quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

There is no such thing as too many books | Northanger Abbey by Jane Austen



Este foi um dos livros que trouxe de Londres por um preço irrisório e ainda bem que assim foi, porque me teria custado dar os 20€ que custa cá. Não é um mau livro, claro, mas a história é um pouco mais do mesmo. Uma menina de uma família grande e humilde que sonha com grandes romances e vê a sua oportunidade de viver como nos livros que lê quando é convidada a ficar na Abadia de Northanger. Acaba por se apaixonar pelo filho do dono da casa e já se sabe o que acontece a seguir. O que este livro tem de interessante, além da história em si, é a notória defesa que a autora faz em relação aos romances e às autoras daquela época, pouco acreditadas e consideradas como obras de segunda categoria. Ainda assim, há uma crítica à influência que alguns romances acabam por ter nas jovens meninas que os lêem, cuja imaginação fértil as leva a pensar que podem viver as aventuras de um livro na vida real. 
Gostei do livro, achei apenas que houve alturas em que a história se enrolou muito quando poderia ter sido mais breve. Tornou a narrativa um pouco repetitiva, parecia que a história não avançava em certos pontos, para fazer render o peixe. De forma geral, não é um livro que deixe ficar mal o nome da autora, de forma alguma, mas também não tem aquele brilho de outros livros de Jane Austen. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Pensei, principalmente depois dos primeiros amigos casarem, que estaria agora a entrar na fase das coisas boas da vida adulta. Os amigos encontram os amores das suas vidas, começam a partilhar a vida com essas pessoas, a casar, a ter filhos... Infelizmente, nesta fase, estou a viver o lado mau da vida adulta. Mortes, pessoas muito doentes no hospital, chatices entre familiares, mesquinhices. A finitude da vida nunca me assustou, mas custa sempre viver com essa realização. Estou na fase em que os nossos avós já estão a ficar cada vez mais velhinhos, os nossos pais também começam a envelhecer a um ritmo que parece cada vez mais rápido. Pergunto-me se, quando finalmente casar, terei aquelas pessoas todas à mesa. Se elas estarão cá para abraçar os filhos que quero ter. Se poderei contar com elas para me visitar na casa que quero ter. Custa-me pensar que tenho amigos já sem pais ou com pais em situações de saúde muito preocupantes. Quero focar-me no lado bom da vida, nas coisas boas que, felizmente, também acontecem muito à minha volta. Tenho cada vez mais o desejo de fazer tudo o que penso o mais rapidamente possível. Tenho medo de adiar sonhos que depois podem não ser cumpridos por falta de tempo. Quero celebrar a minha saúde, a minha vida e a minha felicidade. Quero festejar a saúde, vida e felicidade dos que me são próximos. Estou farta de adiar planos. Tenho medo de adiar demais e não haver um amanhã como penso que haverá. Estas são as minhas maiores preocupações. Não tenho medo de morrer, tenho muito medo de não ter tempo para realizar alguns sonhos, isso sim, e de não os poder partilhar com todos aqueles que me são próximos e adoro. 

sábado, 16 de fevereiro de 2019

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Dia dos Namorados

Se for aos arquivos do blog consigo saber ao certo quando foi que paramos de celebrar o dia dos namorados, mas de momento não me recordo. Não é que seja um dia que odeie, como muita gente, por achar que é comercial e fútil e esses mimimis. Simplesmente não nos faz muito sentido, nesta fase das nossas vidas, estar a gastar balúrdios para ir jantar fora só porque dizem que é assim que deve ser ou a comprar qualquer lamechice só porque é suposto. Felizmente, em nossa casa e na nossa relação, todos os dias são dias de amor, qualquer dia fazemos alguma coisa especial só porque sim e não precisamos de dias definidos para comprar prendas. Mas gosto do conceito do dia, gosto da ideia de haver um dia dedicado ao amor. Acho que, havendo ao menos um dia no ano em que as pessoas se sentem compelidas a serem queridas e a mostrar que amam e apreciam quem têm ao lado, já é bom sinal. Ao menos um dia no ano as pessoas sentem-se especiais, acho ótimo. Se calhar sou capaz de fazer alguma coisa mais especial por casa só para não deixar passar o dia em branco, porque gosto, e acho querido, mas sem aquelas pressões de ir jantar ao sítio xpto, comprar a prenda mais cara, as flores, os chocolates, senão não sou um bom parceiro romântico ou a minha relação é má. Felizmente somos ambos da mesma opinião e não estamos para nos deixar pressionar pela obrigatoriedade do romantismo do dia, como em outros tempos. No ano passado, por exemplo, cheguei a casa dele e tinha uns brigadeiros à minha espera, sem eu contar. Soube-me pela vida. Este ano vivemos juntos, mas nem sequer vamos poder jantar porque ele tem curso. Portanto, não temos planos e está tudo bem com isso. Nem sequer é daquelas coisas que digo só por dizer mas ficaria ressentida se ele não se lembrasse, de todo. Cada vez mais este dia me passa ao lado, mas continuo a achar graça e a achar que as pessoas devem celebrar, se assim entenderem. Só não o devem fazer por pressão, porque é suposto, desde que haja entendimento entre os dois. Não é um dia no ano que define um relacionamento. O que é bom mesmo é que amanhã já é sexta!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Madrid

