segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Tenho imenso respeito pelos emigrantes "a sério", aqueles que têm que deixar o país para poder pagar as suas casas, as suas contas, para poderem dar de comer aos filhos, para que os filhos possam ter acesso à educação e que de outra forma não o podiam fazer. Aquelas pessoas que se vêem à rasca aqui e que se fazem ao caminho, não ficam à espera de subsídios e coisas que lhes caiam do céu. Pessoas que vão à luta para terem uma vida estável, para poderem ter uma vida digna. Respeito imenso que tem que o fazer, a necessidade é tramada, e não deve ser nada fácil deixar tudo para trás e ir assim à procura de oportunidades que cá não surgem.

E depois há os outros que me fazem espécie. Aqueles que vão pra fora, andam aí a fazer-se de coitadinhos porque cá só ganham ordenados de mil euros pra cima e isso não dá para as férias, nem para os três carros, nem para ir jantar fora todos os dias. Ó gente, tenham dó. Querem emigrar para ganhar pipas de massa e serem ainda mais ricos, terem ainda mais luxos? Óptimo, sejam felizes, cada um tem os seus objectivos de vida, há sempre quem queira mais e mais. Não condeno. Mas que não se façam de pobrezinhos, coitadinhos que tiveram que emigrar, viram-se forçados a deixar tudo, porque não é assim.

E depois ainda há aquelas que mandam os maridos pra fora mas ficam por cá a aproveitar os lucros do trabalho deles. Os maridos a trabalharem feitos mouros, longe de casa, sem elas e sem ninguém da família, enquanto elas aproveitam o dinheirinho que eles mandam para andarem sempre todas arranjadas, ir ao cabeleireiro todas as semanas, andarem todas enfeitadas com as roupinhas mais in. Poupem-me, a sério. Que tipo de mulher prefere ter estas coisas todas ao marido? Eu cá preferia andar mais simplezita, trabalhar mais, poupar mais, e ter sempre ao meu lado o meu amor, do que andar aqui toda pimpona enquanto ele estaria fora sozinho, sabe Deus em que condições, e tê-lo comigo só nas férias xpto que ele trabalhou um ano inteiro para podermos fazer. Prioridades. Eu não consigo compreender, a sério. 

4 comentários:

  1. Não há paciência para esse tipo de "emigrantes".

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  2. Lá nisso tens razão, alguns enervam e fazem-nos perder o respeito.

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  3. Podes crer! Mesmo! Não entendo essa gente, só fazem isso porque o que sentem não é amor. Digo eu. Eu dava tudo para estar em Portugal, houvesse lá lugar para mim!

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