segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Prendas de Natal

Adoro o Natal e acho que é a altura ideal para demonstrarmos o nosso amor com alguns miminhos materiais. Não que seja preciso prendas ou que a essência do Natal seja essa, mas sabe sempre bem dar e receber, e é mais um pretexto para o fazermos. O problema é que a lista de prendas, de ano para ano, tem tendência a aumentar. Seja porque temos um trabalho novo, porque conhecemos mais pessoas este ano, porque nos aproximamos de outras, de repente a lista multiplica.

Não sendo eu rica e sendo até um bocadinho forreta nestas coisas, tenho vindo a reduzir ao máximo a minha lista. Não gosto de dar prendas só porque sim, porque parece mal não dar. Dou a quem eu gosto e realmente quero presentear. Já chega de fazer frete, de gastar dinheiro em coisas para pessoas que pouco me dizem só porque é bonito dar prendas no Natal.

Quando comecei a ganhar o meu dinheiro, fazia questão de comprar uma prendinha para toda a gente com quem passo o Natal. Até ter percebido que há pessoas que dão coisas horríveis só porque têm que dar e escolhem ao calhas, a coisa mais barata que houver. Prendas para cumprir calendário? Nope, esqueçam lá isso. Prefiro pegar no meu dinheiro e dar-lhe melhor uso do que comprar  um pechisbeque qualquer só porque sei que a pessoa também me vai dar uma treta qualquer em retorno. Que tal fazermos um favor a ambos? Eu não dou, tu não dás, acaba-se a cena de dar porque tem que ser. Na primeira vez custa, mas depois livramo-nos de fretes. É bom para todos. Porque há esta coisa da reciprocidade. Eu não dou prendas à espera que me dêem de volta, uma vez que agora só presenteio quem eu realmente quero e gosto. Compro o que eu gosto dentro daquilo que posso gastar, claro, mas não estou a pensar "tanto dinheiro para esta pessoa!" porque elas merecem tudo. Não choro esse dinheiro. Mas a verdade é que também me fui apercebendo que é muito chato comprar uma prenda para alguém, dar um dinheirão por aquilo, e receber um par de meias em troca. Ou empenharmo-nos muito em comprar ou fazer algo que é a cara da pessoa e receber uma coisinha qualquer comprada à pressa no dia anterior. 
Agora não faço fretes nem presenteio pessoas só para marcar ponto. E muito menos quero que as pessoas sintam que têm que me dar alguma coisa. Não quero ser eu o frete, não quero que me comprem prendas porque parece mal não comprar. 

Devemos gostar de quem gosta de nós. Acarinhar quem nos acarinha. Reciprocidade é tudo na vida. Mesmo na altura de oferecer prendas, é preciso ter isto em mente. Não vou prejudicar as pessoas de quem gosto, estragando o meu budget com pessoas que não me dizem nada, só porque tem que ser e é Natal. Até porque o Natal é muito mais do que prendas, embora as prendas sejam parte integrante. 

A minha lista deste ano conta com menos de 10 pessoas. E a vossa? Dão prendas a toda a gente que conhecem? São mais contidos ou mãos largas?

4 comentários:

  1. Nunca deu grandes prendas no Natal, costumo sempre comprar qualquer coisa mais pequena, porque a família é grande e os amigos ainda são alguns. Mas também não dou prenda a toda a gente que conheço e prendas melhores só ao meu namorado, irmãos, pais e avó

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  2. Por aqui, dá-se aos pais, sogros, irmã, cunhados, filho e marido. Damos também a uma prima pequena, que também dá sempre ao meu filho. De amigos, damos aos mais próximos, 1 dele e 1 minha. Concordo contigo, não se dá por frete. Nem a carteira aguenta isso!

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  3. desde o ano passado que as minhas prendas são todas DIY e acabam por ser sempre as que arrancam mais sorrisos! agora ninguém me pára! :P

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  4. Sem dúvida, este ano notei isso ! Em vez de oferecer só à família também quis dar um miminhos àqueles que me são próximos.

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