quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Acho que este foi o ano em que menos saudades tive das pessoas que via diariamente na faculdade. Em anos anteriores, chegava ao final de Julho já com saudades de rever alguns amigos e colegas. Mas este ano não. Para ser sincera, nem me lembro da maior parte deles. Não sei se é por ter tido os amigos que importam por cá, por já ter ido ter com eles lá também, por falar com alguns deles com alguma frequência, mas na realidade sinto muito pouca falta da maior parte das pessoas. Quem interessa mesmo vai mantendo contacto, por isso torna-se mais suportável a distância. Os outros não me importam. Também pode ser por estar cansada e sentir que precisava mesmo de férias, de ter o meu tempo só para mim e para ele, de fazer uma pausa nos dramas todos. Pode ser também uma forma inconsciente de me proteger, já que com a entrada no novo ano letivo vou passar menos tempo na faculdade e, por isso, estou já a desligar-me das coisas de lá. Certo é que nem me lembro da maior parte das pessoas e isso dá-me uma paz indescritível. 

Estou numa fase da minha vida em que só me importa quem se importa comigo. Não estou para correr atrás e fazer esforços para estar em contacto com pessoas que não fazem elas nunca esse esforço também. Por isso é que me importam cada vez mais os amigos verdadeiros, aqueles com quem vou falando quase diariamente, e os outros já são passado. São pessoas que fizeram parte da minha vida mas só isso, neste momento dizem-me muito pouco. Guardo com carinho as coisas boas pelas quais passamos mas já não sinto aquela tristeza ou magoa por ter acabado. Já fiz o luto dessas pessoas, já percebi que a vida é mesmo assim: há pessoas que passam pela nossa vida mas não vêm para ficar. E pronto, há que aceitar isso, sem mágoas ou rancores. Não gosto de manter esse tipo de sentimento tão negativo, nem consigo. Por muito mal que as pessoas me façam, acabo sempre por perdoar e não guardar rancores, por isso porque raio haveria de ficar chateada com as pessoas numa situação em que o afastamento acaba por acontecer sem ter havido uma situação em concreto, só porque a vida é mesmo assim?
Chegar a este estado de estar tão bem resolvida com a minha vida (pelo menos em alguns aspetos dela) é algo maravilhoso, um sentimento de serenidade que é bom de manter. 

4 comentários:

  1. Percebo bem aquilo que dizes. E é verdade que há pessoas que deixam a sua marca mas não ficam para sempre. Acho que nem poderiam ficar. Mas é muito bom termos essa consciência e ficarmos bem resolvidos connosco e com os outros! :)

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  2. Estou-me a sentir como tu. Pouca falta sinto dos meus amigos de faculdade. A verdade é que também se não for eu a falar com eles, eles também não me dizem nada. Como vou começar a estagiar em Setembro (uma nova fase da minha vida) vou acabar por conhecer novas pessoas. A minha mãe diz que amigos da faculdade só ficam 1 ou dois

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  3. Eu ainda não sinto grande falta dos amigos da faculdade, que são os que já não vejo há mais tempo, até porque temos mantido contato e espero que, mesmo daqui para a frente que já não iremos estar juntos como antes, assim continue. Também não são muitos, nunca fui de ter muitos Amigos. É preferível serem poucos e bons :)

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  4. Gostei muito de ler este texto e da "tranquilidade" (não sei se é a palavra certa..) que ele transmite.

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