quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Vira casacas

Perco sempre um pouco de respeito por aquele tipo de pessoa que só se lembra de nós quando precisa de alguma coisa. Ou aqueles que, enquanto não têm mais ninguém, nos adoram e querem fazer tudo connosco mas depois arranjam alguém que lhes agrada mais e descartam-nos imediatamente, voltando a lembrar-se de nós quando estão novamente sozinhos e não têm mais ninguém. 

Na vida, há pessoas com quem nos damos mais e/ou melhor e depende muito da fase que estejamos a atravessar. Há claramente amigos para todas as ocasiões e sabemos quem convidar para sair se quisermos beber uns copos e ir pra vida louca ou se quisermos desabafar e falar das agruras da vida. Não tem mal nenhum nisso, desde que não usemos as pessoas como nos dá jeito. Temos que manter relações com as pessoas porque gostamos delas e queremos estar com elas, manter contacto regular e não só quando nos dá jeito. Uma coisa é eu saber quem mais facilmente me acompanha numa saída e convidar mais vezes essa pessoa para esse tipo de programas do que qualquer outra; outra coisa completamente diferente é eu nunca me lembrar dessa pessoa para nada, nunca me dar ao trabalho de falar com ela a não ser quando quero que ela vá comigo a algum lado. Isso é usar as pessoas. Como aquela tia que se lembra sempre de mim para lhe fazer favores, mas na hora de trazer prendinhas ou levar a passear, convida sempre os outros e nem de mim se lembra. 

Não posso deixar de ficar magoada quando sinto que me fazem este tipo de coisas. Se sou eu que estou sempre lá para tudo, então acho que tenho o direito de ficar magoada quando a pessoa facilmente me põe de lado porque alguém lhe deu bola. E porquê? Não é por eu querer que as pessoas façam tudo só comigo! Não me magoa que os outros tenham outras pessoas com quem também queiram e gostem de estar, obviamente. O que me magoa, ou melhor, o que me chateia porque já nem consigo ficar magoada, é que eu sei que, depois quando lhes interessar, voltam a mim. E eu não sou substituição de ninguém nem ando aqui a aquecer o prato para serem sempre os outros a comer. Pior quando nós andamos aqui a mudar a vida por causa delas, porque as mais interessadas são elas, e elas facilmente nos descartam para irem com outras pessoas, cagando nos nossos esforços e preocupações. Como dizem os nossos amigos brasileiros, "Deus está vendo, amiga...".

4 comentários:

  1. Já deixei de ficar magoada com as atitudes dessas pessoas, até porque só fica quem realmente se importa 😉

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  2. Como te percebo :( desde os meus tempos de Escola Básica que sinto isto na pele... As pessoas começam cedo assim. Enfim...

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  3. Tantas histórias destas que poderia contar. :/ Sabes o que tenho aprendido a fazer? A dizer que não. Porque no fim, muitas vezes, nem um agradecimento por aquilo que fizeste recebes. Custa um pouco. As pessoas ficam chateadas. Porém, acho que com este tipo de comportamento essas pessoas não nos fazem assim tanta falta.

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  4. Detesto "amigos" por conveniência. É como tu referes, uma coisa é tu saberes quem são aqueles que do teu grupo te acompanham para programa a e quais aqueles que se adequam mais a programa b, porque os gostos são distintos e não têm que se encaixar todos em tudo. Outra completamente diferente é só se lembrarem de nós quando precisam de um favor e depois voltarem ao estado normal. Não tenho paciência -.-

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