terça-feira, 28 de junho de 2016

Estar sozinho

Cresci com primos, muitos tios, uns pais sempre presentes e um irmão com quem dividir tudo. Mesmo nos seis anos em que fui filha única, nunca estive verdadeiramente só. Vivi sempre rodeada de pessoas, numa espécie de ilha familiar cheia de barulho, de convívios, de passeios e de amor. Acho que nunca estive verdadeiramente sozinha na vida. Depois veio a escola, vieram os amigos, a adolescência e o namorado e, no meio disto tudo, sempre tive uma vida preenchida de pessoas, de dias ocupados e pouco tempo para estar só comigo. 

Passei por momentos difíceis quando me vi com mais tempo e com menos pessoas a quem o dedicar. Aprendermos a estar sozinhos, principalmente quando estamos habituados a passar todos os minutos do dia com alguém, pode ser uma coisa muito complicada. No início senti-me estranha, não gostava realmente de fazer coisas sozinha. Achava esquisito ir a algum lado só eu, mesmo que fosse só fazer recados. Mas depressa aprendi o bem que sabe (e que faz!) dedicar tempo para fazer o que gosto, não ter que me preocupar com mais ninguém, ser dona do meu tempo. A minha dificuldade nunca se prendeu com não gostar de estar sozinha mas sim com a estranheza de o fazer. Nunca me custou estar sozinha, ter tempo só para mim, mas no início era difícil simplesmente saber o que fazer, como me ocupar. Era uma sensação de estranheza e não de tristeza. Agora posso dizer que adoro estar sozinha. 

Claro que continuo a gostar muito de estar com pessoas. Aliás, passo a maior parte do meu dia rodeada de gente, continuo a ser um ser social. A diferença é que agora passo grande parte do dia a desejar que seja noite, para ir para o meu quarto e ter tempo só para mim, sem ninguém. Ver as minhas séries, ler blogs, escrever, ouvir música, ler... Antes fazia-me falta sair, ver pessoas, conversar; agora, que descobri que sou uma companhia fantástica, faz-me falta estar só comigo. Agora até me custa quando ouço pessoas dizer que não sabem ou não gostam de estar sozinhas. Se não formos boas companhias para nós mesmos, dificilmente o seremos para os outros. É aquela velha máxima do "se eu não gostar de mim, quem gostará?" e acredito que é esta a causa para muitos problemas na vida adulta, esta dificuldade em estar sozinho. Assim que aprendemos como podemos ser verdadeiramente felizes sozinhos, tudo na vida ganha outras proporções. 

7 comentários:

  1. I so love this. Thanks for sharing!

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  2. eu adoro estar sozinha. sicneramente, não uma pessoa super social. mas a verdade é que também estou sempre a trabalhar e o pouco tempo que tenho livre, muitas vezes já é tarde e já nao é horas de conviver.lol mas nao me importo. adoro mesmo estar sozinha no jardim a ver as pessoas passar, ou estar no starbucks a ler blogs ou livros ou a pensar. faz-me mesmo bem!

    beijinho!
    the-not-so-girlygirl.blogspot.com

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  3. Adoro estar sozinha, faz-me bem a alma :P

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  4. Sempre passei tempo sozinha e adoro! ;)

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  5. Querida homónima, desculpa não ter nada a ver com o post, mas queria saber se te juntas a esta iniciativa :P

    Ora espreita:
    http://entreosmeusdias.blogspot.pt/2016/06/vamos-praticar-o-cyberamigging.html

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  6. Estar-se sozinho é o maior exercício que podemos fazer na nossa vida, o maior medo que temos de enfrentar. Eu adoro estar sozinha. Tenho uma mão cheia de primos e familiares, mas sempre soube que estar na minha própria companhia era a melhor coisa do mundo! Posso fazer o que quero, o que gosto, o que me apetece, aprender bastante e tudo e mais alguma coisa, sem ter constantemente pessoas à volta. Claro, gosto de ter os amigos por perto, mas mesmo assim aprecio aquilo que eu tenho para oferecer a mim mesma! :P

    A Vida de Lyne

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