terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Entrevistas e ansiedades

Sempre que posso, evito ao máximo contar aos meus pais que tenho entrevistas de emprego. É que eles ficam com expetativas elevadas, começam logo a fazer filmes e acham sempre que é canja e que é desta. E depois enerva-me que, menos de 24h depois da entrevista, já me estão a perguntar se sei alguma coisa, se já me contactaram, que está a demorar. Mete-me uns nervos! Sabe Deus o meu estado de ansiedade para estas coisas... Ando sempre a tentar abstrair o meu pensamento e não criar falsas esperanças e depois tenho que estar constantemente a ser lembrada da entrevista e que já passaram muitos dias sem qualquer notícia. 

O melhor mesmo é estar caladinha. A não ser que tenha mesmo que contar, não digo nada. Nem a eles nem a amigos. Mais vale a pena fazer as coisas e deixar acontecer, ver como corre. Senão é muita pressão, é muita gente a chatear-me com as mesmas perguntas. E, verdade seja dita, quanto menos pessoas souberem maior a probabilidade de as coisas darem certo. Ainda há muita gente invejosa, que só quer o mal dos outros, mesmo pessoas próximas.

O que ninguém sabe, ninguém estraga.

18 comentários:

  1. M, és muito negativa. Não te digo isto por mal mas chateias-te com coisas pequeninas entendes?Os teus fazem-no porque gostam de ti e querem isto tanto quanto tu!

    Boa sorte e que corra tudo bem :)

    Beijinhos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Catarina, já me disseste isso antes e eu já admiti que assim é. Há coisas que não podemos controlar completamente. Eu chateio-me com as pequenas coisas sim, já o disse mil vezes, e apesar de tentar abstrair-me a maior parte das vezes (acredita, falo muito menos do que penso!), nem sempre é fácil e sendo este blog pessoal, é óbvio que vou fazer estes desabafos sempre que sentir necessidade. Sou chatinha sim, enervo-me com tudo, tenho opiniões sobre tudo e quase tudo me irrita. Claramente o problema é meu. Assim como é meu o blog e por isso vou escrever sobre estas coisas sempre que achar que faz sentido para mim, mesmo que depois achem que sou negativa.

      Eu bem sei que as pessoas próximas perguntam porque querem saber e querem o melhor para mim. Longe de mim pensar que os meus pais querem é que eu me dê mal! A questão não é essa. Por muito bem intencionadas que sejam as atitudes e perguntas, acaba por pôr muita pressão. Eu já ando super stressada, já me é tão difícil abstrair de certas coisas, e depois quando consigo tenho sempre alguém a lembrar-me. Mesmo sendo porque gostam de mim e querem o meu bem (óbvio), acaba por ser irritante, daí este post.

      Para terminar, dizer só que até sou uma pessoa bastante positiva, só que também sou prática e tenho noção da realidade. Não podemos viver de contos de fadas e cenas cor de rosa. Não é ser negativa, é ter noção das coisas.

      Obrigada pelos teus votos de sorte! Beijinhos

      Excluir
    2. Só te digo isso "para teu bem" porque viver assim não é fácil. E sim, eu sei que a vida não é um conto de fadas tal como tu estive 2 anos no desemprego a fazer entrevistas no final do meu curso. Mas ter noção das coisas não tem de trazer a negatividade atrás. Muito pelo contrário, ter noção das coisas e dar os passos firmes em direcção ao que se quer considerando os prós e os contras.

      Beijinhos ;)

      Excluir
  2. Não se trata de ser negativa. Tal como tu, já basta a pressão que colocamos a nós próprias, quanto mais sofrer pressão dos outros. Opto cada vez menos por falar da minha vida, mesmo à minha família, conto apenas ao meu namorado, que é o único que não me pressiona nem me questiona incessantemente, e que quando as coisas não correm bem é capaz de me motivar.
    A vida vai nos ensinando como lidar com dificuldades e cada um sabe como as coisas resultam melhor para si.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente, a minha vida é igual. A única pessoa que sabe sempre de tudo é o meu namorado porque não questiona nada, não pressiona e sabe sempre apoiar nos momentos mais difíceis.

