sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

7 coisas que deixei de consumir


Todos nós temos a tendência para o consumismo. Uns mais do que outros, não só por características pessoais como pelas próprias condições financeiras, claro, mas somos todos influenciados a ter e a comprar. Comprar é uma coisa que dá prazer, mesmo que só momentâneo. Ter coisas e mostrar que as temos dá-nos um sentimento de pertença, de "eu também tenho". Mas será isso realmente importante? 
Olhando para trás, sei que muitas vezes comprei coisas só porque gostei e me apetecia, acabei por ficar com os armários cheios de tralha e menos uns euros na carteira. Isso fez-me feliz? Na hora, sim, mas será que compensa essa felicidade momentânea? Para mim, neste momento, não. Não sou hipócrita, não vou mentir e dizer que não gosto de comprar ou de ter coisas. Há realmente coisas que me fazem feliz. A questão é que é necessário filtrar que coisas são essas e qual a origem dessa felicidade (é mesmo a coisa em si, o facto de ter comprado, o facto de ter e me fazer parecer ser isto ou aquilo, aquilo traz-me que tipo de sentimentos quando uso/vejo?). Quando comecei a fazer este exercício, percebi que gastava muito dinheiro em coisas que acabava por dar ou deitar fora pouco tempo depois. Porque não precisava, porque ocupava espaço que não tenho, porque deixou de me trazer felicidade, porque já não me identificava, porque não me sentia confortável com aquilo. Vai daí, comecei a ser mais consciente com aquilo que compro. Não quer dizer que não continue a gastar dinheiro, a consumir, nem que não sinta o apelo do consumismo a toda a hora por causa das redes sociais, etc, mas agora sei-me controlar melhor porque me faz mais feliz ter esse controlo e esse filtro do que comprar. 

Segue uma lista de coisas que deixei de comprar ou lista de consumo mais consciente:


1 - Coisas que quero mas não preciso.
Todos temos os nossos pontos fracos e há sempre alguma coisa para nos fazer cair em tentação. Sejam roupas, acessórios, decorações ou o que quer que seja que vocês gostem, vai sempre haver uma categoria de coisas ou certas lojas que é melhor nem passar perto, só para facilitar este processo. Tenho muitos desejos de consumo como qualquer outra pessoa, mas cada vez sei controlar-me. Comprar coisas só porque sim, porque é bonitinho e tal, não dá. Acabamos por ficar atolados de coisas em casa e na maioria das vezes nem lhes damos utilidade ou sequer valor. Agora só compro mesmo o que preciso. Faço listas, avalio as minhas necessidades, comparo preços, espero... Até porque esperar é sempre uma boa técnica para controlar impulsos. Se passados uns dias ainda quiser muito aquilo porque realmente me faz falta, então compro. Se não faz falta, não compro.

2 - Coisas que não ame de paixão ou com as quais não me sinta totalmente confortável.
Uma vez assegurado o ponto acima, na hora de comprar, só compro se realmente gostar e me sentir confortável com aquilo. Falando de roupa, por exemplo, quantas de nós já entramos numa loja, escolhemos algo que é lindo, vestimos e não nos sentimos muito confortáveis ou arranjamos pequenos defeitos mas, tendo em conta que adoramos a peça em questão, arranjamos também desculpas para levar na mesma? Ah porque se eu cortar aqui, fica bem. Se apertar ali, fica perfeito. Se eu perder aqueles 2 kgs do Natal, vai servir. Esqueçam porque nada disso vai acontecer. 
Já fiz a asneira de trazer coisas com as quais não me identificava muito ou não gostei assim tanto de ver no corpo. O resultado é sempre o mesmo: fica no armário indefinidamente porque não temos coragem de doar ou porque achamos que ainda vamos usar um dia.  Qual é o sentido de comprar coisas que nunca vamos usar, que não gostamos, com as quais não nos sentimos bem? Ou aquelas coisas que não é bem aquilo mas desenrasca, por enquanto?  Not for me, anymore.

3 - Coisas que já tenho igual/parecido.
Mais um par de sapatos pretos de salto? Mais umas calças de ganga com a mesma lavagem?Precisamos realmente de ter três pares de sapatilhas para ir ao ginásio? Ninguém precisa de 6 camisas brancas (guilty!), mesmo que umas tenham uns folhos, umas sejam de mangas mais compridas que outras, etc. O efeito visual é o mesmo, vai sempre parecer que estamos a usar o mesmo. Não há necessidade! Se já tenho igual, parecido ou que faz o mesmo efeito, não preciso de mais, a não ser que seja para fazer a substituição de umas peças por outras.

4 - Coisas só porque estão em promoção.
Quem nunca, não é mesmo? Até não preciso, até já tenho parecido, mas está tão baratinho! Oh, vou levar. Às vezes nem espaço temos para guardar as coisas, mas levamos porque está com desconto. Nunca fui muito culpada disto, mas tenho cada vez mais atenção a esta armadilha, seja em que tipo de artigo for. Se é uma coisa que realmente precisamos/vamos precisar daí para a frente e são coisas que não se estragam, podemos aproveitar, com sensatez. Por exemplo, acho que é sempre boa ideia aproveitar aquelas promoções de 50% ou mais (menos que isso também não me parece muito apetecível) em champôs ou detergentes da roupa. São coisas que vamos usar a vida toda, que são normalmente caras e que dá para fazer stock sem estragar. Mas atenção ao tamanho do stock também. Há pessoas que acabam por gastar muito mais de um certo produto porque sabem que têm o produto em stock, que há mais... 

