partir de agora, estas coisas fossem possíveis com ela. Se ela se continuar a comportar como uma pessoa normal, vejo essa possibilidade e fico mesmo contente por mim e por ela, sinceramente. Isto seria o nosso milagre de Natal! :)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Tenho a secretária onde trabalho virada para a janela. Dessa janela vejo duas casas e numa delas há agora um cãozinho bebé. A diversão das últimas semanas é ver o cãozinho e as suas peripécias. Fico toda derretida a ver o cãozinho a fazer as suas asneiras, a tentar subir os degraus com aquelas patinhas minúsculas, a brincar sozinho feito totó. Passo assim uns bons momentos de risada sozinha. É o meu escape. Sabem aquelas pessoas que vêem vídeos de cães e gatos para distrair do trabalho? A mim basta-me olhar pela janela. São as pequenas coisas, como sempre digo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

convites de casamento

Um dos meus primos vai casar no ano que vem. Ontem veio entregar-me o convite para o casamento, mais a noiva e a filha dos dois. Confesso que fiquei surpreendida quando soube que ele me ia convidar para o casamento porque, apesar de termos crescidos juntos, a partir do momento em que ele começou a namorar e depois foi viver com a namorada, raramente nos falamos. Nem sequer temos os números de telefone um do outro. Vi a filha dele umas 3 vezes em quatro anos. Gosto muito dele, mas não sei porque é que ele me convidou. Eu certamente que não o convidaria para o meu casamento porque só quero na minha celebração as pessoas com quem partilho a minha vida diária e com ele falo de ano a ano. Mas tudo bem, se ele me considera uma pessoa importante a ponto de querer partilhar com ele este momento tão importante, obviamente que irei ao casamento com muito gosto. Fico muito feliz pelo convite, claro. Só que esta situação fez-me pensar noutras questões sobre as quais gostava das vossas opiniões:
É correto aceitar o convite de casamento de uma pessoa e depois não convidar essa pessoa para o nosso? Em que situações já disseram que não a um convite de casamento e como é que o fizeram? Como é que se explica a alguém que gostamos muito dela mas não queremos ir ao casamento? Ou que não queremos ir porque não faz sentido nenhum?

Acho que estes são assuntos muito delicados e, como nunca passei por nada do género, gostava de saber a vossa opinião. Irei ao casamento, como disse, e muito feliz por isso, mas fiquei a pensar sobre o que fazer em situações em que não queremos ir. É que eu falo falo mas sou uma people pleaser, eu não sei dizer que não, eu evito confrontações ao máximo, quero que toda a gente esteja sempre bem e feliz com o mundo. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O meu fim de semana de descanso depois de duas semanas de trabalho ininterruptas soube-me pela vida. Fui às compras e já aviei algumas prendas, decorei ainda mais a minha casa para a chegada do natal, estive ao quentinho da lareira, acabei um livro, vi a minha "sobrinha". Só coisas boas. Esta semana acho que será calma a nível profissional e eu já estou a contar os dias para as férias! Preciso mesmo que chegue rápido a semana do Natal. Sinto que este ano voou, mas o cansaço já está aqui todo acumulado. Preciso daquela sensação de novo recomeço que o final do ano e início do outro trazem. Já só me falta riscar os dias na parede, já que este ano ninguém me ofereceu um calendário do advento (snif snif). 

sábado, 1 de dezembro de 2018

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Adoro dias como hoje

Não sou a maior apreciadora do Inverno. Aliás, ainda ontem disse umas quatro ou cinco vezes que já estou farta deste tempo e o Inverno ainda nem chegou. Não gosto de frio, fico mal disposta e ainda mais preguiçosa. Não dá vontade de fazer nada. Mas depois acordo com um dia de chuva assim, negro, fiz a minha meditação no sofá, com a árvore de natal como companhia, e a janela do escritório está cheia de pingas de chuva... Gosto mesmo! Saber que não tenho que sair de casa, que posso ficar o dia todo de pijama, que maravilha!