quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


Viver com alguém, que não os nossos pais/família, pode nem sempre ser tão fixe como pensamos. Se por um lado é muito bonito termos a nossa independência, por outro há coisas que não são assim tão agradáveis. Como termos que ser nós a fazer a nossa comidinha, as compras, pôr a lavar, secar e guardar roupa, limpar a casa, todas essas preocupações que não temos (ou temos, mas mais diminuídas) quando moramos com os papás. Não há a mamã a fazer o jantarinho quando chegamos da faculdade esfomeados nem saímos prontinhas e felizes da vida sem ter que lavar a pilha de loiça do almoço. É uma canseira :) Agora a coisa torna-se ainda pior quando se partilha a casa com alguém que é diferente de nós e tem outros hábitos.
Sou apologista da diversidade e acho que deve ser muito tedioso viver com alguém certinho e direitinho, que mede milimetricamente o comprimento da toalha de mesa, deixa tudo sempre imaculado, se chateia se vê um cabelo no chão. Acho que a piada de dividir casa enquanto estudante está, também, nas diferentes personalidades que se cruzam. Mas tudo tem o seu limite.
Para mim, que sou a maníaca das arrumações e gosto de ter sempre tudo organizado e limpo, faz-me alguma confusão alguns hábitos das minhas colegas de casa. Para mim a loiça tem que ficar sempre bem lavada e deve ser arrumada logo que seque ou que alguém se digne a limpá-la, o que nem sempre acontece. Tal como acho ridículo arrumar-se a cozinha sem se varrer o chão (ainda pra mais elas fazem imensas migalhas!). O quarto delas é o cúmulo da desarrumação, o típico caso que as mães se costumam queixar. Mas isso já não me diz respeito. Se há coisas que tento que façam como eu gosto, também há outras tantas que faço à maneira delas. Tudo na base da cedência e da compreensão. 
Ao menos no mesmo espaço, sou eu que controlo tudo. O meu quarto está sempre arrumado, limpo e cheiroso. A cama sempre feita, as coisas nos seus devidos lugares, a roupa arrumada no armário. Não gosto de bagunça. 
Anyway, tudo isto para dizer que não é tudo tão fácil como parece. Há que fazer cedências, deixar para lá, ver e deixar passar algumas coisas, dividir tarefas. Mas acima de tudo, há que gostar das pessoas com que se vive. Porque eu não partilho casa com elas, eu VIVO com elas. É diferente. Somos amigas, passámos por muitas coisas juntas, damo-nos super bem e adoramos estar umas com as outras. Sinto falta delas quando venho para a minha casa, porque não é igual. Apesar de todas as coisas que possam correr menos bem, lá somos uma família, a família de lá, onde é sempre bem-vindo mais um e outro e outro. 

4 comentários:

  1. Há 4 anos fui morar com a minha melhor amiga e tive a pior experiência da vida. Hoje em dia, nem falamos mais do que o cordial estritamente necessário :/

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  2. não deve ser fácil, mas é um excelente estágio para uma vida em casal ;)
    **

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  3. claro que as pessoas são diferentes, mas se ainda por cima és amiga delas acho que tens todo o à vontade para te sentares com elas e dizeres que as tarefas têm de ser divididas... mesmo na vida de um casal, onde há amor e compreensão e ajuda e tuditudo, isso às vezes falha ;p

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  4. como te compreendo.. no meu caso, vendo pela tua perspectiva, só partilho casa, não vivo com as minhas colegas. eu sou desarrumada por natureza e odeio tarefas domésticas. contudo, nunca saio de casa sem lavar a louça, fazer a cama, etc. pelo respeito que tenho por quem vive comigo! :) de resto, sou apologista que no quarto, cada um sabe de si.. agora nos espaços partilhados, tem que haver conciliação :)

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