sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Dizem que o tempo cura tudo e eu não duvido, a longo prazo acredito ser verdade. Mas e enquanto não passa? E quando os dias são enormes, com tempo mais do que suficiente para pensar e repensar os problemas, para mudar mil vezes de perspetiva e atitude? Tu és forte, tu consegues. Não sou nada, não aguento mais, vou ligar! Não vais nada, tu és forte! Mas eu quero ligar, eu quero falar, eu preciso de falar. E isto o dia todo, TODO. Todo o dia este dilema, este conflito forte versus fraca na minha cabeça, a amachucar-me o coração como se faz a uma bola anti-stress. Porque é isso que sinto a toda a hora, o aperto constante no peito, como se me estivessem a arrancá-lo ou a amassá-lo. 

O pior de tudo é a incerteza, esta espera por algo que pode nunca mais chegar. E voltam os conflitos interiores, as mudanças constantes de ideias, qual bipolar, a vergonha de estar a sofrer tanto e a sentir-me tão vulnerável. Vulnerável e só, desesperadamente só, porque não há ninguém (pelo menos quem eu quero) para me confortar. E nem sequer me consigo abrir com ninguém, o que está a ser ainda pior. Eu preciso de falar, de saber, de acabar com esta incerteza. Eu preciso de certezas e de respostas que vão ao encontro daquilo que seria mais do meu agrado. Eu preciso que este sofrimento acabe, preciso de me sentir feliz e completa outra vez. E isso está fora do meu alcance e é o que mais me custa, não poder fazer nada porque nem sequer posso falar para resolver o assunto. Estou a morrer por dentro e não sei quanto mais tempo isto vai durar.