sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Nem é ser forreta, é ter consciência do que custa a ganhar e quão fácil é gastar


Já a pensar nas prendas de Natal que quero oferecer, ando a espreitar as lojas online para ver o que me chama mais a atenção para depois não perder muito tempo nas lojas na hora de comprar. E estou parva. É tudo tão caro! Juro que não percebo, num país onde o salário mínimo nem chega aos 500 euros, como é que pensam que as pessoas têm poder de compra para gastar 30 euros em peças básicas (para nem falar de casacos a 90 euros, por exemplo). 

Lembro-me de há uns quatro ou cinco anos andar, por esta altura, desesperada atrás de umas botas e ter acabado por trazer umas de 30 euros e já achar caro. Agora não se compram botas a menos de 40 ou 50 euros. Eu sei que a qualidade se paga, mas acho tudo absurdamente inflacionado tendo em conta o salário mínimo. Uma pessoa como eu, com um emprego de fim-de-semana que não é assim tão bem remunerado e que tem que pagar mensalidade do dentista, passes de autocarro e metro, propinas e ainda todos os pequenos gastos, não pode ter grandes despesas com o Natal. Imagino uma família de quatro pessoas, dois pais a ganharem o salário mínimo e com filhos pequenos para vestir e alimentar, como é que dá?

Parece que neste Natal a única coisa que vou oferecer é beijinhos e abraços. Bem bom.

8 comentários:

  1. Eu diminuí muitos os meus gastos em coisas verdadeiramente supérfluas quando comecei a trabalhar. E desde que tenho uma casa para governar com o meu R., os gastos são muito mais ponderados. Mesmo. Porque se queremos viver e aproveitar para viajar, ir a concertos, etc, não podemos (mais eu, vá) andar a comprar malas e sapatos e roupa só porque sim. Se não dá para tudo, fazem-se escolhas ;)

    Quanto ao natal, já fiz a lista do que dar a quem, coisas só mais elaboradas para os pais e o marido, de resto coisas simples e baratas. É só tirar uma tarde e ir tratar do assunto :)

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  2. Também já fiz a lista das prendas a oferecer às pessoas principais. E como não ganho por aí além e as poupanças que tenho amealhadas não são para mexer para já, há que ponderar bem no que oferecer. Será mesmo só um miminho para lembrar a época!

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  3. Eu também procuro sempre coisas com significado e que acho que a pessoa vai gostar mas dentro do meu orçamento, com preços que acho aceitáveis, sem exageros.

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  4. o melhor a fazer é comprar as prendas no comercio de rua,onde as coisas conseguem ser mais baratas e se tiveres sorte até encontras promoções !

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  5. É verdade! Por isso é que quando é altura de fazer compras, só me vem à cabeça a Primark. A qualidade pode não ser de topo, mas dá bem para os gastos e os preços são muito acessíveis.

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  6. É por isso que últimamente tenho evitado shoppings e até de cuscar lojas online. O que uma pessoa não vê não quer! Mas tb dou por mim a pensar exactamente como tu, é uma triste realidade.

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  7. Ainda ontem comprei umas botas na baixa de Coimbra por... 15 euros. Mas claro que, para encontrar aquelas, bati os olhos em muitos e muitos pares por 40-50 euros. Eu até gostava mais dessas todas, mas preferi optar por umas mais simples, bonitas na mesma, e mais baratas. Com o que sobrou já posso comprar outra coisa qualquer. Mas realmente é um abuso... Uma Zara nem se fala!

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