domingo, 28 de agosto de 2016

Triste realidade

Passei o Verão todo sem comprar (praticamente) nada. Comprei 3 blusas nos saldos em Julho e nada mais. E se querem que vos diga, mais valia nem ter comprado. Uma já a despachei porque me ficava mal na zona do peito e eu nem tinha reparado antes de comprar, outra tem um decote gigante que me enerva de tanto que passo o dia a puxar para cima e outra ainda nem usei porque é de meia manga e está calor. 
Não sinto necessidade de comprar nada, visto que passo os dias a trabalhar. Quando estou de folga, ou vou à praia (e quanto mais prática, melhor) ou estou por casa e o que tenho serve perfeitamente para estar na ronha. A única coisa que preciso muito é comprar roupa para o trabalho, mas isso tem que ser lá na loja e a vontade de gastar dinheiro é zero. Vou remediando com o que tenho, já que as novas coleções estão aí à porta. 

Sinto que nem aproveitei o Verão a esse nível. Gosto sempre de comprar roupa para esta estação, usar blusinhas finas, com pormenores giros nas costas e essas tretas todas. Mas com este calor e pelo facto de estar sempre a trabalhar, nem tenho sentido o Verão a sério. Se passássemos já para os dias mais frescos de Outubro não ia ficar triste. 

sábado, 27 de agosto de 2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Aqui me confesso...

Não percebo toda a histeria à volta da Zara. Já lá comprei algumas coisas quando era mais nova, mas já nem sei quando foi a última vez que lá entrei. Nem é, sequer, uma loja que faça parte da minha lista de lojas a espreitar quando vou às compras. Fui ao site da loja duas ou três vezes, geralmente à procura de uma peça que vi noutra pessoa e gostaria de ver melhor. 

Gostos são gostos, claro, mas eu raramente gosto de algo de lá. O problema é claramente meu, até porque vejo peças da Zara noutras pessoas e gosto. Só quando vou espreitar para mim é que acho tudo muito assim ao estilo "desfile de moda, ninguém usa isto na vida real". Não sei. 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

too much

Pessoas demasiado mimadas dão-me nos nervos. Eu nem sou a pessoa indicada para falar, já que sou tratada como a princesinha por toda a gente com quem convivo: as pessoas fazem-me as vontades, tratam-me muito bem, sou mimada que chegue. Mas caramba, há limites. Enervam-me pessoas mimadas a ponto de acharem que o mundo tem que girar à sua volta e tudo tem que ser da maneira que elas querem, quando elas querem. Pessoas que fazem birras quando as coisas não vão ao encontro do que querem e que fazem grandes cenas por coisinhas mínimas. Tipo uma noiva que vi num programa no outro dia, que fez uma cena porque o vestido que escolheu (e que custou 30 mil dólares, just so you know) tinha menos dois brilhantes na saia do que ela tinha pedido. E o paizinho todo decidido, que se aquilo não se resolvesse, lhe comprava o vestido de 45 mil dólares que estava na montra. Só lhe faltava deitar-se no chão e espernear, como uma criança pequena. Menos. Estamos a falar de pessoas crescidas, adultas, que deviam saber-se comportar, em primeiro lugar. Boa educação fica bem a toda a gente.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

There is no such thing as too many books | Um grito de socorro by Casey Watson


Comprei este livro numa promoção do Continente, sem dar muita importância à sinopse. Pensei que nem fosse gostar muito mas estava barato e decidi arriscar. E ainda bem que o fiz porque fiquei positivamente surpreendida. Embora com menos qualidade, assemelha-se ao estilo da autora Torey Haiden, com histórias verídicas da relação que esta vai estabelecendo com crianças com quem trabalha. Concretamente:  

"Quando Casey Watson recebe Sophia no âmbito do programa de acolhimento, imediatamente se apercebe de que algo não bate certo. O comportamento de Sophia é inconstante e manipulador e a jovem está habituada a conseguir tudo o que quer, reagindo violentamente quando a contrariam. Parece só ter olhos para os homens da família de acolhimento e trata as mulheres com insolência. À medida que o tempo passa, Casey apercebe-se de que este comportamento esconde uma infância repleta de dor e abusos. Mas, quando as explosões violentas de Sophia começam a ameaçar a integridade física dos membros da família, Casey pergunta-se se será a pessoa certa para ajudar esta menina profundamente perturbada" (wook)

