quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Linkedin e os perverts desta vida

Era suposto o Linkedin ser uma ferramenta de trabalho e não uma rede social no sentido mais amplo do termo. Quando usado de forma adequada, é suposto que o Linkedin sirva para construir uma rede de conexões profissionais que nos catapultam para o mercado de trabalho. No fundo, o Linkedin é uma espécie de currículo online onde temos informações sobre a nossa educação e formação, o nosso perfil profissional. Só que começa a ficar quase igual ao facebook ou a qualquer app de engate.

Quando comecei a usar o Linkedin foi por conselho de amigos que trabalham na área de recrutamento e me disseram ser uma mais valia para quem procura emprego. Estava desempregada quando comecei a usá-lo mais e a apostar mais na criação do meu perfil. Comecei a conectar-me com pessoas que conhecia, pessoas mais ligadas à minha área de estudos e, entretanto, foram surgindo muitos pedidos de conexão de pessoas que nem sempre conheço. Verifico é que há uma quantidade louca de homens que não conheço de lado nenhum sempre a enviar-me pedidos. Não os conheço nem eles se relacionam com a minha área de estudos nem com a minha área profissional atual. Ou seja, qual é o critério utilizado por estas pessoas para me enviarem pedidos de conexão? É só pela foto? E depois enviam aquelas mensagens "Olá M. Obrigada por me teres adicionado. Vamos falar?". Não, não vamos falar. Nem aceito a maioria daquelas pessoas.

As pessoas querem fazer do Linkedin uma rede social como o facebook, onde pedem amizade a pessoas só pelas fotos e metem conversa como se fosse um site de engate. Não é essa o objetivo. Que falta de profissionalismo das pessoas, acharem que uma ferramenta profissional serve para isso. Uma coisa é adicionar pessoas que não conhecemos mas queremos ter essa conexão porque trabalham numa empresa para onde queremos trabalhar, porque são conexões importantes para o nosso trabalho, porque nos podem apresentar a outras dentro daquele círculo... É ótimo para quem trabalha em vendas, por exemplo, e quer conectar-se com clientes com quem vai tendo contacto. Agora estar a enviar pedidos de conexão com interesses recreativos... Para isso, vão para o Tinder ou para o facebook. 

8 comentários:

  1. Parece ser o desafio da Internet neste momento: Não ser um antro de perdição! CREDOOO! eu, hein? =\

    Um beijinho dourado,

    Catarina

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  2. Realmente, numa rede social direccionada para o trabalho, também há disso? Nunca vi!

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  3. Eu nem tenho dado muita atenção ao meu Linkedin por essa mesma razão! Beijinhos*

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  4. Pessoalmente não uso o linkedin, apesar de já me terem aconselhado a usar. Já não bastava o Tinder agora também já há desses numa ferramenta que supostamente serve para procurar trabalho ...

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  5. Uso o Linkedin há anos e nunca me aconteceu algo semelhante .. há malucos para todos os gostos .

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  6. Ao início não aceitava pessoas que não conhecia, mas depois comecei a aceitar gente de recursos humanos e assim, porque colegas meus me disseram que tinham recebido propostas (e de facto recebi algumas mensagens nesse sentido). O mais "engraçado" (sem graça) é que já me perguntaram coisas como "está interessada em falar?" e eu, ingénua, respondi "sim, posso falar". Resultado, a resposta do outro lado foi "aqui ou no face?" e nunca mais respondi a esse senhor! Claro que deixei de ser ingénua e de responder a estas porcarias xD

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  7. Acho que nunca me aconteceu, embora também filtre um bocado os "pedidos de conexão" que recebo, quando não conheço a pessoa. Não tenho regras muito definidas, mas algumas pessoas aceito outras não. Se me acontecesse algo do género também bloqueava ou excluía a pessoa da minha rede. Realmente não faz sentido nenhum e acho uma falta de bom senso e de noção da parte de quem faz isso.

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  8. Nunca me aconteceu :) e como ferramenta para empresas funciona bem. Nunca esperei que me telefonassem a marcar uma entrevista assim do nada só por causa de um perfil online.

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