segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Formas de ser/estar

Vivemos numa época em que todos gostam de ostentar, de ter mais e melhor do que o vizinho, de seguir as tendências, ao mesmo tempo que se apregoa que menos é mais, que o minimalismo é que é, que ter menos torna-nos mais livres, mais ricos. Não vou negar que adorava ser do tipo de pessoa que acha que já tem o suficiente, mas a verdade é que quero sempre mais; sejam coisas, sejam experiências, etc. Penso que, acima de tudo, esta questão de ter ou não ter coisas, de ser feliz com pouco ou com muito, passa essencialmente por questões de prioridades e objetivos de vida. A mim não me interessa ter uma casa cheia mas depois não ter dinheiro para sair dela, não ter experiências fora dela porque gastei tudo a recheá-la. Contudo, também não me interessa ter imensas experiências diferentes, viajar quando quero, comer fora quando me apetece, comprar roupa que não preciso mas quero e depois não ter um lugar a que chamar lar, onde me sinta confortável. 

Não ligo a marcas, não sou de "tenho que ter porque os outros têm". Compro o que gosto e o que preciso. Não me faz confusão nenhuma não ter os itens da moda, usar o que todos usam, ir onde todos vão. Isso é meio caminho andando para sermos mais poupados, menos consumistas. Esta necessidade de termos o que os outros têm só para não ficar para trás é algo que já não me diz nada há muitos anos, felizmente. E é também por isso que sinto que tenho feito melhores escolhas e tenho poupado mais, sem me privar das coisas que realmente importam. Sim, porque não vale a pena cortar em tudo para poupar uns trocos e ser minimalista. Acabamos por ter o dinheiro mas não termos as experiências, não fazermos o que queremos/gostamos. É tudo uma questão de bom senso e de definição de prioridades. Para muitos a prioridade é ter coisas de marca, ir aos sitios in, fazer o que todos fazem: nada contra! Para outros será ter uma carteira mais recheada, ter mais espaço nos armários, viver com menos, sentirem-se mais livres: tudo bem na mesma!

Lá está, como já disse, gosto de ter coisas. Gosto sempre de poder ter mais isto ou aquilo, experienciar algo diferente. Mas nem sempre é possível e faço muitas questões a mim mesma antes de decidir comprar/fazer algo porque não quero cair no erro de ter coisas que não preciso ou gastar dinheiro desnecessário. Este ano tem sido fácil na questão do consumismo porque se trata de uma questão de poupança. Meti na minha cabeça um objetivo e assim será. Sei que andava a gastar muito em coisas que não precisava e que não faziam a diferença na minha vida só pelo gosto de comprar e de ter. A verdade é que decidi que prefiro ter esse dinheiro para a concretização de planos e sonhos maiores. Gastar em mil e uma coisinhas ou naquela coisa/plano/objetivo? Prefiro gastar o meu dinheiro e a minha energia em algo que me fará feliz a longo prazo, apesar de tudo. Tem sido uma máxima que levo comigo este ano, que estou sempre a pôr em prática e a verdade é que sinto diferenças na minha vida, na minha forma de estar e na minha conta poupança!

4 comentários:

  1. Concordo em pleno contigo. Também sou assim, eu tenho as minhas prioridades e objetivos, mas tudo com moderação.
    Não me faço "escrava" da conta bancaria, mas não gosto estragar dinheiro so porque esta na moda, ou os outros tem! O qb faz toda a diferença.
    Beijinhos, boa semana

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  2. Por acaso, vivo num mundo à parte. Estou sempre no meu sossego. Por isso, até as compras, são online. Não tenho muito esse desejo de ter o que os outros têm ou fazer o que os outros fazem.
    Adoro roupa, mas tenho pouca e de marca nenhuma. As marcas não me chamam, muito menos o dinheiro que custam. É que bem sei que nem quando tiver o meu dinheiro, irei recorrer a elas.
    Se tivesse mais dinheiro, comprava era livros. Porque comecei há pouco, tenho uma lista imensa que desejo adquirir e acho que é sempre um bom investimento. Aos pouquinhos, um dia chego lá.
    Dos objectos "in", só há um que tenho pena de não ter: um iPhone. Mas nem é por ser uma coisa da moda, é porque adoro o iOS e acho os telemóveis lindos. Já tive um e tive tanta pena de o trocar. Mas, claro, que não ia comprar outro (nem pedir ao pai. haha). É uma futilidade tremenda gastar tanto dinheiro numa coisa dessas, mas se o tivesse gastava. :)
    De resto, é sempre ir ao baratinho, porque o que importa é que consigamos ter um pouquinho de tudo o que desejamos.

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  3. Tenho trocado o "ter" por o "viver".
    Compro o estritamente necessário e opto por gastar mais em experiências.
    Ir a um SPA (1ª vez), ia a um festival, experimentar um novo restaurante...
    É claro, que o facto de o dinheiro não abundar, ajuda a isso. No entanto sinto que assim sim, estou a viver!

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