sexta-feira, 19 de junho de 2015

Aqueles clientes que me fazem odiar as pessoas em geral (só porque amanhã é dia de trabalho)

  • Pedem um café. Só assim: quero um café. A máquina é automática e tira os cafés todos iguais, de forma estandardizada. Chega-se à mesa e querem um café mais curto. Ou mais comprido. Mas pedir logo um café curto/comprido é que não.
  • Pedem um pão/croissant/lanche. Só assim: quero um pão/croissant/lanche. Chega-se à mesa e querem o pão/croissant/lanche aquecido. Pedir logo de início para aquecer é que não.
  • Uma pessoa entra claramente sozinha. Queria quinze pães para levar. Oh, e eu que achava que ia comer os quinze pães sozinha, empurrados por uma meia de leite.
  • Pedem cerveja. Eu pergunto se querem com ou sem copo (há muitas pessoas que preferem sem copo, por isso nunca se sabe). Não querem copo. Chego à mesa e afinal querem copo.
  • Pedem pão e perguntam se estão duros. Digo que não e ponho no saco. Abrem o saco, enfiam as mãos lá dentro, apalpam os pães todos e pedem para trocar um ou outro que está muito seco. Depois de terem enfiado aquelas mãos, que eu não faço ideia onde andaram, no pão. E esperam que eu coloque os que não querem novamente no cesto e lhes dê outros.
  • Pedem um galão. Só assim: queria um galão. Quando chego à mesa queriam um galão mais escuro. Ou mais claro. Ou mais quente. Ou mais frio. Pedir logo um galão claro/escuro, quente/morno/mais para o frio é que não.
  • Clientes habituais e que já sabem o nosso modo de funcionamento. Sentam-se numa mesa e pedem uma bebida. As bebidas são, por política da casa, servidas em copo diretamente, não levamos para a mesa a lata/vidro/pacote junto com um copo. Chega-se à mesa e afinal a bebida era para levar.
  • Por vezes pode acontecer de as bebidas com leite saírem com nata e passar despercebido a quem está a servir. Ou então o cliente deixa a bebida estar intocada tanto tempo que se forma nata. Chega-se à mesa e o cliente reclama que tem natas (e com razão, atente-se). E eu nem vejo a nata, de tão pequena que é, mas tenho que levar para trás e tirar a micro nata, porque o cliente é demasiado preguiçoso para pegar na sua colher e retirar a micro nata sem armar confusão.
  • Clientes que claramente vivem em pocilgas em casa, por isso fazem o mesmo nos estabelecimentos que frequentam. Incluindo fazer o seu xixi fora dos locais apropriados. Ou comendo como jabardos, enchendo o chão, num raio de 20m à sua volta, de migalhas.
  • Clientes desastrados que claramente não desenvolveram as suas capacidades de motricidade fina e espalham o pacotinho de açúcar do café pela mesa onde estão e pelo chão, num raio de 20m à sua volta.


(em atualização: certamente me lembrarei de mais)



6 comentários:

  1. E os mal-dispostos, arrogantes, parvalhões? Acho que esses conseguem ser piores que os javardos, os que não pedem tudo a tempo e por aí xD

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  2. Ahahah fartei-me de rir. Tens razão. Também apanhei várias espécies dessas no atendimento ao público :D
    Beijinhos e boa sorte :)

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  3. só não concordo com a garrafa/lata/etc., não irem para a mesa.
    Abrirem na mesa... já é como o outro, vir no copo, desculpa mas não concordo!
    Não beberia e conheco quem fizesse uma fita autêntica.

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    1. eu também não concordo com esta forma de funcionamento, embora aceitasse que o fizessem comigo enquanto cliente em qualquer lado. Contudo, eu sou só a funcionária, faço o que me mandam, e quem manda é a patroa! :)

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  4. Há bolos que é impossível comer sem fazer migalhas por tudo quanto é sitio como o tambor... comi uma vez no café e agora quando quero um desses é sempre para levar e confesso que por vezes sou a cliente desastrada que espalha açúcar pela mesa, mas isso são coisas que acontecem a qualquer um.

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