terça-feira, 6 de junho de 2017

Identificação

A minha cabeleireira tem uma imensidão de clientes e, obviamente, não consegue decorar o nome de todos. Para além de que as pessoas podem ter o primeiro e último nome iguais, não há só uma Maria no mundo. Por isso mesmo (e porque, em todos estes anos, devo ter-lhe ligado umas 2x), quando lhe ligo tenho que me identificar. E como? Não basta dizer o meu nome, que da primeira vez que o fiz, nunca mais lá chegava a quem eu era. A forma de me identificar, depois de "aqui a vizinha!", "a minha madrinha trabalha em x" (também é lá cliente e a cabeleireira é cliente dela), depois de mil coisas, a forma de ela me identificar foi dizendo "levo sempre os meus livros!". Ah! Pronto, assim sim! A M. dos testamentos. 

Na semana passada, tive que lhe ligar e a conversa foi a mesma. A x, a y, isto e aquilo e só lá chegou quando mencionei os livros. A resposta dela foi "Agora quando me ligares vais ter sempre que dizer que és a dos livros, que é mais fácil". Para ela me identificar assim, é porque mais ninguém leva um livrito para ler durante o tempo de espera. E isso é muito triste! Não que as pessoas sejam obrigadas a ler, que não são, mas devia ser um hábito mais comum levar um livro para ler enquanto se espera, em vez de estar nas cusquices ou no telemóvel a vida toda. Shame.

5 comentários:

  1. Também seria "a que leva os livros" então!

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  2. Costumo levar o livro nos comboios, autocarros, etc. Antigamente ainda se via muita gente mas agora ninguém leva o livro debaixo do braço. Também acho muito triste.

    Marli, do My Own Anatomy 🌻

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  3. Eu por acaso levo sempre, especialmente quando sei que tenho de esperar :p
    THE PINK ELEPHANT SHOE //

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  4. Eu levo quando sei que tenho que esperar, no cabeleireiro por acaso é raro, visto que só vou quando tenho hora marcada :).

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  5. Eu levo muitas vezes um livro para ler quando vou a qualquer lado que sei que tenho que esperar.

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