sexta-feira, 28 de julho de 2017

As melhores memórias de Verão

Li algures num dos blogs que sigo um post sobre memórias de Verão e vieram-me imediatamente à cabeça imagens dos meus Verões de infância e adolescência, que recordo sempre com tanto carinho. Parece que consigo sentir o cheiro desses dias, por mais estranho que pareça. 

Sou muito feliz agora e não queria voltar atrás, mas os Verões de adulto em nada se comparam à inocência e à leveza dos dias de Verão das férias grandes de criança. Passar o dia descalça em casa da avó, sentir a terra nos pés, a sombra da ramada, as brincadeiras com os primos, as tendas que fazíamos no jardim, os dias de praia... O dia começava sempre cedo, não havia cá essa coisa de ficar dentro de casa o dia todo a ver tv. Às 8h já o pequeno almoço estava tomado (leitinho com chocapic, que não havia também esta preocupação tão premente acerca da alimentação saudável) e depois era só brincar o dia todo. Jogar à macaca, às escondidas, à bola, saltar à corda, brincar com barbies e casinhas e pinipons, correr, andar de bicicleta às voltas pelo jardim. Entre brincadeiras lá vinha a sopa às 11h. Depois do almoço e antes do trabalho, os pais que vinham só para dar um beijinho. Mais umas horas de brincadeira de tarde. Arrancar ervas do jardim para ajudar a avó. Apanhar batatas e cebolas no tempo delas. Muitas chatices entre primos, mas que acabavam sempre com o mesmo amor de antes. A mãe que ficava furiosa quando nos ia buscar e estávamos pretos de andar na terra (e nós a repetir a proeza todos os dias, mesmo que ela se chateasse). Que dias tão felizes! As horas esticavam, não havia preocupações e as férias eram enormes! 
Os meus pais tinham sempre férias juntos e, apesar de nunca termos grandes planos, íamos imensas vezes à praia (agora a minha mãe não gosta, o meu pai nunca gostou mas fazia o frete quando éramos pequenos). Passeávamos muito em Agosto, era o ponto alto das nossas férias de miúdos, quando os pais estavam de férias também. As saídas em família, porque quem é que enjoa a companhia dos primos? Que dias bons, que memórias felizes! 

Não sei se alguma vez os meus filhos terão a possibilidade de crescer no meio da terra. Bem se sabe que hoje em dia toda a gente vive em apartamentos e os avós já são mais novos, trabalham e não têm oportunidade de ficar com os miúdos durante meses, todos os dias. Mas queria muito que pudessem ter pelo menos um cheirinho da minha infância. Sei que me vou esforçar pelo menos para que tenham memórias de muitos passeios, muitos dias de praia e esta sensação de estar rodeado de amor, não só da infância, mas pela vida fora. 

5 comentários:

  1. Ai isto é tão verdade.
    As férias em casa da avó porque os pais trabalhavam, as férias em casa dos padrinhos, as idas a praia ainda ao final do dia porque os meus padrinho chegavam do trabalho e lá iamos nós. As idas ao rio.

    Bem, as coisas boas que me fizeste lembrar agora.
    E sim, também eu gostava muito que os meus filhos tivessem essa felicidade.

    Beijinhos

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  2. Também tenho excelentes memórias das minhas férias e dos parques de campismo onde estive. Tantos amigos, tanta brincadeira, tanto sol e areia. Que saudades!

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  3. Também recordo com saudade a altura em que tinha férias desse género... Chegava a um ponto em que estava farta de estar de férias e tinha saudades da escola!! Lol. Eu morava com os meus avós, por isso os dias não mudavam assim tanto... Os meus primos vinham cá para casa, mas também vinham sem ser nas férias (eu moro em frente à escola, era conveniente eles virem cá almoçar). A grande diferença era que passava mais tempo seguido em casa do meu pai e que nessa altura estava com outros primos e passeava mais no campo, é verdade :P

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  4. Acho que os tempos eram outros bem como a forma como vivíamos os verões, se bem que, e na minha opinião o ano passado tive um dos melhores verões de sempre 😊

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  5. São memórias tão boas essas. As minhas até têm cheiros e sabores, lembro-me tanto delas :)

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