Apesar de ter gostado da história e de ter ficado bastante embrenhada na mesma, e tendo em conta que me fez lembrar muito os livros da Torey, esperava mais. A escrita é simples, fluída, de leitura fácil e tem alguma qualidade, mas ainda assim esperava mais. Há muitas coisas que me fizeram revirar os olhos a ler, como o facto de a autora passar o livro a acabar capítulos intensos com "mal eu sabia o que estava para acontecer" ou algo do género. Dá sempre aquela ideia de que ainda ia acontecer algo pior no capítulo seguinte e faz isto em diversos capítulos, muitos mesmo. Irrita um bocado. Não sendo um livro fantástico, também não é mau. Aconselho, ainda assim, a sua leitura. Cumpre bem o seu papel, se quisermos uma leitura mais relaxada e simples. Talvez vá ler mais livros da autora, pela curiosidade que tenho em saber se tem outros melhores e pelas histórias que são, inegavelmente, boas. Gosto muito deste tipo de histórias que metem essa coisa das psicologias lá pelo meio :)



terça-feira, 23 de agosto de 2016

"Cada erro, cada reguada", como faziam no meu tempo...

Ao que tenho visto por pessoas que me são relativamente próximas, começo a ficar com medo do que se aprende nas escolas. É que há uma questão que se impõe: quem são estas pessoas, que estão constantemente a dar erros, para um dia ensinarem crianças a ler e a escrever? Deus me livre. Conheço duas, que tenho adicionadas no facebook, que são professoras primárias e não há uma publicação que não tenha um erro ortográfico. Juro que fico com medo. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Formas de ser/estar

Vivemos numa época em que todos gostam de ostentar, de ter mais e melhor do que o vizinho, de seguir as tendências, ao mesmo tempo que se apregoa que menos é mais, que o minimalismo é que é, que ter menos torna-nos mais livres, mais ricos. Não vou negar que adorava ser do tipo de pessoa que acha que já tem o suficiente, mas a verdade é que quero sempre mais; sejam coisas, sejam experiências, etc. Penso que, acima de tudo, esta questão de ter ou não ter coisas, de ser feliz com pouco ou com muito, passa essencialmente por questões de prioridades e objetivos de vida. A mim não me interessa ter uma casa cheia mas depois não ter dinheiro para sair dela, não ter experiências fora dela porque gastei tudo a recheá-la. Contudo, também não me interessa ter imensas experiências diferentes, viajar quando quero, comer fora quando me apetece, comprar roupa que não preciso mas quero e depois não ter um lugar a que chamar lar, onde me sinta confortável. 

Não ligo a marcas, não sou de "tenho que ter porque os outros têm". Compro o que gosto e o que preciso. Não me faz confusão nenhuma não ter os itens da moda, usar o que todos usam, ir onde todos vão. Isso é meio caminho andando para sermos mais poupados, menos consumistas. Esta necessidade de termos o que os outros têm só para não ficar para trás é algo que já não me diz nada há muitos anos, felizmente. E é também por isso que sinto que tenho feito melhores escolhas e tenho poupado mais, sem me privar das coisas que realmente importam. Sim, porque não vale a pena cortar em tudo para poupar uns trocos e ser minimalista. Acabamos por ter o dinheiro mas não termos as experiências, não fazermos o que queremos/gostamos. É tudo uma questão de bom senso e de definição de prioridades. Para muitos a prioridade é ter coisas de marca, ir aos sitios in, fazer o que todos fazem: nada contra! Para outros será ter uma carteira mais recheada, ter mais espaço nos armários, viver com menos, sentirem-se mais livres: tudo bem na mesma!

