segunda-feira, 5 de setembro de 2016

There is no such thing as too many books | 1984 by George Orwell


Aqui está um livro que me deixou completamente em dissonância cognitiva. Por um lado gostei, mas por outro...
Não sei o que dizer sobre este livro porque gostei e não gostei.

Segundo a sinopse da Wook: "1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana."

A premissa de que parte este livro é interessantíssima: a ideia de que somos todos controlados, que há sempre alguém a observar-nos, a "manter-nos na linha"; que somos todos guiados por algo maior que se impõe à nossa vida, aos nossos gostos, desejos e vontades. Esta ideia de que somos uma espécie de rebanho controlado por alguém maior é muito interessante e faz muito sentido nos dias de hoje, apesar de tudo, se tivermos em conta a forma como estamos sempre a ser observados ("The big brother is watching you" - basta termos em conta os reality shows, as redes sociais...). Mas depois tem também o lado humano da busca pela liberdade, o pensamento que se quer diferente, único, a procura pela individualidade, o ser/fazer o que queremos sem imposições de terceiros. 
Houve partes que achei um bocadinho chatas, confesso; mas no geral gostei mito da narrativa do livro, da forma como a história se desenvolve, na forma como nos faz pensar na nossa vida atualmente, onde tudo o que fazemos e dizemos pode ser acessível a todos por causa da internet e das redes sociais. Mas depois detestei aquele final porque acreditei verdadeiramente que toda aquela busca pela individualidade, pelo direito à privacidade, fosse realmente ao encontro do que eu esperava. Não vou dizer mais para não estragar o livro a quem possa ficar interessado em lê-lo, mas detestei o final e pensei que seria diferente, Fiquei desiludida porque queria outra coisa, não porque fosse mau. 

Enfim, gostei deste livro (apesar de o meu namorado achar que não - foi prenda dele e ele adorou o livro; queria que eu gostasse tanto quanto ele) e acho que é muito pertinente nos dias que correm; é uma leitura que continua a ser muito atual e que se adequa bem tanto a mais novos como a mais velhos. Recomendo!

5 comentários:

  1. Eu gostei, mas gostei muito mais do admirável mundo novo, do Huxley.

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  2. Ando há anos para ler esse livro... Mas como gostava de o ter na minha estante ando à espera de o encontrar em promoção. :)

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  3. Tenho esse livro na estante há quase um ano, mas ainda não lhe dei a oportunidade que merece! A ver se este ano resolvo o assunto!

    A Vida de Lyne

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  4. Concordo plenamente, nunca se tem livros a mais! Tenho este mas nunca o li mas depois de ler este tua crítica fiquei com vontade. Obrigado!

    Já conheces o meu blog? Passa por lá e segue-o! Já estou a seguir o teu!
    Beijinhos
    http://popupbyana.blogspot.pt/

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  5. Adorei o livro! Faz-nos refletir na sociedade para a qual caminhamos...

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