quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Condomínios

Esta semana apareceu um papel da gestão do condomínio a pedir que as pessoas tivessem atenção e cuidado quanto ao barulho que os seus animais de estimação fazem dentro do prédio. Acho graça que o papel tenha surgido com essa queixa, mas ninguém se tenha queixado do barulho das pessoas. É que um cão ladrar ou um gato no cio incomoda-me muito menos do que os filhos dos vizinhos de baixo aos berros desde que acordam ou as discussões dos pais às tantas da madrugada. O mais engraçado ainda é que são eles que têm o cão que ladra e o gato que fazia uns barulhos estranhos na altura do cio. Mais valia terem-nos advertido diretamente, digo eu. Que palhaçada. Os animais podem ser treinados, obviamente, mas não me parece que alguém fique ofendido por um cão ladrar de vez em quando (nem sequer é à noite) ou um gato miar porque são animais, não sabem as regras sociais de convivência num prédio. Claro que não é por isso que os donos têm que deixar de ter atenção ao ruído que os animais deles fazem, mas não há muito que se possa fazer, digo eu. Já que os filhos berrem a plenos pulmões às 7h da manhã ou andem aos gritos dentro de casa, a correr feitos doidos, têm culpa sim. Portanto o que eu gostava de ver era um papel do condomínio a dizer para as pessoas terem atenção e cuidado quanto ao barulho que os seus filhos selvagens fazem ou quanto ao barulho de discussões a qualquer hora do dia ou noite. Isso é que era de valor.

Um comentário:

  1. Ahahah, se calhar os animais de estimação são os filhos, mas para não serem tão diretos, optaram por culpar os pobres animais.

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