Lá está, como já disse, gosto de ter coisas. Gosto sempre de poder ter mais isto ou aquilo, experienciar algo diferente. Mas nem sempre é possível e faço muitas questões a mim mesma antes de decidir comprar/fazer algo porque não quero cair no erro de ter coisas que não preciso ou gastar dinheiro desnecessário. Este ano tem sido fácil na questão do consumismo porque se trata de uma questão de poupança. Meti na minha cabeça um objetivo e assim será. Sei que andava a gastar muito em coisas que não precisava e que não faziam a diferença na minha vida só pelo gosto de comprar e de ter. A verdade é que decidi que prefiro ter esse dinheiro para a concretização de planos e sonhos maiores. Gastar em mil e uma coisinhas ou naquela coisa/plano/objetivo? Prefiro gastar o meu dinheiro e a minha energia em algo que me fará feliz a longo prazo, apesar de tudo. Tem sido uma máxima que levo comigo este ano, que estou sempre a pôr em prática e a verdade é que sinto diferenças na minha vida, na minha forma de estar e na minha conta poupança!

sábado, 20 de agosto de 2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Dias corridos

Estou de volta e já é sexta-feira. Estes dias voaram! Não há muito a contar. Estive sempre a trabalhar e, nos dias de folga que tive seguidos, aproveitei para ir ter com os meus pais onde eles estavam a passar férias. Foram só dois dias mas já valeu a pena simplesmente por não estar em casa nem no trabalho. Infelizmente os dias passam num instante quando estamos de folga ou férias, por isso soube a pouco. Apesar de tudo, foi melhor que nada! Regressei hoje ao trabalho, já vim embora e já estou "jantada" e de banho tomado. Agora tenho pela frente o fim de semana inteiro de trabalho e mais a segunda que também é de fecho e depois vêm as folgas outra vez. Entretanto já fez um mês que comecei neste trabalho e não consigo dar conta da velocidade a que a vida passa...

Farta de compras

Não fosse ter que comprar roupa da loja para trabalhar, acho que não gastaria dinheiro nenhum em lojas num futuro próximo. Já estou farta de ver roupa e de estar enfiada em ambiente de shopping. É só gente, só barulho, só confusão. Já não posso ver roupa à frente. Juro que não sei como é que as pessoas gostam tanto de shoppings. Eu sempre gostei de ir às compras, mas nunca como passatempo do tipo "não tenho nada para fazer". As pessoas só estão bem em centros comerciais. Se está chuva, é porque não se pode ir para mais lado nenhum; se está calor, é porque no shopping está mais fresco por causa do ar condicionado. É ótimo para a economia, claro, e nós queremos é que as pessoas comprem para cumprirmos com os nossos objetivos de vendas. Mas credo, as pessoas em Portugal não sabem aproveitar o seu tempo livre sem ser às compras. Nem nas férias vão à praia, à piscina, fazer um picnic, ... Metem-se todos nas lojas, na maior parte das vezes só mesmo a ver e desarrumar, em vez de irem apanhar ar, sair, passear. Já estou cansada de ver pessoas e de tantos ajuntamentos :) Que ninguém me convide a ir a shoppings nos próximos tempos!

domingo, 14 de agosto de 2016

There is no such thing as too many books | Um novo amanhã by Dorothy Koomson




Sinpose da Wook: "No final dos anos 80, em Londres, duas meninas de oito anos partilham o mesmo nome e a mesma paixão pelo ballet. Nada as poderá afastar uma da outra, nem do sonho de, um dia, se tornarem bailarinas profissionais mundialmente famosas. 
Mas um ato de maldade de um homem destrói todos os sonhos de infância e promete derrubar de vez o mundo das duas amigas. E, assim, Veronika e Veronica seguem caminhos diferentes e invisíveis, desprovidos de fantasia ou esperança. 
Vinte anos depois, as memórias da amizade e a necessidade de mudar de vida vingam, forçando um novo cruzar de caminhos e a busca de um novo rumo, juntas."


Mais uma leitura desta autora. Como sempre uma leitura simples, com capacidade para nos cativar de inicio a fim e com uma boa fluência de leitura. É fácil gostarmos das personagens e nos envolvermos na história destas duas amigas. Gostei muito, como gosto sempre de todos os livros desta autora. É um livro com alguma intensidade emocional, mas não é pesado ou difícil de ler. Achei que a história era diferente do que é habitual, gostei do trabalho de pesquisa que foi feito e nota-se que houve cuidado na elaboração da história. Recomendo!

sábado, 13 de agosto de 2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Sabes que cresceste quando...

