quinta-feira, 11 de maio de 2017

continuando...

E mais, há muita gente que eu sei que dá dinheiro "para comer" e chega a casa do trabalho e não tem jantar. Ou come arroz com arroz. Digam lá se isto não é unicamente explorar os filhos? Já que estão a contribuir, a pagar, têm que receber o serviço que pagam. Pois. Por isso é que não concordo nada com isto! Esta coisa de pedir dinheiro aos filhos para contribuir, na maior parte das vezes, é unicamente pedir dinheiro aos filhos para eles juntarem mais ou fazerem vidas melhores, saídas, etc. Acho ridículo e deixa-me fora de mim.

A minha mãe tem uma colega de trabalho que é o exemplo máximo de exploração dos filhos. Eles também davam "dinheiro para comer", contribuíam com tudo e a mãe nada lhes dava em troca. Agora que já são os dois casados e estão fora de casa, a mãe diz muitas vezes à minha que vai comer para casa deles, que eles pagam isto e aquilo... Diz ela: "Ajudar os meus filhos? Eles agora é que têm que me ajudar a mim!". Uma mulher que vive só com o marido, que ganham os dois um salário mais do que suficiente para as despesas que têm, que não passam necessidades. Não têm, de facto, obrigação de estarem a ajudar os filhos (embora muitos pais façam todo o gosto em ajudar nos princípios de casados/quando saem de casa, para dar um empurrãozinho nestes inicio de vida a dois), mas também não têm nada que esperar que sejam os filhos agora a mantê-los, quando também têm eles despesas e filhos. Falta de noção. 

6 comentários:

  1. Falta de noção mesmo! Começar uma vida a dois já é difícil o suficiente... se quisessem alimentar mais um boca, tinham um filho!

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  2. Quando conheci o meu ex marido ele não tinha nada. Nem carta de condução, carro, nada. Andava o mês todo a penar porque dava 90% do ordenado ao pai... e não, o pai não precisa.

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  3. Há, de facto, pais que gostam de explorar os filhos e acham que estes têm a obrigação de os sustentar a partir de uma certa altura da vida. Mas afinal... têm filhos só para eles acabarem a sustentá-los?

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    1. Exatamente o que eu me refiro no post anterior. SÓ a estas situações. Como já respondi no teu outro comentário.

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  4. Infelizmente é uma situação cada vez mais frequente. Quando alguém decide ter um filho tem de ter a noção que é um compromisso para a vida. O compromisso dos pais não acaba aos 18 anos, ou aos 25 ou aos 40. Ser pai é para a vida inteira, temos que estar dispostos a lidar com qualquer filho que se tenha, e se ele quiser ficar em casa até aos 35, os pais devem estar preparados para isso.
    Obviamente que também não concordo que um filho abuse dos pais, temos que ter o mínimo de bom senso.
    Vou dar-te um exemplo prático: cá em casa somos cinco, e sempre foi a minha mãe a sustentar-nos sozinha. Eu comecei a trabalhar aos 17 anos, quando entrei para a faculdade, e a minha mãe nunca me exigiu nem um cêntimo! Pode ter mais dificuldades, e é verdade que o dinheiro não estica para tudo, mas nunca me exigiu nada. Eu, por iniciativa própria é que vou comprando algumas coisas para a casa mas nada de especial. Acho que se também ganho devo aliviar alguém que sempre fez, e continua a fazer, tanto por mim. Não é por obrigação, é uma questão de sensibilidade, da forma como fui educado e, acima de tudo de amor. Nunca conseguiria ver a minha mãe ou os meus irmãos a precisar de algo e eu ter possibilidade de ajudar e não o fazer. Foi assim que fomos educados. No entanto a minha mãe não gosta e diz logo "não quero que andes a gastar o teu dinheiro com coisas para a casa".

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