5 - Coisas "para ter, se um dia precisar!"
Ser precavido é importante, mas não vamos exagerar. Dou-vos o exemplo da minha avó. A senhora tem um conjunto de 4 ou 5 pijamas, 4 ou 5 pares de chinelos e 6 ou 7 mantas fofinhas e quentinhas guardadas, se um dia ficar doente e for parar a um hospital ou ficar acamada em casa. Isto não é normal. As pessoas oferecem-lhe as coisas e ela vai guardando tudo, não usa nada só para ter de lado se um dia for preciso. Comprar uma ou outra coisa para ter em caso de necessidade, sim, fazer um enxoval de coisas que provavelmente nunca irão ser usadas, não. 

6 - Roupas para usar em situações específicas.
Roupas especiais para o Natal, para a Passagem de Ano, para a Páscoa, para o Dia dos Namorados... Não, a sério. Sei que há pessoas que gostam de vestir alguma coisa nova nessas alturas mas, a não ser que tenha realmente uma saída mais especial em que precise de ter uma roupa mais específica que não tenha em casa, não compro. Vou comprar roupa nova para estar sentada no sofá da casa dos meus pais? Para ir passar frio a casa da minha avó e ter que vestir mil casacos por cima? Esqueçam, já ninguém me apanha nessa. No Outono vou ter um casamento e estou a ver se arranjo um vestido emprestado de uma amiga, que não me apraz a ideia de comprar um vestido para usar só naquela ocasião. Quem diz vestidos, diz acessórios. Se puder pedir emprestado, faço-o sem problemas. Normalmente eu é que sou a pessoa a quem os outros recorrem para pedir emprestado, mas deixei-me disso. Se tiver mesmo que comprar, também não morro por isso, mas tendo a opção de pedir emprestada uma coisa que goste, nem pestanejo.

7 - Pacotes de comunicações xpto.
Eu sei que este é controverso na era das tecnologias e das redes sociais mas gastar 2,50€ por semana num tarifário de telemóvel estava a deixar-me louca. O pior nem é o valor, é a obrigatoriedade de ter sempre dinheiro disponível para o débito. Pior ainda é ficar sem poder comunicar se não carregar. Oi? Esqueçam lá isso. Trabalho em casa, quando não estou em casa estou em locais que têm internet, o que é que me interessa ter um pacote de comunicações todo xpto só para poder ligar os dados móveis nos raros locais onde não há internet?? Comunico com quase toda a gente pelo whatsapp e messenger, não preciso propriamente de mandar mensagens ou ligar a alguém. Quando preciso também o posso fazer com um tarifário mais adequado. Além de que tenho o telemóvel da empresa que posso usar se necessitar de usar os dados móveis em algum momento.

E vocês, têm estes cuidados na hora de comprar? São muito, pouco ou nada consumistas? Quais as vossas principais motivações para reduzir o consumo, se é que o fazem?

7 comentários:

  1. A minha Avó é igual à tua! Damos-lhe pijamas/camisas de dormir/coisas do género e ela vai guardando... tem todo um stock, tudo por estrear! "Gozo" imenso com ela e agora que li a tua publicação pus-me a pensar que se calhar há muitas velhotas (ou novas, sei lá!) como as nossas Avós eheh :P

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  2. Logo no primeiro ponto concordo e ponho em prática o verbo esperar. Se passados uns dias sentir mesmo que é uma coisa de que preciso compro. Mas isto vai em contra as promoções que são compras por impulso, coisa que tento não fazer de todo. No tarifário sou suspeita pois pago quase dois euros, mas não sei de nenhum mais barato. O que acho chato é retirarem o dinheiro.

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  3. Uma das minhas conquistas com a idade foi a tua número 2. Recuso-me a comprar o que quer que seja com que não me sinta totalmente confortável.

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  4. Bom post!
    Eu conquistei a nr. 2 e 3 com muita paciência e disciplina. Tornei-me muito mais ponderada no que diz respeito ao consumo, e mais calculadora também. Tento sempre avaliar por exemplo se a tal peça de roupa ou calçado se adequa ao que já tenho lá em casa ou se vou ser obrigada a comprar mais X coisas para combinar com ela.
    Tem uma boa semana!

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  5. Tarifário: ando dedicada a escolher um novo (até porque ao uso whatsapp ou RECEBO chamadas...)
    Podes-me dizer para qual mudaste?
    Obrigada :)

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    1. Se não estou em erro, é o Vodafone Easy 91.

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  6. Também ando cada vez mais disciplinada, acho que a idade traz destas coisas =P gostei do post, deu para reflectir um pouco sobre as minhas próprias escolhas!

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