... em vez de invejares os teus colegas/amigos/pessoas no geral que andam por aí a curtir 3 meses de férias em sítios variados, que têm vida para andar sempre em viagens, festas, jantares e saídas, tens inveja daqueles que já têm vidas estabilizadas, carros, casas e filhos. 

Uma vidinha daquelas que muitos consideram chata (vidinha caseira, de trabalho-casa, com uma casa própria, com a pessoa que escolheste para a tornar um lar, com filhos e o jardim e o cãozinho) é tudo o que eu invejo neste momento. Claro que também gostaria das saídas e das férias e dessa despreocupação toda, mas neste momento estou muito mais voltada para a construção do ninho do que em andar a bater asas por aí. Com quase 24 anos sinto-me uma ave rara, uma velhota por dentro. As pessoas acham que ainda devia andar por aí a "aproveitar a vida", como se aproveitar a vida fosse só namoriscar com todos, sair, ir a discotecas, beber até cair, não ter responsabilidades, e que ainda tenho muito tempo para pensar em assentar. Eu já só penso nessa parte.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

There is no such thing as too many books | Amor de perdição by Camilo Castelo Branco


Esta coleção de clássicos é das coisas mais fofinhas de sempre e não resisti em comprar. Já tenho uns quantos livros, já li alguns e tenho outros ainda em espera. Confesso que comprei porque as capas me captaram a atenção. Se é bom termos conhecimento dos clássicos, ao menos que seja uma edição fofinha para os colecionar :) 

Sempre ouvi falar deste livro e tinha muita curiosidade em ler para saber, afinal de contas, qual era toda a cena à volta do livro. Este conta a história de dois apaixonados e o desenrolar da sua história de amor trágica.
Gostei mas não adorei. Já tinha lido, desta mesma coleção, uns quantos clássicos assim mais trágicos, com histórias a tender para o dramático e já estava um bocado cansada do género. Confesso que acho a história meio dramática demais, mas isso é porque tenho em conta a forma como o amor e as histórias de amor funcionam nos tempos de hoje (e não posso explicar mais porque não quero dar spoilers). Ainda assim, não deixa de ser um livro muito bem escrito, com grande valor para a literatura portuguesa e que aconselho.  Um clássico é um clássico.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Pokemon go

Um jogo que faz os seus jogadores saírem de casa, caminharem e andarem ao ar livre enquanto jogam tinha tudo para dar certo, só não sabia muito bem sobre que faixa etária o jogo iria recair mais.
Primeiro achava que era demasiado perigoso para as crianças que andam por aí sozinhas à caça (e bem sabemos no que deu em alguns casos, com roubos à mistura) e que, para adultos, seria só parvo. Achava que seria um jogo mais indicado para adolescentes, miúdos que normalmente já vão saindo de casa e, aproveitando o jogo, iam também jogando à medida que saiam. Nunca pensei jogar porque achava que não ia ter paciência e confirma-se. Mas depois percebi que é uma loucura transversal, para todas as idades, gostos e feitios.

Instalei o jogo depois de ter visto como funcionava no telemóvel de outra pessoa. Achei engraçado e também queria um Pikachu! :) Joguei nesse dia e parei. Cacei alguns pokemons e pronto. Depois voltei a jogar no dia seguinte só um bocadinho e a febre passou. Não vou sair de casa de propósito para caçar pokemons. Se estiver na rua e alguém falar, sou capaz de me lembrar e começar a jogar novamente, mas ir propositadamente a algum lugar para caçar pokemons já é algo que me ultrapassa. Aquilo gasta bateria comóraio e não estou para isso.

É algo que nunca pensei que fosse ter a afluência que teve, muito menos por parte de tanta gente tão diferente. Pensei eu que seria uma coisa mais específica de certo tipo de pessoas e não que ia agradar a tanta gente. Tenho amigos que andam para aí feitos loucos a apanhá-los todos. Todos querem ser Ash's desta vida e falam do jogo, dos pokemons que já têm, de onde existe este ou aquele tipo de pokemons. Nunca na vida imaginei que fôssemos falar disto no meu grupo de amigos, sinceramente. Com conhecimento de causa, ainda por cima. Até a minha sogra instalou o jogo e já tem mais pokemons que eu! 

