segunda-feira, 20 de agosto de 2018

There is no such thing as too many books | Crónica de uma morte anunciada by Gabriel García Márquez



Como o próprio título do livro indica, este trata-se de uma reconstrução de uma morte já anunciada. No início do livro ficamos a saber que Santiago Nasar vai ser morto, toda a gente sabe que isso vai acontecer, e a história vai sendo contada "ao contrário": aconteceu a morte, vamos ficando a saber os acontecimentos que levaram à mesma, até ao momento derradeiro.

Tinha curiosidade de ler este livro já há imenso tempo mas nunca mais me dispus a comprá-lo. Quando me mudei com o meu namorado, este livro veio com ele e estava já na nossa estante há uns meses quando decidi pegar nele. É pequeno, lê-se super rápido e a história tem o seu quê de interessante. Gostei do livro, embora não seja dos meus preferidos e este autor tenha outros muito melhores. Mas é diferente de tudo o que já li, é intrigante, envolve-nos na história e lê-se muito bem. Recomendo!

sábado, 18 de agosto de 2018

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Pedinchas

No outro dia estava numa loja e estava lá uma cliente indecisa entre levar uma mala ou uns sapatos. Andou ali no impasse, depois decidiu comprar tudo e disse: "Tenho que pedir ao meu querido para me dar a outra mala que me ficou debaixo de olho". Não sei se é por eu ter uma aversão enorme a depender de alguém, de detestar ser pedinchas ou de ter a mania que sou muito feminista, mas aquilo soou-me tão mal. De repente, parecia que estava em tempos passados, quando as mulheres não tinham dinheiro e tinham que depender dos maridos. Não me interessa particularmente o que cada um faz das suas vidas, mas fico um pouco constrangida com esta mentalidade de pedir aos outros (principalmente mulheres a pedir a homens) este tipo de coisas. Eu sinto-me mal por pedir o que quer que seja a alguém. Às vezes até me sinto mal com prendas que recebo, principalmente se perceber que são coisas caras. Não gosto de depender de ninguém. Não quero que sejam terceiros a bancar as minhas despesas e muito menos os meus caprichos. Mas isto sou eu, claro. Não condeno quem o faça, que cada um sabe de si, mas soa-me mal, não dava para mim. Acho esquisito. Uma coisa é alguém querer dar-me uma prenda e eu dizer que gosto disto ou daquilo, que preciso de algo em específico. Outra é ver algo que quero e pedir a alguém para comprar para mim. Acho estranho, não se coaduna nada com a minha forma de ser. 
Quando gosto de alguma coisa que quero muito ou preciso mesmo, vou lá e compro. Nunca fui de deixar andar para ver se alguém me oferece, mesmo que fosse nos anos ou no Natal. Em primeiro lugar porque ninguém tem obrigação de me dar nada e depois porque, estando à espera dos outros, também nunca teria nada na minha vida.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

As mães têm sempre razão. Sempre!

Final de domingo, começou a orvalhar. Nada de especial, só umas pinguitas, mas o suficiente para deixar o chão da rua todo molhado. Saio de casa da minha mãe de chinelos de dedo e ela avisa: olha que vais cair! Calça antes as tuas sandálias. Como eu tenho a mania que sou muito crescida e nada me acontece, não lhe dei ouvidos. Mal ponho os pés na rua, o que é que acontece? Dou o malhote da minha vida. Caio logo nos primeiros degraus do prédio. Ia com as duas mãos ocupadas, numa levava uma saca e na outra um guarda chuva. Caí de cu, fiquei toda molhada, ainda bati com a mão esquerda no degrau ao tentar amparar a queda e com a outra mão enfio o guarda chuva nos olhos. Por sorte não foi aquela parte com bicos de metal, foi mesmo só o pano. Ainda bati com as costas e o braço direito no degrau também. Não me magoei fisicamente, o que doeu mais foi o orgulho. Raio das mães que sabem sempre tudo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

8 anos de blog!

A miúda que era quando comecei este blog nem sonhava na mulher que se iria tornar desde essa altura. Juro-vos, eu não tinha noção da magnitude de tudo o que estava para vir. Há 8 anos estava à espera das colocações para saber se tinha entrado na Universidade e agora estou aqui, a trabalhar, na casa onde vivo com o meu amor. Tanta coisa que mudou! Mas, sobre isso, acho que escrevi muito bem no ano passado.

O que eu mais gosto, sobre isto de ter um blog, é poder ter uma espécie de diário onde posso consultar as diferentes fases da minha vida. Este blog documenta o meu crescimento, o meu amadurecimento e, só por isso, já se tornou parte integrante do meu dia a dia. Imagino-me a escrever aqui sempre, até ser velhinha. Acima de tudo, imagino-me a continuar a partilhar a minha vida com vocês, as minhas opiniões, os meus gostos, as minhas aventuras e desventuras. Gosto muito de saber que, embora isto seja um micro blog, se cria um ambiente acolhedor de partilha entre todos os que cá vêm ler as coisas que escrevo. Espero continuar a ter-vos desse lado. Obrigada por, nestes 8 anos, não me deixarem estar aqui "a falar para as paredes" e terem sempre tido interesse em comentar com as vossas opiniões, sugestões e palavras de carinho.

sábado, 11 de agosto de 2018

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Agosto a meio gás

Não se passa nada na blogosfera. As pessoas estão todas de férias ou prestes a ir, portanto nem se dão ao trabalho de escrever posts. Migraram todos para o Instagram, onde podem postar as mil fotos de bikinis, boas comidas, sítios giros e praias paradisíacas (sim, estou com dor de cotovelo, também queria!), sem pensar muito ou sem se darem ao trabalho de ter que escrever. E eu adoro. Mas os blogs morrem completamente em Agosto. Ninguém escreve e ninguém lê blogs. As visitas descem muito, a quantidade de posts para ler também. Enfim, está aqui tudo meio morto. É como no meu trabalho. Estas duas semanas de Agosto têm sido calmas. Ninguém atende os telefones, as empresas fecham, as pessoas com quem quero falar estão de férias ou em vias de ir. Há menos pessoas a procurar a nossa ajuda. Têm sido dias de colocar outros assuntos em ordem, já que há poucos contactos, mas nem por isso significa menos trabalho. A minha preguiça é que faz com que trabalhe menos. Tenho sido menos produtiva porque estou cansada. Estou mesmo cansada disto. Do trabalho, desta rotina, destas pessoas, destes dramas. Tenho contado os dias para entrar de férias. Só me falta riscar os dias na parede porque, de resto, todos os dias faço as contas e comento com a colega de trabalho que só faltam x dias. Para ela, hoje é o último, eu ainda trabalho segunda e terça. Vou andar a repetir o mantra "só mais dois dias!" o resto do dia. Está quase.