quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


"O meu melhor amigo é o maior porque:
- me convida a ir ter com ele a qualquer hora
- está sempre disposto a ouvir-me
- me diz "estás mais magra!"
- consegue fazer-me rir de tudo e de nada
- me diz "levas uma chapada que te tombo", mas é com carinho
- me manda mensagens fofinhas a dizer que tem saudades minhas
- vê Anatomia de Grey comigo e delira tanto quanto eu
- nunca me julga
- diz que eu sou linda e maravilhosa
- às vezes perde a noção das coisas e me dá pancadas com mais força do que devia (e pede desculpa e ri muito feito parvo)
- me liga a qualquer altura do dia só para dizer olá ou porque se lembrou de mim a fazer/ver/ouvir não sei o quê
- completa as minhas frases e eu as dele
- tem um imenso orgulho em mim, apesar de eu não saber bem porquê
- nunca me cobra nada, mesmo que estivesse no seu direito

 E porque é meu amigo há muitos anos e eu gosto muito dele, como se ele fosse meu irmão."
                                                                                                    Outubro de 2010

Recentemente reli este post e fiquei com um aperto enorme no coração. Tenho saudades, muitas saudades. 
As pessoas dizem que sim, que mudar de ares, de rotinas e de pessoas não afasta aqueles que realmente estão unidos pelo coração, mas é um bocadinho mentira. Podemos mandar vinte mil mensagens por dia, marcar vinte mil cafés, falar sobre tudo, mas não é igual. Eu via esta pessoa TODOS os dias da semana, sentávamo-nos juntos (ou perto, vá) em todas as aulas, partilhávamos quase tudo. E agora ele está lá e eu lá também, mas noutro lá, um pouco mais longe, cada um na cidade que nos acolheu aquando da entrada na Faculdade. Vivemos  (agora praticamente só ao fim-de-semana) na mesma cidade, a poucos minutos de distância, mas a incompatibilidade de horários estraga muitas vezes a vontade de estarmos perto. Portanto, quando vos disserem que nada muda quando duas pessoas passam a estar mais tempo afastadas, não acreditem. Muda. Muda um bocadinho, dependendo do vosso esforço, empenho, dedicação e do tipo de relação que mantêm. 
Mas o mais incrível, e isso eu posso garantir-vos que é mesmo verdade, é que quando se dá o reencontro, é como se nada tivesse mudado! Falamos feitos tagarelas, rimos como loucos e somos uma dupla terrível! :) E continuo a ser vítima de porrada e ameaçada com "uma chapada que te tombo!", sempre com o maior carinho, como quem trata mal um irmão :)

7 comentários:

  1. sim, muda. pode mudar muito, pode mudar pouco, pode nunca mais ser a mesma coisa, pode ficar tudo mais ou menos igual... depende do esforço de cada uma das pessoas (afinal, tb não pode ser só uma a dar) e da relação que vinha de trás. eu tenho sorte porque o meu melhor amigo é o meu namorado :)

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  2. É bom ter essas amizades. Tenho duas amigas que só vejo de meses a meses... mas adoro-as sempre da mesma forma.

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  3. Muda um bocadinho, claro, é diferente estar à distância de uma palavra, de um olhar, sempre, ou de uma chamada, de uma mensagem. Enfim. Faz parte da vida. Acredito que quando se quer mesmo muito conseguimos dar a volta. E é bom quando isso acontece :)

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  4. concordo contigo, as pessoas valorizam mesmo demasiado o 18º aniversário. No entanto já decidi que vou passar a tarde com alguns amigos, porque, afinal de contas, nesses dias ninguém quer estar sozinho não é?! (:
    ler este teu post fez com que também me desse um aperto no coração... aconteceu-me mais ou menos o mesmo com o meu melhor amigo e é realmente mau. sente-se falta das mais pequenas parvoíces que não fazíamos com mais ninguém.

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  5. não há melhor que os amigos. sem amigos, a vida não faria sentido nenhum!

    www.viagensnomeucaderno.blogspot.com

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  6. Querida, tenho um miminho para ti no meu blog! Beijinho!

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