quinta-feira, 24 de maio de 2018

Estou desanimada

Não sei o que se passa mas sinto-me cansada o tempo todo. Nem é cansada fisicamente só, é um cansaço generalizado. Acordo já cheia de preguiça, sem vontade para nada. A minha força anímica está pelas ruas da amargura e eu nem sei porquê porque estou mesmo feliz. Pareço uma ingrata mas a verdade é que nem tenho por que me queixar. A vida corre-me bem, dentro dos possíveis. Tenho trabalho (e bem sei a falta que um trabalho faz na nossa vida, por isso sou grata), tenho finalmente o meu espaço e as minhas coisas, não me falta dinheiro para as contas do mês (embora não sobre, mas pronto, sempre dá para o gasto e isso já é bom), estou saudável, recomecei a fazer exercício físico mais afincadamente, tenho amigos e família por perto, estou numa fase excelente da minha relação mas... Não sei, sinto-me sempre cansada, com preguiça, não me apetece fazer nada. 

Vejamos um exemplo. Na próxima semana vou estar fora em trabalho e vou viajar de avião pela primeira vez na minha vida adulta. Quando soube desta viagem, em Dezembro do ano passado, estava toda entusiasmada mas agora nem sequer me apetece ir. Já nem posso ouvir falar do que vou fazer na próxima semana porque esta semana já só tenho tratado disso. O pior é que sei que vou gostar, que vou voltar da viagem toda contente e entusiasmada com o que lá vou fazer, mas não me apetece ir. Já me sinto cansada só de imaginar que tenho que passar os dias sorridente, de saltos, bem arranjada e a fazer de montra para um bando de pessoas que nunca mais vou ver na vida. Só pensar nisso já cansa. Isso e fazer as malas. Estão a ver o estado em que eu estou? Não me apetece fazer nada. Acho que preciso mesmo é de descansar e de férias (que nem sei se vou ter férias a sério este ano). Estou cansada de fazer sempre as mesmas coisas todos os dias. Preciso de sair, de arejar a cabeça, de fazer coisas que gosto. 

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Mudasti!

Quando era mais nova, odiava ter que me desenrascar sozinha, ter que ir a algum lado e ser eu a falar com as pessoas, nem sequer gostava de ir a um restaurante e ser eu a pedir o que eu queria. Ainda hoje sou um bocado assim nos restaurantes, porque fico indecisa, mas nada como antigamente e às vezes é mais preguiça do que outra coisa. Sempre fui muito despachada, mas um pouco acanhada em algumas situações. Agora perdi as vergonhas (não é que antes fosse muito envergonhada, mas...).

Acho que este trabalho me mudou muito nesse sentido. Estou mais desenrascada. Faço muitas mais coisas sozinha, já não me sinto tão constrangida a falar ao telefone. Aliás, agora não me custa nada ter que ligar para algum serviço e reclamar de alguma coisa ou pedir ajuda. Antes fugia disso a sete pés, agora estou sempre em cima do acontecimento. Qualquer coisa que fuja do meu controlo, lá estou eu a ligar para os serviços para perceber o que se está a passar. Além de que, quando a minha família precisa de ajuda, sou sempre eu a ligar e a resolver os problemas desse tipo. Já não tenho vergonha nenhuma de fazer perguntas, de querer saber tudo ao pormenor. Gosto muito mais de ser assim.  

Ainda tenho um longo caminho pela frente, algumas coisas ainda não me sinto muito à vontade a ser eu a fazer, ainda tendo a puxar para a minha zona de conforto, mas isto com o tempo e a prática vai lá!

terça-feira, 22 de maio de 2018

Weirdo

Eu sei que a maioria das pessoas foge a sete pés de burocracias e papéis, mas eu adoro preencher papeladas. Algumas burocracias seriam escusadas (tipo ir a algum lado e depois ser preciso um documento qualquer de outro lado diferente, que tem que ser preenchido noutro local qualquer, etc etc), mas regra geral eu adoro preencher papéis. Respondo sempre a questionários quando alguém faz aqueles pedidos para trabalhos da escola/faculdade, inquéritos para consumidores, até estou inscrita numas quantas plataformas de recolha de dados. Gosto mesmo. Além de gostar de papeladas, gosto imenso de organizar coisas. Acho que daria uma excelente secretária, tinha mesmo paciência para organizar a agenda de terceiros, gerir o dia, dar recados, atender e fazer telefonemas... Gosto tanto destas coisas!
Eu sei, sou muito esquisita.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Aguentem hormonas!

