segunda-feira, 14 de maio de 2018

"Então e isso de viver com o namorado? Mais responsabilidades, ah? Pois é..."

Quando vamos viver com alguém ou alguém fala da vida de adulto casado/em coabitação, refere-se sempre um ponto fundamental: há mais responsabilidades porque as coisas não aparecem feitas.
Para mim, este foi o ponto menos importante na saída de casa dos meus pais. Não sinto o peso dessa responsabilidade e não é porque me estou nas tintas para as coisas. Não sinto diferenças, a não ser que agora dependo exclusivamente de mim para ter a despesas básicas pagas. Sempre estive bem consciente do que me esperava e não me assusta nada ter contas para pagar ou ter que fazer coisas dentro de casa.
Eu não sei em que planeta é que as pessoas vivem ou que tipo de regras existiam em casa dos pais, mas na minha família, eu sempre partilhei tarefas. Aliás, eu sempre fiz muita coisa sozinha. Ter que cozinhar, lavar a roupa, arrumar a casa, passar a ferro, ir às compras e demais tarefas domésticas básicas, não passaram a ser parte da minha vida só depois de viver com o meu namorado. Sempre fiz tudo isso. Algumas pessoas casam/coabitam com alguém e parece que nunca antes se tinham apercebido que o frigorífico não se enche sozinho ou que precisa de lavar roupa para ter cuecas limpas para vestir. A sério, acho tão estranho. "Ah porque agora as responsabilidades são outras, é preciso fazer coisas em casa, as coisas não aparecem feitas". Sorte a de quem até então nunca se tinha deparado com essa possibilidade, é sinal que os paizinhos os mantiveram na boa vida. Espero que tenham aproveitado.

A independência tem os seus custos, diria eu que até são preços justos a pagar, tendo em conta todas as coisas boas que proporcionam. Não percebo como é que pessoas adultas só se apercebem das responsabilidades de uma vida independente depois de começarem a ser independentes. Não pensaram nisso tudo antes? Acharam que iam continuar a ser cuidados pelos pais enquanto brincavam aos crescidos? Percebo que seja uma grande mudança, obviamente, mas daí até ser uma coisa a ser percebida com espanto, como se nunca antes tivessem pensado nessas responsabilidades... Acho tão esquisito.

6 comentários:

  1. Apercebi-me realmente disso quando me mudei com o Mais-que-Tudo, ele habituadinho à casa da mãe, o trabalho da casa ficava todo para mim... nem pensar! Trabalhamos os dois, ainda por cima por turnos o que se torna muito cansativo, então temos os dois que ajudar. Estamos no sec XXI por amor de deus!

    Beijinhos,
    O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin'

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  2. Eu só estranhei com o lavar e passar roupa. Era a única coisa que não fazia e ainda hoje é o que menos gosto de fazer, mas lá está - não aparece feito xD

    THE PINK ELEPHANT SHOE

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  3. Sinto o mesmo. Sempre fiz tudo desde muito cedo e saber que custa ganhar dinheiro para cada uma das coisas que temos dentro de casa também nos dá essa noção. Também não compreendo como é que estas coisas podem "passar-nos ao lado" mas há muito boa gente a quem passa efectivamente, pelo que ouço. Mas pronto, é sinal que tiveram uma vida diferente. Para mim não é melhor, porque a independência e auto-suficiência prezo-a tanto que não trocaria por nada!!!

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  4. Eu também fazia coisas em casa dos meus pais. Estendia e apanhava roupa, arrumava loiça, tirava e punha na máquina, passava a ferro, aspirava o meu quarto (outras divisões ocasionalmente), cozinhava. Mas confesso que senti bem a diferença quando vim viver sozinha. Em casa dos meus pais, não ia às compras. Não mexia na máquina da roupa, aqueles programas todos para mim era tudo chinês. Não lavava loiça à mão, porque havia máquina. Não era eu que tomava conta de tudo. Não pagava as contas, por isso também não era eu que me preocupava com prazos e datas limite de pagamento. Não é que não fizesse coisas lá, mas é totalmente diferente...

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  5. Em casa dos meus pais, era eu que passava a ferro muitas das vezes e ia várias vezes às compras, por isso também não senti grande diferença ao sair de casa deles. Mas tenho alguns amigos que não costumam fazer essas coisas em casa dos pais e, nesse caso, acredito que se sinta uma grande diferença.

    Patrícia

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  6. Já vi que há novidades... parabéns!! :)

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