      Excluir
  3. Concordo plenamente! Fiz sempre isso. A única pessoa que sabia era a minha mãe, porque em princípio tinha mesmo de saber :) Mas sou assim em tudo na vida, só conto mesmo se tiver de ser.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu antes era um livro aberto! Contava estas coisas às pessoas: amigos, familiares... Não tinha essa coisa de guardar para mim e ver o que acontecia. Mas aprendi que há imensa gente que se diz nossa amiga e que depois fica com inveja das mais pequenas coisas, que nem sempre que as pessoas dizem "Espero que corra bem!" é verdade. Mais vale estar caladinha e ver o que acontece. Assim acaba-se a necessidade de depois responder mil vezes que não deu em nada, contar as mesmas histórias sei lá quantas vezes... Devemos guardar para nós o que só a nós nos diz respeito.

      Excluir
  4. Também não gosto muito de contar...parece que corre melhor quando ninguém sabe, não sei explicar.

    ResponderExcluir
  5. Concordo tanto contigo e já tive vários exemplos disso...

    ResponderExcluir
  6. Tenho alguns familiares próximos assim. E por isso percebo PERFEITAMENTE o que sentes e dizes, sinto precisamente o mesmo. Felizmente já não tenho de viver na casa dos meus pais ou dar-lhes satisfações. É que não ajuda em nada, só piora o nosso estado.
    Beijinhos e coragem!

    ResponderExcluir
  7. Caladinhas é que estamos bem, ahah!

    Um beijinho,
    Mónica Rodrigues dos Santos

    http://cupcakewomen.blogspot.pt/

    ResponderExcluir
  8. Ainda hoje, com 43 anos, há tantas coisas que não conto aos meus pais para não os deixar ansiosos e, posteriormente, possivelmente desiludidos. Não me parece que estejas errada ou que sejas negativa. Apenas te preservas e isso é bom!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É exatamente isso: preservar-me a mim e a eles!

      Excluir
  9. Há mesmo muita coisa que eles não precisam de saber logo. Mais vale ter certeza!

    Um beijinho dourado,
    O Biquíni Dourado
    Facebook
    Instagram

    ResponderExcluir
  10. Compreendo. Eu n consigo guardar segredo, mas compreendo a pressão. Agora imagina ter uma mãe a dizer que a culpa é tua, que tu és assim ou assado sempre que n consegues o emprego :(

    ResponderExcluir
  11. Não sejas tão rígida contigo mesmo :)
    Pensamento positivo!!

    Cátia ∫ Meraki

    ResponderExcluir
  12. Entendo perfeitamente. Quando acabei o curso e comecei a enviar currículos e a candidatar-me a empregos, contava a quem perguntasse. Consegui algo, não muito mal pago, a recibos verdes, apenas seis meses depois. Lá fiquei, nove meses, pois o tipo de trabalho que fazia não me agradava muito, e passar 2/3 horas diárias no trânsito lisboeta estava a dar cabo da minha sanidade mental! Então disse mesmo "a partir de dia X não contem comigo". Quinze dias depois decidi aceitar a proposta de um ex-colega de curso, trabalho ao domicílio. Outra vez recibos verdes. Cheguei à conclusão que mais de um ano e meio sem estabilidade laboral e financeira não era para mim. Candidatei-me a ir trabalhar no estrangeiro. Se contei a 3 pessoas no início do processo foi muito, só espalhei mais quando já havia ofertas certas. Correu tudo bem e estou na Irlanda há oito meses! Talvez se tivesse contado a mais gente tinha colocado mais pressão sobre mim e o meu negativismo aumentaria. Ser pessimista ataca-me, por vezes, é uma luta constante virar o jogo!
    Beijinhos e desculpa o testamento!

    ResponderExcluir