quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Desperdícios

Custa-me muito o desperdício. Se tenho alguma coisa, uso até ao fim, gasto tudo, não desperdiço nada. Em minha casa não se deita comida fora, por exemplo, e acho horrível que se faça uma coisa dessas quando há tanta gente que ainda passa fome. As sobras são sempre aproveitadas, seja para a refeição de uma pessoa, seja reinventando um novo prato com o que resta. Só não se aproveita comida se estiver estragada ou acontecer de queimar alguma coisa, por exemplo. Acho horrível pessoas que fazem stock de comida que depois deixam passar a validade. Porquê isso? É preciso estarmos atentos ao que temos na despensa. 

As roupas que gosto muito e que uso sempre, são gastas até não estarem mais em condições de usar.  Não por uma questão de poupança, de ser forreta, mas porque não vejo motivo para deitar fora uma coisa que gosto e uso. Se é algo que não gosto, já não uso ou não me serve, dou. Não deito nada fora a não ser que esteja roto, estragado. Não consigo conceber a ideia de deitar coisas boas ao lixo, quando há sempre alguém que precisa. Se não está em boas condições para mim, também não dou a mais ninguém, mas se está bom, passo. Maquilhagem tenho pouca porque uso muito pouco, mas obrigo-me a gastar as coisas até ao fim antes de comprar algo novo. Para que é que vou ter dois produtos para o mesmo efeito a uso? Um deles acaba por ficar parado, a estragar-se. Custa-me muito ver pessoas com torneiras abertas indeterminadamente só porque sim. Já perdi a conta ao número de vezes que chamei a atenção a alguém por causa do desperdício de água e a pessoa me diz "mas não és tu que pagas!". Não é uma questão de dinheiro, é uma questão de aproveitamento de recursos, de poupar um recurso que não é infindável. Um dia podemos abrir a torneira e não haver água, tendo em conta estes desperdícios.

Normalmente só substituo as coisas quando a anterior está em mau estado ou já não serve as minhas necessidades. Detesto deitar coisas usáveis ao lixo. Detesto desperdiçar coisas, detesto mesmo. Como disse, não se trata de uma questão de poupança (embora também o seja), é mesmo uma escolha e preferência pessoal. Penso muito que há sempre alguém que queria/precisaria daquilo que eu estou a deitar fora por capricho. Sinto que é uma espécie de ingratidão não dar valor às coisas ou ser descuidado a ponto de as desperdiçarmos. 

11 comentários:

  1. Revejo-me em cada parágrafo que aqui escreves e, muitas vezes me chamam de forreta ou me olham de forma estranha. Sim, também o faço por uma questão de poupança, já que não nado em dinheiro, mas custa-me ver desperdiçar algo.
    Por exemplo, estou sempre a chamar a atenção dos miúdos que usam de forma desgovernada os cadernos, deixando folhas em branco. Estou sempre a dizer-lhes para reciclar.
    Com a roupa faço o mesmo que tu: uso até ao fim, dou a que já não quero e está em bom estado a outras pessoas e também aceito roupa de outras pessoas que esteja em bom estado. É uma questão de poupança pessoal, mas também de olharmos para a gestão dos recursos.
    Comida aqui em casa numa se desperdiça. Os meus pais são de uma altura em que passaram fome. O meu pai conta diversos episódios em que não tinham grande coisa para comer, principalmente quando emigrou. Por isso, não tolera que se deite comida fora e eu concordo. O que está bom reaproveita-se no dia seguinte. As coisas que não dão para reaproveitar são dadas aos animais.
    Com as restantes coisas é igual. Se está em mau estado, vai para o lixo e se está em bom estado dou ou faço troca.
    É mesmo uma questão de sermos conscientes do impacto dos nossos comportamentos no ambiente e no mundo.
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  2. Normalmente e no que diz respeito à roupa jormalmente quando já não uso opto sempre por dar a alguém que sei que vai usar, nunca deito fora a menos que esteja estragada

    ResponderExcluir
  3. Subscrevo tudo o que escreveste! Na comida, nas compras e nos recursos naturais, seja nas torneiras, nas luzes acesas sem necessidade, ou na partilha de carro sempre que possível, para além de ter muito em conta a minha consciência ecológica também é importante o peso que tem na carteira.

    ResponderExcluir
  4. Retirando a parte da roupa, em que compro mais do que preciso (e farto-me de alguma antes de estar velha) sou muito poupada e também detesto desperdício.
    Quanto à comida, infelizmente não posso dizer que nunca vai nada para o lixo mas incomoda-me profundamente quando tenho que fazê-lo.

    ResponderExcluir
  5. Odeio deitar comida fora, é das coisas que mais me custam na vida. Roupa, maquilhagem e afins eu tento doar tudo o que já não uso e ainda está em condições. Beijinhos*

    ResponderExcluir
  6. No poupar está o ganho. Natal, Ano Novo, são de fazer doer a alma nos dias a seguir. Caixotes do lixo a mostrar bolos inteiros, que dariam tanto jeito a quem nada tem. Uns com muito, outros com tão pouco. É assim a vida.
    .
    * Vivências de Amor - Volúpia Incerta *
    .
    Votos de uma noite de Paz.
    .

    ResponderExcluir
  7. Ok, só podes ler pensamentos :P podia ter sido eu a escrever isto, nem tenho nada a acrescentar :)

    ResponderExcluir
  8. Percebo-te muito bem... A comida é um ponto complicado para mim. Eu como relativamente pouco por cada refeição e isso é fácil de controlar em casa. No entanto, quando como fora, é terrível... Obrigo-me até ficar cheia de dores de estômago, porque odeio saber que aquela comida vai para o lixo. Fico toda contente quando estou com alguém que não se importa de comer as minhas sobras xP

    ResponderExcluir