sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

There is no such thing as too many books | Crime e castigo by Fiódor Dostoiévski

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Sinopse (wook): Raskolnikoff, um jovem estudante de Direito a atravessar graves dificuldades económicas, decide matar uma velha agiota. Imbuído de um forte sentido de justiça social, vai executar o seu plano convicto de que é uma gesta digna apenas de homens extraordinários. Mas algo inesperado acontece, e Raskolnikoff acaba por perder totalmente o controlo da situação. Daí em diante, passará a viver atormentado por um fortíssimo sentimento de culpa, forma de inferno interior que não se extingue e exige expiação.


Mais um grande clássico que todos os amantes de leitura deveriam ler. Dostoiévski é simplesmente fenomenal na forma como cria e desenvolve as suas personagens e lhes imprime uma imensa densidade psicológica. Parece que estamos dentro da cabeça daquelas pessoas, que lhes conseguimos ler os pensamentos, e a sucessão de ideias e sentimentos é tão fiel à realidade que é impossível não crer que aquelas personagens são pessoas reais, como nós. 

Relativamente à história em si, não há como não gostar. Um assassino que se torna completamente paranóico devido à angústia provocada pelo ato atroz que cometeu... Até eu a ler estava em sobressalto, sempre à espera que ele se descaísse ou que fosse apanhado! Comecei o livro e li em poucos dias, tal o envolvimento com toda a trama. Gostei mesmo muito, é um livro tão bom, tão bem escrito! E gostei muito que, apesar da história se centrar naquela personagem em particular, se fosse desenvolvendo muito também à volta de outras personagens de menor importância, conferindo-lhes a mesma riqueza na descrição psicológica. 


***SPOILER***

O que menos gostei foi o final, achei que estava um pouco aquém daquilo que foi sendo construído durante todo o livro. A ideia da redenção não me parece muito condizente com toda a ideia dele de que seria superior aos outros, nunca se arrependeu do crime, nunca houve verdadeira culpa (pelo menos conscientemente). O que o levou a confessar o crime foi não querer viver na angústia de ser apanhado, não o facto de achar que tinha errado no que fez, mas acredito que este final seria o mais esperado e o que fica melhor para terminar a história. 


Gostei muito e recomendo mesmo muito, não só este mas todos os outros livros do mesmo autor. 

2 comentários:

  1. Não conheço nem o autor, nem o livro mas até parece ser uma historia interessante!

    Beijinhos, Hellen ❤
    http://instantesimprovaveis.blogspot.pt/

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  2. Eu gostei do que escreveste vou colocar na minha lista para ler

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