quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Just let go


Hoje passei uma tarde adorável com dois amigos, perdidos entre compras e um lanche docinho. No meio das nossas conversas desgovernadas e dos mil temas que inevitavelmente vamos misturando, acabamos por chegar os três à conclusão que já não temos idade nem paciência para dramas. 
Cheguei a um ponto na minha vida em que quero paz e sossego. Chega de mexericos, de diz-que-disse, que dramas parvos. Chega de viver em função dos outros, dos problemas dos outros, do que os outros possam achar disto ou daquilo.  A minha vida não está exatamente como a queria, como a imaginava a esta altura, mas tenho que viver com isso. Tenho pessoas que quero bem e que me querem bem. Tenho uma família pequenina mas unida, um emprego em part-time que me ocupa a mente e me enche o bolso, tenho os estudos para me focar e ocupar e tenho saúde e determinação para levar as coisas para a frente. 
Estou cansada de me preocupar com coisas que não interessam. Preciso, mais do que nunca, de pensar em mim e no meu bem-estar. Tenho que ser egoísta agora, agora que posso, que sou jovem e que ninguém depende de mim. Tenho que me focar em mim, nas coisas que gosto, naquilo que quero fazer, que quero conquistar. Tenho que pensar em todas as coisas boas que a vida me tem trazido, sem deixar que a mágoa pelas coisas perdidas se instale durante mais tempo do que devia. Estou farta de pensar no que poderia ter sido se..., no que poderá ser se ..., o que será que me espera o futuro, etc. E isto é muito difícil para mim, mulher de planos e de listas e de organização. Isto de não saber o que esperar, de não ter nada definido, deixa-me completamente à nora, como que desgovernada e sem raízes. Mas é mais uma coisa que tenho que aprender, mais uma coisa a mudar, mais um hábito a implementar. 
Este ano, apesar de ser quase quase no fim do ano, faço 22 anos. E se por um lado ainda sou muito nova para tantas e tantas coisas, sinto também que está na altura de me deixar de tretas e de probleminhas sem sentido, típicos de adolescentes, porque já sou uma mulher adulta. Por esta altura a minha mãe já era casada e já era mãe. Chega de viver os dramas do costume, aquelas coisas que não lembram a ninguém. Daqui a nada tenho um título de mestre a definir as minhas habilitações. É altura de crescer, tornar-me ainda mais madura, de pensar mais em mim enquanto pessoa, no que quero ser, no que quero fazer. Não estou para despender tempo e energia em coisinhas sem sentido, como se tivesse novamente 14 anos e vivesse tudo a mil à hora. Quero serenidade para a minha vida que é sempre feita a mil. Quero rodear-me de quem importa, de quem realmente tem algo a acrescentar à minha vida. Tudo o resto é acessório. E daqui para a frente ocupará muito menos espaço na minha vida. 

3 comentários:

  1. Espero mesmo que continues a focar-te em ti, na tua felicidade e tranquilidade.

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  2. Acho que fazes muito bem ! Também já fui mais de pensar no que os outros poderão achar, etc etc ... acho que chega a uma altura da vida que percebemos que temos que mudar o caminho :)

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