Pois é, isto das viagens é viciante. Só custou mesmo a começar, que agora ninguém nos pára! No dia em que regressamos de Londres eu já pensava na próxima e foi assim que, no dia 1 de Janeiro, compramos os voos e hospedagem para irmos a Madrid celebrar o aniversário do meu xuxu. Confesso que escolhemos Madrid mais pelos preços do que por outra coisa. Não sabia ao certo o que haveríamos de lá ir ver, nem estávamos com expetativas elevadas para a viagem e acho que foi por isso que acabamos por nos surpreender.


Saímos na sexta-feira, dia 1 de Fevereiro, num voo ao fim do dia, cuja aterragem foi demoníaca #thanksHelena. Eu só estava concentrada em não deitar para fora as minhas entranhas e, depois de uma viagem curta mas péssima, só pensava em chegar ao Hostel. Nesse dia fomos logo dormir, que já passava da 1h da manhã. 




No dia seguinte, acordamos cedo e decidimos pôr pés ao caminho. O nosso Hostel estava muito bem localizado e bastou descer uma rua pequena e já estávamos na Plaza del Sol. De manhã fizemos logo uns quantos marcos turísticos, com o Palácio Real lá pelo meio. Claro está que, comparado com Buckingham Palace, aquilo é um anexo, mas não deixa de ser bonito. Gostei especialmente dos jardins atrás do Palácio. Vimos imensas coisas logo no primeiro dia porque nem sequer nos metemos no metro. Fizemos tudo a pé, tudo é perto de tudo, e achamos que é mais giro andar pela cidade e ir vendo as ruas. Nesse dia, já exaustos, ainda fomos à Gran Via e vimos imensas lojas, dentre as quais a maior Primark que já vi na minha vida. 5 andares de loja! Fiquei incrédula. Pelas poucas lojas onde entramos, deu para perceber que nuestros hermanos é que sabem fazer saldos! Não é como os saldos mixurucas que temos aqui, havia peças de lojas que temos cá a metade do preço dos preços de saldo de cá. Isso sim, vale a pena!

O segundo dia completo em Madrid era o dia do aniversário do L. Começamos o dia a tomar o pequeno almoço no Dunkin Donuts e ficamos chorosos por não haver por cá uns quantos franchisings disto. Que pena! De entre outras coisas que vimos, deste dia destaco o Parque del Retiro que é maravilhoso! Acho que a viagem valeu a pena só por isso. Nós adoramos jardins e parques, portanto adoramos isto. Andamos por lá com calma, a passear pelos diferentes jardins e acabamos por voltar de tarde com mais tempo para sentar e aproveitar o sol. Terminamos o dia na Chocolateria San Ginés, que tem, segundo os especialistas da net, os melhores churros com chocolate de Madrid. Se são os melhores não sei porque não provei outros, mas que eram bons, eram! Vale bem a pena a espera. Tem sempre uma fila gigante, mas o atendimento é surpreendentemente rápido e o espaço é amoroso.


No nosso último dia, pouco restou para ver. Andamos com mais calma, apreciamos melhor os cantinhos da cidade e compramos alguns souvenirs. De tarde fomos ver o estádio do Real Madrid (lembrem-se que é sempre necessário fazer a tour dos estádios quando viajam com homens :p  - eu "queixo-me" mas eu também gosto) e depois estivemos a queimar tempo num parque. No Aeroporto tivemos aquele agradável encontro #sqn que vos contei num post anterior e a viagem de regresso foi muito mais tranquila e sem sobressaltos. 




Considerações gerais:

Um fim de semana é mais do que suficiente para verem tudo o que há para ver em Madrid. Nós tivemos três dias completos e sobrou tempo. 

Madrid faz-se perfeitamente bem a pé, não há necessidade de pagarem aqueles passes de não sei quantos dias para o metro. O próprio metro tem um conceito interessante: 1,50€ por bilhete para 5 paragens, a partir da sexta paragem acrescenta 0,10€ ao bilhete. Além disso, um passe é suficiente para duas pessoas, basta adicionar duas viagens (uma para cada um) e pronto. Há metro para o aeroporto mas paga-se um complemento de 3€. Parece-me uma maneira muito óbvia de sacar dinheiro a turistas, mas pronto.

Os souvenirs são mais caros do que em Londres, que é o único sítio que posso usar como comparação. Por exemplo, em Londres pudemos escolher 5 itens (porta-chaves e/ou ímanes) por 5 libras enquanto em Madrid cada íman custava entre 2 a 3€. Encontramos numa lojinha mais afastada da Plaza Mayor ímanes a 1€, que isto o segredo é procurar em zonas mais afastadas dos pontos principais. 

