quarta-feira, 27 de junho de 2018

Ainda em lua de mel?

Agora que já se passaram quase quatro meses desde que vivemos juntos, só tenho uma coisa a apontar: deveríamos tê-lo feito mais cedo!
As pessoas dizem que ainda estamos na fase da lua de mel, que é normal acharmos que está tudo muito bem, por agora, e que depois começamos a ver as coisas más da convivência diária. Não sei se será o caso, temos que esperar para ver. Para já, posso garantir que está tudo a correr às mil maravilhas. Dou por mim imensas vezes a pensar que deveríamos ter feito isto antes. Andávamos tão preocupados com coisinhas de nada quando o que importa sempre esteve cá. 

É maravilhoso deitar e acordar todos os dias ao lado da pessoa que amamos, ter sempre aquela companhia. Para nós, que andávamos com problemas logísticos há mais de um ano, esta mudança trouxe a paz que precisávamos. Nada de andar sempre de um lado para o outro, agora vens tu, depois vou eu, não tenho carro, não consigo ir hoje, tens que me deixar em casa, adormecer de cansaço e depois ter que acordar e ir para casa... Era um stress que nem vos conto, com trabalho lá pelo meio, cansaço, ter que lidar com problemas externos, gerir os humores que eram afetados pela família, etc etc. Assim só temos que nos preocupar connosco, com o que se passa na nossa casa, é muito mais fácil de gerir o humor de dois do que a interação de dois humores influenciados por quatro ou cinco pessoas. As famílias são maravilhosas, mas são cansativas. Ter a possibilidade de nos colocarmos ou retirarmos das situações externas se e quando quisermos, é excelente. Até a relação com os pais melhora, já que não há aquela imposição de convivência 24/7. E, claro, podermos ser nós a escolher o que queremos fazer, o que vamos comer, os quandos, como e porquês, só a contar connosco, sem termos que nos preocupar com os outros ou seguir regras e horários impostos por outros, é libertador. A nossa casa é o nosso refúgio, somos nós que a gerimos, trazemos para dentro o que/quem queremos. Não fazemos fretes. Podemos fazer o que quisermos. 

Até das rotinas e tarefas eu gosto. Gosto de cozinhar só para dois, de saber que posso não o fazer e desenrascar qualquer coisa e está tudo bem. Gosto de gerir as tarefas segundo o meu tempo e as minhas vontades. Até as coisas chatas são feitas com outra vontade porque são minhas, são nossas. Sonhei toda a vida em ter a minha casa e a minha família e agora estou a viver o sonho. É realmente maravilhoso ter o nosso espaço, viver na nossa bolha de amor (lame, eu sei). 

Um comentário:

  1. As pessoas adoram dizer coisas assim. Mas olha, embora possa admitir que, obviamente, com o tempo, existe uma adaptação aos hábitos e manias menos positivos da outra pessoa, essa sensação que descreves agora nem sempre muda. Nós vivemos juntos há 5 anos e eu continuo a sentir exactamente tudo isso da mesma maneira.

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