terça-feira, 26 de setembro de 2017

A importância de ter objetivos bem definidos

Uma das coisas que mais me faz confusão nesta vida é pessoas sem objetivos específicos. Aquelas pessoas que não sabem o que querem, não fazem ideia do que gostariam de estar a fazer  ou como gostariam que fossem as suas vidas daqui a 5 anos. Pessoas que, para a pergunta "Como gostarias que fosse a tua vida daqui a 10 anos?" respondem "quero ter saúde, dinheiro e ser feliz", como se essas não fossem as metas de toda a gente. Há que ser específico, pessoas! 

Dizer "este ano vou fazer dieta!" não é o mesmo que dizer "quero perder 5kgs até dia x". Quando deixamos promessas no ar elas não passam disso mesmo, promessas no ar. O que define o sucesso da promessa é a definição clara e específica do objetivo. É por isso que todos temos resoluções de ano novo que nunca chegam a ser realizadas: não foram especificadas com clareza, com precisão e em detalhe, pelo que a força para a sua realização nem sequer chega a existir. Não basta dizer "quero ser rico!", é preciso definir o valor e a data até à qual queremos ter esse montante. Tendo essa definição bem clara na nossa mente, é muito mais fácil pensar em formas de o conseguir realizar. Promessas são sempre adiadas para "um dia", "quando tiver tempo", "quando der", mas perseguir objetivos concretos requer a definição de um prazo para que tenham sempre em mente essa deadline e trabalhem para ela.

Toda a gente quer ser mais magra, mais rica, ter mais saúde e ser mais feliz e toda a gente é capaz de enumerar isso mesmo. Poucas são as pessoas que visionam a sua vida em metas e objetivos precisos. Querem ser mais ricos, mas quão mais ricos? Qual é o montante que pretendem e até quando o querem ter? Querem ser mais magros, mas quão mais magros? Precisam de emagrecer quantos quilos? Até que data? Querem ser felizes, ok, mas o que é que vos faz felizes? É ter mais dinheiro? Um emprego em que façam o que gostam? Um carro xpto? Uma casa nas Bahamas? Querem ter filhos, mas quantos? Com que diferença de idades? Com que idade querem ter o primeiro? E o segundo? E o quinquagésimo sexto? 

O que nos faz perseguir os nossos sonhos, correr atrás daquilo que nos faz felizes é ter a consciência, em primeiro lugar, do que queremos concretamente. Só sabendo exatamente o que quero posso definir a forma como vou lá chegar e o que estou disposta a fazer para o conseguir. Imaginar pormenores como a cor do carro dos nossos sonhos, o cheiro que terá, os passeios que faremos com ele e como no sentiremos ao volante é o que dá mais força ao sonho e nos fará trabalhar mais para conseguir conquistá-lo. Se eu pensar que só quero um carro, é provável que me esqueça facilmente de poupar para o carro face a outro investimento qualquer do momento. É o detalhe da nossa imaginação que nos faz ser fiéis ao objetivo e nos mantém no foco quando aparecem pelo meio outras despesas, outros objetivos, outras provações.  Se eu tenho que poupar para o carro, não posso comprar aquelas blusinhas desnecessárias só porque são giras. É mais fácil resistir à tentação se nos imaginarmos dentro do carro, o cheiro do carro, a felicidade de conseguir comprá-lo... E obviamente isto é só um exemplo de um objetivo. O mesmo se aplica a qualquer coisa na nossa vida. Pensem nos detalhes, nas cores, nos cheiros, nas marcas, no que vão sentir quando tiverem/fizerem essa coisa que querem muito, ... 

Os objetivos podem e devem ser ajustados à nossa realidade e às diferentes fases da nossa vida e devem ser divididos entre objetivos a curto, a médio e a longo prazo. O investimento num carro não é o mesmo que o investimento numas férias ou numa casa, por isso é preciso definir o que queremos primeiro, o que conseguiremos em menos tempo, o que é prioritário. Não vem mal ao mundo se essa coisa deixar de ser um objetivo ao longo da nossa vida. O importante é ter alguma meta, alguma coisa em mente que vos direcione, que vos motive e que dê um sentido à vossa vida, ao vosso trabalho, aos vossos esforços. 

Têm este hábito de criar objetivos? Há algum objetivo específico que podem/querem partilhar e o que estão a fazer para lá chegar? Se não têm objetivos específicos em mente, acho que é uma boa altura para pensarem mais seriamente sobre isso.

6 comentários:

  1. Também, já cheguei a essa mesma conclusão ;) daí estar a fazer algumas mudanças na minha vida. Acho que a maioria das pessoas gosta mesmo é de se queixar e invejar o outro, mas não têm foco.

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  2. Posso deixar um conselho? É uma opinião, vale o que vale, farás o que entenderes porque o blogue é teu. Não faças posts tão compridos, diminui o interesse. Andas às voltas e repetes a mesma ideia várias vezes. Não há necessidade, percebe-se o que queres dizer logo à primeira frase. Perco a vontade de acabar de ler o post. Até porque há mais posts de outros blogues para ler, e o tempo não estica! Não é uma crítica, é uma sugestão em que já pensei várias vezes e hoje saiu. Se achares que não é pertinente, estás no teu direito. :)

    Patrícia

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    1. Obrigada pela sugestão, Patrícia. Já tinha este post agendado e hoje, ao reler, reparei que, de facto, está longo e se repete um pouco. Mas olha, já estava publicado :) É uma questão a ter em atenção nos próximos posts :) Obrigada

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    2. Obrigada pela resposta e por ter percebido que não era uma crítica.
      Patrícia

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    3. Também quis vir meter o bedelho, só para dizer que nem todas as críticas são negativas. Muito contrário, muitas vezes fazem-nos evoluir num bom caminho! :) [não tem nada a ver com o post em si, eu sei, mas penso que muitas vezes nos conformamos com coisas que achamos que poderiam ser melhoradas só porque temos medo de como o outro nos vai interpretar]

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  3. Eu defino objectivos de vida para mim a toda a hora, seja a curto, a médio ou a longo prazo. E depois, sabes o que acontece? Passo a vida desiludida e chateada por não os conseguir cumprir xP Às vezes custa-me olhar para o que alcancei, parece que só vejo o que não consegui fazer... Claro que isto tem de ser melhorado em mim, mas pronto.
    Tento lembrar-me que a magia das coisas também está nos imprevistos, nas oportunidades que não adivinhámos, mas que podemos e devemos aceitar e aproveitar. Ter objectivos é MUITO importante (também não percebo quem não os tem), mas sermos flexíveis em relação a eles também. Claro que isto não deve ser confundido com desleixo... Dou um exemplo muito simples: se eu decidir emagrecer 5kg e, por qualquer motivo, ficar doente e tiver de tomar medicamentos que me fazem engordar, não posso ficar a lamentar o peso que não perdi, mas também não posso usar os problemas como desculpa para tudo...

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