Tirando a parte em que as pessoas ficam loucas e não têm cuidado para onde se dirigem, as coisas que fazem e os perigos que correm, acho que é um jogo mesmo engraçado e não percebo como é que tanta gente critica. É um jogo como outro qualquer, não faz mal a ninguém. Ah e tal porque as pessoas andam na rua feitas parvas a olhar para os telemóveis, sem ver as pessoas que lhes aparecem à frente, sem ligar ao que os rodeia. E? Todos os dias fazemos isso ao responder a uma mensagem, quando fazemos telefonemas, quando vamos consultar as redes sociais. O jogo não contribuiu para um maior isolamento, como dizem, mas fez muita gente sair de casa, por exemplo. E conhecer zonas perto de casa, monumentos e coisas em que nunca tinham reparado. Que mal tem isso? É melhor jogar fechado em casa um jogo qualquer? Ao menos assim saem e apanham ar!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

work

Talvez seja por ainda não ter encontrado o emprego dos meus sonhos, seja lá isso o que for, ou simplesmente é assim a vida de adulto, mas passo a vida à espera das folgas. Que vida deprimente, de facto. Anseio chegar a casa, conto as horas para estar de folga, imagino mil vezes na minha cabeça as coisas que vou fazer quando sair do trabalho... Vivo para as folgas, a sério. Arrasto-me para o trabalho com o pensamento de "só são 6 horas" ou "faltam só dois dias até estar de folga outra vez". A minha vida (ou será a de todos os trabalhadores?) é isto: passar a maior parte do meu tempo no trabalho, para ganhar a vida, sonhando com as horas ou dias que faltam para estar outra vez em casa ou ir àquele jantar ou ver aquela pessoa, as folgas, as férias, os dias de descanso em geral. 

A vida é mesmo assim. Temos todos que trabalhar para sermos/termos alguma coisa na vida. É com o trabalho que compramos o conforto da casinha para a qual passamos as horas de trabalho a sonhar voltar. Mas não é deprimente pensar que passamos a nossa vida a trabalhar, a fazermos coisas que não gostamos e a aturar gente com quem não queremos estar para depois podermos usufruir do nosso tempo a fazer as coisas que verdadeiramente nos preenchem, a ver as pessoas com quem realmente queremos estar? É mesmo assim, a vida é assim, mas não deixa de ser deprimente. 

Não me interpretem mal: sou uma pessoa trabalhadora. Não tenho medo do trabalho, faço o que for preciso, o que tiver que ser para poder ser financeiramente independente e minimamente estável. É o que todos desejamos. Mas daí a dizer que adoro trabalhar ou que morria se não trabalhasse... Ou, pior, como aquelas pessoas que dizem que se ganhassem o euromilhões iam trabalahr na mesma. Shame! Pessoas que, certamente, não sabem o que fazer do seu tempo livre ou não têm ninguém com quem o partilhar. Eu cá nasci para não fazer nenhum, dava-me muito bem numa vidinha de leituras, séries, sofá e papo para o ar, viagens, compras. Não é ser fútil, é saber aproveitar o tempo a fazer coisas que me fazem feliz. Tivesse eu paizinhos ricos a ver se me metia a trabalhar. Sim sim.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

day off

Pessoas, eu juro-vos que já não consigo passar uma folga em casa. Uma vez por outra, tudo bem, mas com este sol e este calor só apetece sair. Aproveitar a praia, sítios com água e sombra, é tudo o que eu preciso nesta vida quando sei que tenho que trabalhar e está tudo de férias. Desta vez, aproveitando que o meu pai está de férias, rumamos ao Gerês. Cá em casa já toda a gente sabe que, para mim, não é verão se não formos ao Gerês. Adoro adoro adoro. Andava mortinha por ir este ano outra vez, ainda para mais depois de no ano passado termos apanhado um tempinho cocó que não deu para molhar os pezinhos sequer. 

