sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Incoerências

Adoro aquelas pessoas que acham que vão ser os melhores pais do mundo e super liberais e respeitadores da liberdade e individualidade dos futuros filhos. Aqueles que dizem muito confiantes que furar as orelhas às meninas quando elas ainda são bebés devia ser proibido e nunca o vão fazer. Vão deixar que seja a menina a decidir se quer ou não ter as orelhas furadas, porque pai nenhum deve impingir isso às filhas. O corpo é delas e é uma decisão que devem tomar quando forem maiorzinhas. Que horror, que espécie de pais atentam assim contra a individualidade e liberdade de escolha das suas crianças?!

Mas depois dizem que as vão baptizar, porque é assim que tem que ser, foi assim que fizeram com elas e é algo que se faz. Porque obviamente é muito mais marcante para uma criança e muito mais abusivo furar as orelhas sem saber que a menina irá querer do que impingir uma religião às crianças, obriga-las a ir à catequese e à missa. Basicamente levam-nos a acreditar em algo, a seguir os seus mandamentos e uma série de rituais que afectam de certa forma a nossa vida sem nos perguntarem nada. Mas isto é visto como normal e aceitável por estas pessoas que defendem tão afincadamente a liberdade de escolha das crianças.
As pessoas gostam de ser extremistas mas e são incoerentes. Acho isto ridículo.

10 comentários:

  1. nada impede a criança de, no futuro, mudar de religião...ou até virar ateu!

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  2. Não concordo 100% contigo. Isso das orelhas até acho bem, aliás, é o principal motivo pelo qual eu, com 19 anos, não tenho as tenho furadas. Mas os pais agem de acordo com aquilo que acreditam e acham que é melhor para os filhos. No caso da religião, como já foi dito, nada os impede de quando crescerem mudarem de crença ou simplesmente não acreditarem. Era a mesma coisa que não os colocar na escola, porque iriam esperar que quando crescessem escolhessem se querem estudar ou não.

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  3. Concordo com o teu ponto de vista, mas percebo que os pais tomem decisões importantes para os filhos, como a educação, a saúde etc. Os extras são isso mesmo, extras.

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  4. Eu sou católica, foi assim que fui educada, e pretendo educar os meus filhos nesse sentido, mas não os vou "impedir" de mudar de religião quando crescerem. Mas também se tiver filhas vou-lhes furar as orelhas e elas mais tarde também podem querer tirar os brincos.
    Concordo contigo na incoerência de acharem que os filhos são capazes de tomar certo tipo de decisões como furar as orelhas e depois não terem essa mesma abertura com a questão de decidirem que religião querem seguir.
    Acho que até certa idade os pais tem todo o direito de tomar certo tipo de decisões pelos filhos, até porque apenas querem o melhor para eles, mas nada invalida que quando os filhos crescerem não vão por outra direcção e aí as consequências têm que ser acarretadas e assumidas por eles próprios.

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  5. Concordo contigo numa parte e discordo noutra.
    Concordo no que diz questão às orelhas, hoje tenho dois furos e o 2º foi porque eu o quis mas o primeiro fez-me a minha mãe quando eu era pequena. Quanto à religião, penso que deste um mau exemplo, pois como já foi dito aquilo eles ao crescerem podem perfeitamente mudar assim como as orelhas podem perfeitamente deixar fechar o buraco ! .)

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  6. Concordo inteiramente contigo. Incutir uma religião prévia ao simples acto de falar ou andar, não faz sentido, para nem falar do facto de ter alguma capacidade intelectual que permite perceber o que é a religião. Incutir crenças em pleno processo de desenvolvimento da criança, parece-me o suficiente para influenciar bastante a decisão futura (continuar a religião que lhe escolheram, mudar, ou simplesmente não seguir nenhuma), e sim tem a liberdade para escolher, mas com toda a certeza que a escolha é condicionada. É isso que está errado, no momento em que temos capacidade para entender, aí sim os pais deveriam intervir, participar activamente e informar.

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  7. sabes que coerência é algo difícil de encontrar ... :))

    bom f.d.s princesa**

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  8. Todos queremos ser os melhores pais do mundo... e acho que devemos tentar sê-lo! No entanto, as pessoas não são perfeitas e erram... é normal. Gabarem-se de que são os melhores e que fazem sempre as escolhas certas, é estúpido! Até porque as escolhas certas são, muitas vezes, relativas... : )

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  9. eu sou crente, fui batizada quando era bebé, catequeses, comunhões se afins. e também já disse que não ia fazer isso com os meus filhos, porque têm o direito de escolher e tal. mas no outro dia ouvi uma mãe a dizer mais ou menos o seguinte, já não sei onde: a minha missão como mãe é orientar o meu filho para aquilo que creio ser o melhor caminho para ele. depois, quando ele tiver consciência e me souber dizer "não, eu não quero isto", então eu respeito a opinião, a escolha dele. mas como mãe, o meu dever é encaminhá-lo para o que acho correto.

    ainda não penso em filhos, mas acho que concordo com isto.

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  10. Agora disseste tudo! Tenho a mesma opinião em relação ao baptismo, deve ser uma opção da pessoa, que só deve ser tomada quando ela tiver consciência suficiente para a tomar de livre-vontade.

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