quarta-feira, 11 de junho de 2014

Atualmente, fala-se de uma vaga de assaltos na zona da minha faculdade e eu estou a morrer de medo. Sou muito mariquinhas e dos meus maiores medos desde que fui estudar para ali é ser assaltada, precisamente porque achava ser algo que acontecia amiúde. Mas agora a história é outra, há casos todos os dias e um alarmismo geral que me deixa completamente amedrontada. Não pelas coisas que me possam roubar, que o desgraçado que tentar a sorte comigo vai pelo mesmo caminho: nunca tenho dinheiro na carteira, pelo menos não mais do que quatro ou cinco euros, e o meu telemóvel é um daqueles nokias baratinhos que serve única e exclusivamente para mandar mensagens e fazer chamadas. Não há cá smartphones, Ipods, tablets ou computadores. É mais pelo susto da coisa e, claro, pelo medo que me possam fazer mal. E pronto, mesmo não trazendo comigo grandes valores, são as minhas coisas. Baratas ou caras, fico sem elas. 
Hoje tenho exame e vou ter que ir sozinha para lá, por isso o medo é redobrado. Estava a pensar levar o computador para estudar mais um bocado antes do exame, mas dadas estas coisas nem pensar! 


É por isso que eu digo que nada paga a tranquilidade de sabermos que vivemos numa zona segura, onde não precisamos de ter medo de dar um passo sozinhas. Na minha cidade vou onde quero às horas que quero e nunca tenho medo de ser abordada. Posso andar à vontade, mesmo à noite. E isso, comparado com este medo até da sombra, é algo que não se paga. 

2 comentários:

  1. Na minha cidade é o mesmo: não tenho medo de andar sozinha, seja noite ou dia. Há uma ou outra zona que evito; também não sou parva para chamar sarilhos. Agora, medo de andar sozinha, de dia ou de noite já tive, uma vez em Lisboa. Estava a passear, a tentar não dar muito ar de turista, e tive a mesma pessoa a andar atrás de mim durante algum tempo. Fiz uns quantos desvios e passou, mas a ansiedade, o aperto no peito ficou...

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