sexta-feira, 25 de março de 2016

Vidas

Cada dia que passa tenho ouvido histórias de pessoas que vou conhecendo (mesmo que só de vista) e que se vão casar ou que vão morar com os seus namorados. Acho fantástico e fico contente pelas pessoas, mas depois vou ouvindo coisas que não lembram a ninguém. Há alguns que vão dar esse passo mas já são pessoas independentes, com estabilidade financeira, mas há pessoas que se casam/juntam mas não têm emprego, não têm condições financeiras para depois manterem uma casa e todas as despesas que isso acarreta... Não sei se eu é que sou muito de planos e de estabilidade, mas parece-me que estas coisas são impensáveis. Mas quem é que se casa e nem tem emprego para depois fazer face às despesas? A não ser que vão continuar a viver na alçada dos pais ou que tenham pais ricos que lhes paguem tudo, não percebo como pode ser possível. Depois ouço dizer que esses casais passam a vida a discutir, que a relação está má desde que foram viver juntos... Claro! Sempre ouvi dizer "Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". Bem sabemos que as relações podem ser fantásticas e haver muito amor e mimimi, mas quando há problemas financeiros à mistura há uma grande probabilidade da coisa correr mal. 

Não digo que as pessoas não devem casar/morar juntas só porque são muito jovens e não têm a vida estabilizada. Se esperarmos pelo momento certo, vamos esperar a vida toda. Mas acho que há um conjunto de coisas que devem ser asseguradas antes desse passo. Para mim, que não tenho nada caído do céu nem pais ricos ou alguém para me deixar heranças, seria impensável casar/morar com o meu namorado agora. Há uma série de coisas que as pessoas precisam quando começam a sua vida a dois e tudo isso custa dinheiro. Para quê precipitar as coisas e depois passar dificuldades? Para quê apressar tudo e depois viver às custas das ajudas de terceiros? Não podem esperar até terem melhores condições para saírem de casa dos pais? Vale a pena pôr uma relação sobre todo esse stress e passar dificuldades em vez de esperar um pouco mais? Para mim, não vale. Quero muito sair de casa e ter o meu espacinho, as minhas coisas, a minha vida independente, mas quero fazê-lo quando tiver a certeza de que, a não ser que algo de muito mau me aconteça, não precisarei de regressar à base nem de ter ajudas de ninguém. 

4 comentários:

  1. Infelizmente hoje em dia aind há muita gente sem maturidade para pensar assim.

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  2. Sim dão um passo sem reflectir , sem pensar sequer nas consequências . O lema de vida é: " depois logo se vê".

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  3. As pessoas acham que só chega amor e uma cabana... E isso é não ter noção! O amor não é tudo numa relação. Já não o é quando apenas namoram, quanto mais depois!

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  4. Compreendo perfeitamente o que dizes e concordo. Embora a minha situação neste momento não se coadune muito com isso. Eu por acaso já moro com o meu (agora) noivo há um ano e meio (oficialmente). Nós fomos passando a morar juntos. A comprar as coisas em comum, a partilhar as despesas, etc. E se é verdade que isso aconteceu devido às nossas circunstâncias em particular, também é verdade que não compreendo as pessoas que querem tudo "à força", porque querem, quando e como querem, sem pensar nas consequências e sem pensar no que há-de vir. Isso acontece, na minha opinião porque sabem que terão a ajuda dos pais ou sei lá, para os sustentar, ainda que morem com outra pessoa. O que não faz muito sentido, mas também depende de cada caso.
    Eu moro fora de casa há já sete anos por estar a estudar. Tinha de pagar uma renda. Para nós foi natural, a determinada altura, pagá-la a meias com o meu namorado e não com outra pessoa. Mesmo não estando a trabalhar, tendo algum rendimento, é "aplicado" para ambos.
    Neste momento não posso dizer que estou empregada porque não tenho rendimento, só o meu noivo. Mas não quer dizer que não tenha possibilidade de pagar o que precisamos para viver juntos ou casar (como decidimos fazer), isto porque tenho um fundo de maneio que me permite isso.
    Enfim, isto para dizer que compreendo o que dizes e concordo, porque se vê por aí cada coisa que não tem sentido nenhum e não se percebe o que passa pela cabeça das pessoas - para mim só pode ser explicado com ser "mimado", inconsequente e ter tudo de mão beijada. Mas ao mesmo tempo, cada caso é um caso.
    Beijinhos

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