quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Não vejo qual é a vergonha de o admitir, como se fosse pecado.

Sou consumista. Pronto, está dito. Aquela coisa de "ah, as coisas boas da vida não são coisas", "investe em experiências, não em bens" e tretas que tais são muito bonitas e têm o seu fundo de verdade, mas porque não investir em experiências e em bens materiais?
Eu cá gosto muito de sair com os meus amigos, conhecer sítios novos, dos momentos que se guardam para sempre e das coisas simples da vida. É verdade que quando olhamos para trás nos lembramos de momentos, de pessoas, de sensações que experienciamos numa ou noutra ocasião e não propriamente nas coisas que compramos. Mas estaria a ser hipócrita se dissesse que comprar/ter coisas não me faz feliz.

Gosto muito de comprar roupa nova, sapatos, malas, perco-me por bijuterias. Gosto que me ofereçam prendas e gosto de oferecer também a quem me é importante. Por exemplo, no meu aniversário prefiro que as pessoas pensem em alguma surpresa para mim, percam um bocadinho do seu tempo para estar comigo, um jantar, umas palavras bonitas. Mas se vier acompanhado de uma prenda, melhor ainda. Não vou mentir. Se deixarmos tudo o que é politicamente correto de lado, no fundo toda a gente gosta de receber prendas, de ter coisas, só que parece mal dizer que se gosta de comprar, de gastar dinheiro em coisas nem sempre necessárias.
Toda a gente gosta de ter coisas, somos apegados a bem materiais, embora uns mais do que outros, como é evidente. Se assim não fosse, as lojas de roupa não teriam metade das vendas e só as superfícies comerciais de bens alimentares subsistiam. E não havia estes constantes avanços tecnológicos, ninguém compraria telemóveis xpto de 600 euros quando um de 20 serve os propósitos para o qual precisamos deles: telefonar e mandar mensagens. Não vejo qual é a vergonha de se dizer que se gosta de comprar/ter coisas, sejam elas roupas, carros, casas,...

8 comentários:

  1. Eu cá também gosto de fazer compras, dar e receber! e sim, também sou daquelas pessoas que acha que o dinheiro também é muito importante (e não só a saúde, como quando dizem "o que importa é ter-se saúde" - se não tivermos dinheiro é meio caminho andado para não termos outras comodidades, outra qualidade de atendimento na saúde). É claro que também não sou de esbanjar o que tenho e o que não tenho (até porque, até agora, ainda não ganho permanentemente, só nestes meses de verão). Considero-me é mais contida, desde que comecei a trabalhar no verão, e penso muitas vezes antes de comprar qualquer coisa... :p Mas claro, os bens materiais também têm o seu valor!

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  2. Eh pá, eu também gosto de comprar e consumir.
    Se gosto admito :)

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  3. eu fico muito feliz com pequenas coisas das quais não é preciso comprar, no entanto quando tenho uma panca por um par de sapatos ou assim fico histérica da vida quando os consigo ahah

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  4. Percebo perfeitamente. Também gosto muito de compras. Acho terapeutico até. Tenho o juízo necessário para não fazer compras parvas nem gastar o que não posso mas perco-me em compras também.

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  5. Gosto de consumir, mas sempre com moderação. Tenho noção de que há coisas que não preciso.
    E tens razão, compras coisas sabe Bem e toda a gente gosta.

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  6. Eu acho que tens razão. Desde que não seja em excesso, um miminho para nós próprios de vez em quando.. Faz muito bem à alma!

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  7. Eu também sou consumista, sei que o sou e admito! Tu o que compro é com o meu dinheiro e com o meu trabalho, por isso não estou a cometer nenhum crime :)

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