Os espanhóis são mais simpáticos e solícitos do que nos fazem crer. Sempre ouvi histórias de que os espanhóis são brutos, estão-se a cagar para turistas e nem sequer se esforçam para falar noutras línguas, mas se calhar isso aplica-se para turistas espanhóis pelo mundo e não propriamente a espanhóis em Espanha. Todas as pessoas com quem nos cruzamos foram super atenciosas e simpáticas. 

Nunca me senti insegura na rua, não mais do que o meu normal em sítios desconhecidos. Eu sou aquela pessoa que já pensa sempre nas coisas más, tenho um medo surreal de ser assaltada, ando sempre com o coração nas mãos. Lá senti-me sempre bem. Havia imensa gente na rua mas cada um ia na sua vida, ninguém chateia ninguém, nunca fomos abordados por ninguém ou sentimos que nos estavam a olhar muito. Também há imensa polícia na rua, por isso há mais controlo. 

Desta pequena amostra deduzo que há imensas crianças, imensos casais gays, imensos cães  e imensos penteados alternativos pela cidade. Adoro! Senti que Madrid é uma cidade muito aberta à diferença, ninguém olha de lado, cada um anda e faz o que quer sem medos/vergonhas. Acho ótimo. 

As espanholas são mulheres lindas e super arranjadas! Se calhar é defeito de amostragem, mas só vi mulheres bonitas, bem maquilhadas, bem arranjadas e estilosas. Há pessoas mais "normais", há pessoas mais descuidadas, mas vi muitas mulheres muito bonitas, que chamam a atenção pela positiva. 

Infelizmente, pela negativa, vi imensos sem abrigo. É uma coisa que faz mal ao meu coração mole. Eu ali a passear, no luxo de "ter uma casa" temporária noutro país só para ir conhecer uma cidade e pessoas sem teto para viver o dia a dia. É muito triste.


No geral, gostei muito da experiência e realmente é muito diferente viajar só em casal do que naquela confusão de pessoas que fomos a Londres. São conceitos diferentes, claro, mas gostei muito da experiência de irmos só os dois, gerir o tempo só a pensar em nós, fazermos coisas a dois. É mais fácil ter em consideração as vontades individuais de cada um quando somos só dois e podemos fazer mais coisas específicas do interesse de cada um do que se formos muitos. 

A questão que se impõe agora é: qual o próximo destino? :)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

There is no such thing as too many books | Lady Susan by Jane Austen


Já sabemos que os livros de Jane Austen são sempre todos sobre a mesma temática (amores e desamores, desencontros, reencontros, amores proibidos, amores improváveis) - é a forma como ela escreve que torna os livros tão bons. Este Lady Susan é completamente diferente da forma de escrita dos restantes e também a própria personagem principal tem o seu twist. Desta vez, a história centra-se numa anti-heroína, uma personagem detestável, mesquinha, infiel, manipuladora. Toda a história é-nos dada a conhecer sobre o formato de cartas, que as personagens vão escrevendo umas para as outras. Eu achei muito interesse, até porque é diferente da escrita habitual da autora. Gostei que a personagem principal fosse uma criatura detestável, para variar das personagens boazinhas e sensíveis do costume. Não é nenhuma obra prima, mas é um livro pequenino, que se lê muito rapidamente e com uma história boa. Recomendo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Filhos

Tenho poucas certezas na vida e tenho muitas incertezas em relação ao que eu quero fazer com a minha vida no futuro, principalmente a nível profissional, mas se há coisa que eu sei, desde cedo, é que quero ser mãe. Já disse isto entre amigos e todos ficaram um bocado espantados, mas eu acredito que nasci para ser mãe, que é esse o meu maior propósito na vida. Sou uma cuidadora nata e adoro crianças, por isso mal posso esperar para ter as minhas. O meu relógio biológico já dá sinais há uns anos, mas no último ano ele já nem faz só tic-tac, ele grita de minuto a minuto. Acordo a pensar em filhos, adormeço a pensar em ter filhos. Nos próximos meses não seria viável nem faz parte dos planos assim a tão curto prazo mas, se pudesse, era agora mesmo. Gostava muito de casar antes de ter filhos, portanto está aqui mais uma coisa a meter-se no meio do objetivo primordial. Pelo menos planeando, acho difícil que possa acontecer este ano, não falamos nisso para agora. Mas eu juro que estou a ficar maluca. O meu corpo parece doido, raio das hormonas. Também não ajuda o facto de seguir imensas pessoas nas redes sociais que estão grávidas, têm bebés ou anunciaram gravidezes há pouco tempo. Nem o facto de ter uma "sobrinha" com três meses que é a coisa mais gordinha e boa do mundo, só apetece morder. Ou que toda a gente à minha volta esteja ansiosa para que eu tenha filhos. Para já, vou-me deliciando com os filhos dos outros e tentando não pensar muito no assunto, que a vida não está para estas aventuras. Mas oh meu Deus, como este relógio está descompassado...

sábado, 9 de fevereiro de 2019