quinta-feira, 5 de abril de 2018

There is no such thing as too many books | Filhos do abandono by Torey Hayden


Lembro-me perfeitamente da primeira vez que li um livro desta autora. Foi-me emprestado por uma amiga que me disse que tinha adorado e que eu havia de adorar igualmente. A partir daí, já li tudo o que há para ler dela (mentira, estou a acabar de ler o livro que me faltava) e realmente posso afirmar que adoro os livros da Torey. 

Para quem não sabe, a Torey Hayden é professora e psicóloga, especializada em ensino especial e perturbações da fala, em específico. Os livros são baseados nas histórias reais das imensas crianças que passaram pelas mãos dela, tanto enquanto psicóloga como enquanto professora, e têm sempre uma dose de imensa sabedoria e experiência na área, bem como muito amor e carinho na forma como se relaciona e fala destas crianças. É impossível não ficar agarrada aos livros dela, a sério. Não é que a escrita seja uma coisa de outro mundo, mas as crianças e as suas histórias são tão fascinantes que nos apaixonam de início. Já chorei muito a ler livros dela e acabo sempre os livros com uma sensação de "queria estar ali a abraçar aquelas crianças todas!". Quem gosta de psicologia e ensino, tem tudo para gostar destes livros. Ainda por cima há imensos! Já fiz algumas reviews, aqui, aqui, aqui e aqui. 

Sobre este livro em específico... De todos os que já li, acho que é o que tem as personagens com histórias/problemáticas menos macabras ou chocantes. Sim porque os livros dela têm esse pequeno pormenor de se basearem em crianças que sofreram abusos profundos, não é um tipo de leitura leve para distrair das coisas chatas da vida. Há histórias pesadas, sofridas, complicadas. Este, em específico, parece-me mais leve nesse sentido. Conta-nos a história de Cassandra (ok, esta tem um passado difícil com abusos bastante chocantes), insegura, rebelde, cheia de energia e com muita dificuldade em deixar as pessoas aproximarem-se dela; de Drake, que é um pequeno amorzinho de 4 anos que não fala e de Gerhardine, uma senhora de 82 anos que sofreu um avc, deixando de falar. É bem diferente dos restantes livros dela, portanto, mas igualmente envolvente e interessante. Recomendo muito esta leitura, como qualquer outro livro da autora. 

Já alguém leu algum livro da Torey? O que acharam?

10 comentários:

  1. Gosto de livros assim, estranhos, com histórias de vida complicadas mas que nos prendem em todas as páginas! O banner não está a funcionar :(

    TheNotSoGirlyGirl // Instagram // Facebook

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  2. Obrigada! Tive que retirar porque não consigo pô-lo a funcionar :/

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  3. Ainda não li nenhum, mas fiquei com curiosidade.

    XO, https://diamonds-inthe-sky.blogspot.pt

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  4. Sempre adorei os livros desta autora, se bem que esse em particular ainda não li :)

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  5. "Tropecei" nesta autora quando, no 11º ano, tive que fazer um contrato de leitura. Na altura, escolhi "A criança que não queria falar" e rapidamente me rendi aos seus livros. Apesar de serem histórias difíceis, gosto do facto de ela as descrever sem floreado e de partilhar com o mundo a forma como trabalha com estas crianças - e sendo a minha formação ligada à educação ainda tem mais impacto. Além disso, também gostei muito de ler os seus livros ficcionais :)
    Faltam-me ler dois dela, este é um deles

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  6. Eu adoro Torey Hayden. Para mim, uma verdadeira fonte de inspiração. Identifico-me com ela de uma forma que não consigo explicar. Revejo-me na sua forma de trabalhar e de lidar com crianças.
    Este livro já li. Concordo contigo, apesar de ter histórias fortes há outros mais duros de ler.
    Como gostas de Torey Hayden, não sei se já leste Cathy Glass. É uma perspetiva diferente, mas também nos traz grandes histórias de vida.

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    1. Li um dela e gostei, embora depois de ter lido Torey aqueles pareçam só uma imitação mais reles. O estilo de escrita nem se compara, mas não acho que tenha sido mau, tanto que gostei da história e já tenho outros dela na wishlist.

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    2. Eo li Cathy Glass muito depois de ler Torey :). Não olho para eles como uma imitação. Cathy Glass apenas nos traz outra a visão: a visão das famílias de acolhimento. Dadas as características das escritoras temos estilos de escrita muito diferentes. Enquanto a Torey e assertiva e nos mostra as coisas de uma forma lógica e compreensível, com a Cathy nem sempre é assim. Dos dois livros que li da Cathy gostei mais foi do "Infância Perdida". Sabes o que também pode acontecer com a Cathy? Os primeiros livros, dada a inexperiência, podem não ser muito bem escritos, provavelmente ela evolui. Nós ainda é que não chegamos a esses livros. :)

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  7. Já li quase todos e, estando na área da educação, aprendo sempre imenso!

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  8. Não conhecia essa autora, mas fiquei curiosa com este livro...
    Tenho que pesquisar e ver se encontro em 2ª mão... (e também arranjar tempo para ler...)

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