segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Esta sou eu...

O meu problema não são os inúmeros filmes que vi ou todos os livros que li, as expetativas irrealistas criadas por contos de fadas ou histórias de vida verdadeiramente perfeitas. O meu problema não são as conversas fantasiadas uma e outra vez, encenadas na minha cabeça sem saírem do backstage para o palco da vida. O meu problema não é, sequer, a procura da perfeição que não existe, os padrões altamente elevados, as expetativas difíceis de corresponder.

O meu problema é ser apaixonada e impulsiva, uma mulher de afetos. É dizer tudo o que penso e sentir com excesso tudo o que é bom e tudo o que é mau. O meu problema é amar sem medida, dar-me sem reservas, entregar-me por inteiro a quem não consigo amar só pela metade. Aliás, o meu problema é também não ser uma pessoa de meio termo: tudo o que sinto é extremo e tudo o que faço é até ao fim; não sou de metades nem de sentimentos "assim-assim". Incomodam-me a indefinição, a falta de planos, a desorganização. O meu problema é ser assim, viver e sentir desmedidamente, arrebatadoramente, por inteiro. E depois esperar o mesmo tipo de vivência, de entrega, de dedicação do outro lado. Esperar que me entendam as vontades incontroláveis e os impulsos que tenho que libertar, "porque se não digo isto morro". Confiar que me compreendem estes arrebatamentos de saudade, de dor, de incertezas, de amor, de medo. E esperar que os outros façam o mesmo. 

4 comentários:

  1. é complicado, pois nem todas as pessoas são assim..

    kisses***

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  2. É bom quando os outros fazem o mesmo... mas muito dificilmente todos o fazem.. depois é preciso saber lidar com o resto ;) beijinho

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  3. É mesmo complicado querermos aquilos que nós damos aos outros... porque a maioria das vezes não é correspondido! Mas há excepções e isso é que importa!

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  4. Pelo menos (e já é muito), reconheces a tua essência. Não é um mau princípio.

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