quinta-feira, 28 de março de 2013


O meu gato é a coisinha mais amorosa do Mundo. Era um amor quando era mesmo pequenininho e dormia na garrafeira da cozinha e continua amoroso agora que está grande (e muito gordo) e dorme em cima da manta do sofá. 

O meu gato não morde, não arranha, não salta pela mobília nem desfaz cortinas. Mas come as plantas que a minha mãe tem por cá, de vez em quando gosta de afiar os dentes em nós (mas só na brincadeira, não magoa) e não pode ver comida em cima da mesa.

O meu gato senta-se na cadeira que fica vazia à mesa, like a sir, com as duas patas da frente apoiadas na extremidade da mesma, pra ver o que estamos a comer e, se possível, afiambrar-se de algum pedacinho sem ninguém ver. 

O meu gato é, muitas vezes, meu irmão, meu afilhado, meu filho. Porque a minha mãe é meia totó e às vezes engana-se e diz "vai ter coma tua irmã/madrinha/mãe", vá-se lá saber porquê. 

E eu, que apesar de gostar de animais e tudo e tudo não sou dessas loucas por gatos que volta e meia falam dos bichos e que passam a vida a tirar fotos e que os tratam como filhos, afeiçoei-me ao bichinho. É um amorzinho, esta coisa gorda. Mesmo que já me tenha dado cabo de uns fones e que adore mandar ao chão as minhas coisas do quarto. Gosto dele quando está a dormir ao meu lado no sofá, embalado pelo barulho das teclas do computador e até quando corre desenfreado pela sala, como se alguém o quisesse matar ou coisa do género. Quem não percebe estas coisas ou não tem coração ou nunca teve um animal de estimação, com tudo o que isso implica. 

3 comentários:

  1. Tens sorte, as minhas gatas sobem mesmo para a mesa, para verem o que estamos a comer. ahahah

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  2. eu percebo-te! e como é bom ter um bichinho desses em casa... é um amor!

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