quarta-feira, 25 de março de 2015

desabafos de uma finalista em modo nostálgico (é longo, aviso já)


Desde a minha primeira imposição de insígnias que sonho com o dia em que serei eu própria finalista. Aquela cerimónia de imposição foi mesmo marcante, talvez por ser algo muito mais bonito do que aquilo que eu imaginava. Ver aqueles finalistas na altura a serem cartolados pelas pessoas que mais gostavam, com um auditório cheio de pessoas a rir e a chorar por elas, genuinamente felizes pelo seu desenvolvimento mas tristes pelo final do ciclo, fez-me ter ainda mais certezas de que aquilo da praxe tinha muito mais que se lhe dissesse do que ficar de quatro e olhar para o chão. 
Ao longo destes anos, fui vendo muita gente cartolar. Quando cheguei ao final do terceiro ano já sabia que música queria que passasse no meu vídeo, quando chegasse o meu momento. Delirei quando recebi o grelo, andei meses a pensar que o ia impor, que coisa boa. Depois seguiram-se as fitas, na imposição mais bonita que vivi até ao momento. Todos os meus amigos reunidos para me imporem uma fita, as minhas afilhadas presentes, a minha madrinha, as palavras bonitas e tão sentidas de cada um. Fui verdadeiramente feliz em todas as minhas imposições. Mas este ano tem outro peso. Este será o momento final pelo qual tanto esperei. É sempre na imposição que penso nos momentos difíceis, quando começa a ser cada vez mais complicado dar os passos em direção à meta final. Lembro-me de tudo o que fica para trás, todas as coisas boas que vivi, nos amigos que fiz, na família que construí, no quanto cresci. E isso faz-me ter força para continuar mais um dia e outro e outro. Gosto de ir no autocarro sozinha, música nos ouvidos, a pensar em todas essas coisas.


Agora que se aproxima o momento, aumenta o aperto no peito. Tanta coisa a tratar! Já comecei a receber os primeiros pedidos para fazer quadras para as minhas pessoas especiais, já eu própria fiz um desses pedidos. Para a semana vou comprar o meu kit de finalista e eu juro que não sei como foi que o tempo passou tão rápido. Vou aproveitar a semana de férias para tratar dessas coisas todas, inclusivamente na distribuição das minhas fitas, que está para breve. E se, por um lado é tão bom que tudo isto esteja já a acontecer comigo, por outro é tão estranho! No outro dia lembrei-me que, tal como eu vou distribuir as minhas fitas, também muitas das pessoas mais importantes para mim o vão fazer. Como pessoa autocentrada que por vezes sou, só andava a pensar em mim, na minha imposição, no meu momento. E era bom, que alegria chegar ao fim! Até que me lembrei que os meus melhores amigos vão acabar o curso também, vou escrever nas fitas deles, não estou preparada para isso. Quase chorei de pensar, nós todos juntos, finalistas desta vida, com um curso quase feito e tanto caminho desconhecido pela frente.

Eu sei que pode parecer ilógico e que muita gente não entende esta coisa de ser finalista e ter as emoções à flor da pele. Sei que para muitos nem sequer chega a ter este impacto, porque nunca viveram praxe ou porque tiveram más experiências. Mas para quem, como eu, viveu 5 anos disto em intensidade máxima, todas estas coisas atingem proporções gigantescas, muitas vezes difíceis de gerir. O aproximar do final do ciclo praxístico, com tudo o que isso implica, traz muitos sentimentos contraditórios. Hoje estou assim, mais para o nostálgica (mas feliz), até porque hoje é o dia em que vou surpreender as minhas afilhadas com um video fofinho para lhes pedir que me façam uma quadra. As coisas que uma finalista inventa para poder mostrar as suas belas fotos :)

3 comentários:

  1. Como te compreendo. vivi toda a experiência académica com muita intensidade e alegria.

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  2. Não tenho essas tradições todas, só serei (mais ou menos) finalista para o ano e já estou verdadeiramente nostálgica.. Por isso compreendo-te bem :)

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