sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Grammar Nazi

Saber falar/escrever corretamente a nossa própria língua materna é um requisito básico para mim. Claro que há sempre a possibilidade de pequenos erros, typos e às vezes até erros de concordância gramaticais que podem ocorrer, principalmente a falar no dia a dia, na correria. Ninguém é perfeito e toda a gente vai dando um erro aqui ou ali, é natural, mas que isso seja a exceção e não a regra.

Sou picuinhas com estas coisas. Não quero com isto dizer que nunca dou erros ou que nunca me apanharam ou apanharão em falta, mas tenho sempre cuidado com estas coisas. A verdade é que, se não sabemos falar e escrever na nossa própria língua, como haveremos de saber falar e escrever noutras? Faz-me muita confusão. Não se pede que todos saibamos "palavras difíceis", que usemos vocabulário à la Camões no dia a dia, mas o mínimo dos mínimos é indispensável. Não dar aqueles erros gritantes, principalmente no exercício das nossas funções profissionais, é algo que deveria ser critério para seleção dos candidatos ao emprego.

Pessoalmente, sinto sempre uma espécie de desapontamento quando alguém que eu sigo nas redes sociais dá erros. Nem vou falar de blogs impossíveis de ler de tanto erro que para lá anda. Querendo ou não, também descredibiliza o profissional ou a marca. Acho inadmissível receber emails de trabalho com erros, por exemplo. Coisas básicas como "gostaria que me facultasse" escritas "faculta-se", "almoçarmos" escrito como "almoçar-mos". 
Tenho um colega de trabalho assim. O pior é que escreve emails assim para os clientes. Claro que a própria imagem da empresa sai prejudicada com isso, na minha opinião. Quando eu recebo emails de clientes cheios de erros, também atribuo uma imagem menos positiva à pessoa e à empresa que representa, mesmo que não seja de propósito. Para mim, é inadmissível. 

Se algum dia eu me encontrar na posição de ter que recrutar pessoas para qualquer emprego, esse será um dos primeiros critérios de seleção. Não me importa que as pessoas tenham mestrados ou doutoramentos, que tenham a experiência na função porque, não sabendo falar ou escrever corretamente, tudo o resto sai prejudicado. Eu não quereria alguém assim na minha empresa, à frente de um negócio meu. Nem há desculpas para tal. Não sabem ou têm dúvidas, vão pesquisar. Toda a gente aprendeu a ler e a escrever na escola. Não estamos propriamente a falar de pessoas de 90 anos que nem tiveram oportunidade de ir à escola ou que tiveram que deixar o ensino cedo para ir trabalhar e ajudar a criar os irmãos. Estamos a falar de pessoas jovens, muitas vezes com licenciaturas, mestrados... Não há justificação possível, a não ser falta de brio.

6 comentários:

  1. Concordo inteiramente. Por vezes vejo cada erro que só me apetece bater. :)

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  2. Este texto podia ter sido escrito por mim.
    Os erros toleram-se aos iletrados, aos que não tiveram possibilidade de estudar. Agora quando são licenciados a dar erros, acho gravíssimo.

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  3. Não podia estar mais de acordo contigo. Choca-me a forma como muitas pessoas escrevem e expressam-se, seja nas redes sociais, em blogs ou noutras plataformas. Erros todos nós damos mas há casos em que é gritante a falta de nexo nas palavras usadas. E pior é quando estes exemplos partem de pessoas licenciadas na área do ensino. Isso é pior, a meu ver. Péssimo, mesmo!

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  4. I hear you, sister =P Aqui há uns anos, dei por terminada uma relação porque recebi uma sms a perguntar "dormis-te bem?"

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  5. É uma coisa que me faz imensa confusão... na fábrica onde trabalho, há ecrãs com comunicados dos recursos humanos e há dias vi um com a palavra "visitas-te" em vez de "visitaste". Também acho inadmissível...

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