segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Filhos

Tenho poucas certezas na vida e tenho muitas incertezas em relação ao que eu quero fazer com a minha vida no futuro, principalmente a nível profissional, mas se há coisa que eu sei, desde cedo, é que quero ser mãe. Já disse isto entre amigos e todos ficaram um bocado espantados, mas eu acredito que nasci para ser mãe, que é esse o meu maior propósito na vida. Sou uma cuidadora nata e adoro crianças, por isso mal posso esperar para ter as minhas. O meu relógio biológico já dá sinais há uns anos, mas no último ano ele já nem faz só tic-tac, ele grita de minuto a minuto. Acordo a pensar em filhos, adormeço a pensar em ter filhos. Nos próximos meses não seria viável nem faz parte dos planos assim a tão curto prazo mas, se pudesse, era agora mesmo. Gostava muito de casar antes de ter filhos, portanto está aqui mais uma coisa a meter-se no meio do objetivo primordial. Pelo menos planeando, acho difícil que possa acontecer este ano, não falamos nisso para agora. Mas eu juro que estou a ficar maluca. O meu corpo parece doido, raio das hormonas. Também não ajuda o facto de seguir imensas pessoas nas redes sociais que estão grávidas, têm bebés ou anunciaram gravidezes há pouco tempo. Nem o facto de ter uma "sobrinha" com três meses que é a coisa mais gordinha e boa do mundo, só apetece morder. Ou que toda a gente à minha volta esteja ansiosa para que eu tenha filhos. Para já, vou-me deliciando com os filhos dos outros e tentando não pensar muito no assunto, que a vida não está para estas aventuras. Mas oh meu Deus, como este relógio está descompassado...

9 comentários:

  1. Estou tal e qual como tu! E nenhum dos meus amigos pretende ter filhos no curto prazo, então sinto-me uma incompreendida no meio deles eheh :)

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  2. Eu também tenho o mesmo sentimento que tu. Quer mesmo muito ter filhos. É algo que me vai deixar incompleta se não acontecer. Mas tenho um GRANDE problema. O meu noivo não quer ter filhos...
    Blog Vinte e Muitos

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  3. Eu então sou ao contrário.... o meu relógio biológico não dá grandes sinais... e já conto com quase 34 anos! Não podemos ser todos iguais!

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  4. Sempre quis muuuuito ser mamã. Agora estou rodeada de bebés e, penso que por isso, ora quero muito ora não me apetece para já. Contudo, assusta-me andar a adiar. Com 30 anos já me imaginava mãe (talvez até de dois).

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  5. Tive o primeiro com 20 anos. Desempregada. A viver com os meus pais. Fui mãe solteira. Tive a segunda aos 30. Casei durante a 2ª gravidez. Por toda a minha experiência neste campo, dou-te um conselho. Não vás adiando por muito tempo... isto é um cliché de dizer, mas eles são-no porque são verdade: as condições nunca vão ser perfeitas. Eu sou da opinião de que não há nada melhor no mundo do que ser mãe. Por mim, vivia para isso. Nem toda a gente sente isso, mas se tu sentes, o meu conselho é que não deixes para muito tarde! Porque é bom aproveitar a maternidade quando mais jovem. A minha experiência como mãe de 20 e mãe de 30 é bem diferente. E também porque, esperamos sempre que não, as tentativas podem revelar-se infrutíferas nos primeiros tempos...

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    1. Percebo o que dizes e faz sentido que não esperemos pelas condições ideais porque nunca vamos estar nesse patamar. Mas também há mínimos. Neste momento só entra um salário em casa, ter um filho exigiria um esforço financeiro muito grande e não queremos passar por isso. Queremos ter os mínimos para poder dar tudo o que um filho precisa sem fazer ginásticas, tirar dali para pôr aqui. Não queremos depender de ninguém para criar um filho que é responsabilidade nossa. Também não é como se não fossemos a tempo. Nem 27 anos tenho! Primeiro queremos casar, depois ter filhos. Não vamos adiar indeterminadamente, mas não pode ser agora-agora.

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    2. Estou completamente de acordo. Parece horrível engravidar quando se estuda e não se tem independência financeira. Julga-se sempre que "melhores dias virão" e, em certos casos, os pais ameaçam mesmo dar uma "surra para matar" se as filhas lhes aparecerem novas e grávidas em casa, com ameaça de as porem fora. (Os meus falavam assim). Mas se lhes tivesse acontecido isso, talvez não chegassem a esse extremos. E hoje teriam um neto/a com 20 anos... que teria sido o meu sonho. É o que sinto falta hoje em dia. Sinto falta de virar a cabeça para o lado e encontrar a minha filha, conversar com ela, ter contribuido para a ajudar nas suas crises existenciais e estar agora a colher os frutos da maioridade, de a ver a seguir a sua independência...

      Depois há sempre quem ajude as jovens mães. Exatamente por lhes adivinharem dificuldades. Mães mais velhas, nem por isso. Conheci algumas mulheres que foram mães muito cedo e logo a família tratou de lhes arranjar uma casa (ficaram com o pai do filho) e um BOM EMPREGO para ambos. Auxiliaram em tudo. Se isso não é MONTAR uma boa vida, o que é? Portanto, depende muito. Pode ser até a melhor coisa que lhes acontece.

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    3. Portuguesinha, não me parece que isso funcione assim nos dias que correm. Já não é como nos tempos idos, em que se arranjava casa (ficavam na casa dos pais, arrendavam um anexo em qualquer lado) nem os bons empregos surgem do nada. Além de que, vai-me desculpar, não me parece que pensar "deixa-me fazer um filho sem condições nenhumas, que depois os outros ajudam!" seja um bom ponto de partida para trazer uma vida ao mundo. Eu não quero depender de terceiros. Eu quero ser independente e quero proporcionar uma vida digna aos meus filhos, sem ter que estar a pedir ajuda aos pais, tios, avós, primos, amigos, conhecidos... Não estamos no tempo de "tudo se cria" porque antigamente se criava mas com que condições? Arroz com arroz, um bocadinho de água a mais na sopa e roupas remendadas. Quem diz que tudo se cria é desse tempo. Hoje em dia as crianças têm custos muito mais elevados, é necessário outro tipo de apoio e até de educação.Eu não concordo com esse tipo de pensamento e não é assim que rejo a minha vida.

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  6. NUNCA adie um sonho.
    Principalmente um como esse.
    Tudo pode correr ao contrário do que idealiza. Mas isso faz parte e tem sempre um propósito. Continue a adiar e pode não chegar a concretizar. Esperar pelo momento "Perfeito" é como aquela caricatura do esqueleto a "esperar pelo homem certo": não aparece nunca. E tem mais: até tentar não sabe se tem problemas de fertilidade. Alguns casais tentam por anos e descobrem que não lhes vai ser fácil.

    Uma criança cuida-se com facilidade. Não é tão difícil quanto se faz. Se fosse, não teriamos nascido. E olha só antigamente... hoje pensa-se em ter UM filho, antigamente tinham pelo menos 10!

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