quarta-feira, 24 de julho de 2013

A genuinidade das crianças apaixona-me

Ontem fui à praia e uma senhora já com uma idade avançada tropeçou e caiu, mesmo em frente a um miúdo com três ou quatro anos. Claro que toda a gente viu a senhora cair, mas ninguém fez comentários, até que o miúdo começa a rir descaradamente e a apontar pra senhora. Senhores, o que eu me ri do miúdo!

Foi uma situação muito constrangedora pra mãe, certamente, porque toda a gente sabe que não se deve rir destas coisas, coitadinha da senhora. E em situações normais, fosse o miúdo mais velho, eu não teria achado piada nenhuma à situação. No fundo, é uma falta de respeito estar ali a rir da senhora, coitadinha, que nem sequer ninguém a foi ajudar. E se fosse meu filho, eu teria passado o raspanete de que não se faz isso, que é feio rir das pessoas e mimimi.  Mas foi tão engraçada a reação dele, aquele riso tão sincero, tão natural, não de troça, mas de quem achou mesmo piada à situação.  Só as crianças são capazes de reações assim, sem amarras sociais, sem preocupações com o que é bonito ou feio fazer, para o bem e para o mal. E é por isso, também, que eu adoro crianças, com a sua ingenuidade e sinceridade brutal. 

5 comentários:

  1. Concordo! Adoro a genuinidade das crianças. Não têm maldade nenhuma. É pura inocência. Comovem-me de tão queridas que são!

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  2. A espontaneidade das crianças é , de facto, surpreendente. No caso que descreve penso que é como diz, ingenuidade, inocência, simplicidade e não é ainda falta de educação ou gozo intencional.

    http://www.lavarcabecas.blogspot.pt/

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  3. Sendo uma criança tudo de perdoa, e as gargalhadas do miúdo devem ter valido a pena, até à senhora que caiu.

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  4. Como se costuma dizer: "Saiu-lhe!"

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