quinta-feira, 5 de maio de 2016

Não sei se ria ou se chore

Conheço uma senhora que tem um negócio de sucesso. Vive bem, muito bem. Não tem filhos, é só ela e o marido, por isso nem tem todas aquelas despesas que as crianças dão. Tem um casarão, grandes carros e ela própria acaba por não ter que trabalhar, já que quem está à frente do negócio é o marido. Ela passa os dias só no ginásio e às compras, uma vez que não tem que trabalhar fora de casa e em casa tem empregadas para tudo. Almoça fora todos os dias, compra 4 pares de meias a 50€ (e acha barato!), oferece calças de 500€ ao gerente do seu negócio e acha que um casaquinho de 600€ não é caro. Depois disto tudo, em conversa com pessoas "remediadas", que vivem do trabalho e não podem fugir muito das rotinas senão lá se vai o orçamento do mês, diz esta pessoa que "a vida não está para grandes gastos. Eu almoço fora todos os dias, mas depois é só um cafezinho à noite e casa, que não nos podemos dar a luxos". Pudesse eu ter vida para "não me dar a luxos" como ela...

5 comentários:

  1. O que é que a senhora considerará luxos?!

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  2. Bem, cada pessoa considera a vida e os luxos à medida do seu orçamento, claro está. Para mim esse tipo de gastos seriam impensáveis - e absurdos! - mas se a senhora pode, óptimo para ela.

    A mim o que me chateia mesmo é quando as pessoas levam essas vidas e têm esses gastos, mas quando precisam de dinheiro vêm pedir a quem menos tem (ou a quem menos teria, porque na verdade por vezes quem gasta menos dinheiro, mesmo que não receba muito, consegue ter uma "almofada" para algum aperto ao contrário das outras pessoas...) ou acham que não têm onde poupar...

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  3. Normalmente as pessoas que têm mais dinheiro são as que se queixam mais -.-

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  4. Eu gostava de ver essa senhora a ganhar o ordenado mínimo nacional...

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  5. Vendo o lado positivo:, pelo menos contribui para o comércio e restauração ..

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