A pessoa já é uma romântica incurável, adora histórias de amor, vê tudo com o filtro cor de rosa. A pessoa tem 25 anos, acabada de sair de casa, anda naquele clima de honeymoon, já anda com o relógio biológico a dar horas há anos. E o que se sucede? A pessoa passa o fim de semana com pessoas grávidas, a pegar em bebés ao colo. Como se não bastasse, foi o fim de semana dos casamentos. Além do casamento real, ainda houve pelo menos um casamento em todas as séries/seasons finales que vi este fim de semana! Não há coração que aguente. Quero casar e ter um bebé para ontem!

sábado, 19 de maio de 2018

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Há nomes e nomes

Porque é que as pessoas insistem em colocar aos filhos nomes que nem eles mesmos sabem pronunciar? A camada de "Rubems" que eu conheço... É sempre do nome que me lembro primeiro quando penso neste assunto. Se nem os próprios pais pronunciam o nome dos filhos corretamente, não esperem que os outros o façam. 

Não tenho filhos mas já fiz várias listas mentais de nomes que gosto para possíveis bebés que posso ou não vir a ter no futuro. Há imensos nomes que adoro e que foram completamente colocados de parte porque sei que correria o risco de ter crianças com nomes pronunciados incorretamente. Se sei que correria esse risco e não gostaria da pronunciação incorreta do nome, nem sequer seria uma hipótese. Mas isso sou eu, que sou uma esquisitinha nestas coisas (e noutras tantas). É que eu detesto quando pronunciam o meu nome erradamente (e é um nome normal, comum até) portanto não queria isso para um filho meu.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

There is no such thing as too many books | Os filhos do afecto by Torey Hayden



Comprei este livro em segunda mão num grupo de facebook que alguém aqui aconselhou e estava com o coração nas mãos. Este e o outro que li recentemente e já fiz review, eram os dois livros desta autora que me faltavam ler, mas não me apetecia nada dar cerca de 17€ por cada um. Pesquisei nesse grupo e consegui comprar os dois por 19€, já com portes incluídos! Estava cheia de medo que a pessoa ficasse com dinheiro e não enviasse os livros, mas correu tudo bem. Os livros chegaram até mim quase como diretamente de uma livraria. Estão em super bom estado, nem parece que alguém já os leu antes. Ficam perfeitos na minha estante, junto com os restantes livros da Torey :) Certamente continuarei a procurar livros naquele grupo!

Quanto ao livro, não vou fazer um resumo das temáticas da Torey porque já toda a gente conhece e há imensas reviews de outros livros dela neste blog. Passando à frente, este livro em específico centra-se em quatro personagens principais: um menino autista que não fala, uma menina com lesões cerebrais causadas por maus tratos, um menino que viu o pai ser morto pela madrasta e uma menina grávida. Todos eles apresentam problemas de aprendizagem e/ou de socialização, provocados pelas suas experiências de vida. Formam uma turma improvável, mas onde todos acabam por se tornar essenciais na vida uns dos outros. 

Gostei muito deste livro. Não acho que seja o melhor da autora, nem sequer são estas as personagens mais dramáticas ou problemáticas de sempre, mas não há como ficar indiferente a tanto amor, tanto carinho. Como sempre, Torey apresenta-nos as personagens de uma forma tão singular, tão especial, que é quase como se cada um daqueles meninos fosse a melhor criança à face da terra. Nota-se mesmo todo o empenho, dedicação e amor que ela devota às crianças, à forma como pensa sobre elas, como as quer ajudar acima de todas as coisas. Adoro isso! Recomendo muito, tal como qualquer outro livro dela.