Hoje saímos cedo mas a viagem demorou mais do que contávamos, então quando chegamos já estava quase na hora de almoçar. Costumamos passar logo a fronteira e ir a uma praia fluvial que fica logo ali à entrada de Espanha. Gosto muito mas há peixes sempre de um lado para o outro e isso chateia-me um bocado, confesso. Mas é agradável para parar e almoçar, estar à sombra. Da parte da tarde é que saímos sempre de lá e vamos para a Portela do Homem, para a cascata mais gira de sempre. No ano passado descobrimos que havia outra mais acima daquela onde ficávamos sempre, então este ano fomos para lá. Que bom que foi! Com o calor que esteve hoje só apetecia mesmo estar na água e lá é melhor porque os acessos são mais fáceis e há várias profundidades, tanto dando para mergulhar como para estar só a molhar os pezinhos numas pequenas poças de água que se formam. O único senão é mesmo a imensidão de gente que lá estava hoje. Claro que, em pleno Agosto, é normal estar mais gente que o costume e até nem me senti incomodada com ninguém, mas é sempre mais giro quando não há tanta gente. 

Antes de virmos embora ainda paramos para lanchar num parque mais dedicado aos piqueniques ainda no Gerês, como fazemos sempre. O pior mesmo é a viagem. Com o calor que está, fazer duas horas de viagem num carro velhote e sem ar condicionado é coisa para custar. Mas é mesmo assim, quem anda por gosto não cansa. Ia já outra vez!

domingo, 7 de agosto de 2016

The little perks of life

Ando desde Abril no ginásio. De início esforcei-me imenso por fazer uma alimentação mais saudável também, para não estar a perder tempo e dinheiro e esforço no ginásio e não ver resultados. Pensei que nos primeiros meses ia perder imenso peso logo de rajada porque nunca fazia exercício e, fazendo-o, ia notar logo diferenças. Pois sim. Até há pouco tempo tinha perdido um máximo de 2kgs (apesar da percentagem de gordura diminuir todos os meses). A pessoa desanima, de facto. Eu sei que, ganhando músculo, o peso acaba por nem se notar muito, que temos que ver as diferenças no corpo e nas roupas e não na balança. Mas não deixa de ser desanimador. Tirei a pressão de conseguir emagrecer este ou aquele peso em concreto e comecei a dedicar-me mais ao facto de estar a mexer-me, a fazer escolhas mais saudáveis, a ter uma vida mais ativa. Sem pressa, sem prazos, sem objetivos em concreto ou metas. De vez em quando como coisas que não devia, nem sempre tenho 100% de cuidado com a alimentação, é um facto. Desleixei um pouco essa parte também.

Depois a meio de Julho arranjei outro emprego. 6 horas diárias de muito sobe e desce escadas, nunca paro sem ser nas horas de almoço/jantar, ando de um lado para o outro, muitas caixas que carrego. No outro dia, em casa dos avós do meu namorado, pesei-me só porque sim. A balança dava um número que já não via há uns meses mas pensei logo que estava estragada. Ainda lhe perguntei e ele disse logo que achava que sim, que estava a dar valores estranhos e não estava muito certa. No dia seguinte pesei-me em casa dele e dá o mesmo número. Ele pesa-se e diz que o peso dele está certo, por isso a balança tem que estar certa. Assim sendo, em duas semanas de trabalho, foram-se 3kgs. Mais do que em 3 meses de ginásio. Um emprego onde ganho dinheiro e perco peso? Perfeito! :)

sábado, 6 de agosto de 2016

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A desilusão em 3, 2, 1...

Chego a casa e encontro o meu pai de pano de limpar o pó na mão, uma imagem quase inédita nestes meus quase 24 anos. Todo contente diz-me que até já limpou o meu quarto. Vou eu ao quarto e deparo-me com o cenário de horror. Vejamos: a cama estava por fazer, o tapete estava revirado no mesmo sítio onde o deixei para sacudir depois, a mesinha de cabeceira exatamente como a tinha deixado ontem à noite... Começo a fazer a inspeção ao pó, já a duvidar da suposta limpeza da coisa. Estantes cheias de pó. Aspiraste? Ah, não. Limpaste o pó aqui? Não, está cheio de coisas em cima, não ia estar a tirar tudo. Nos outros quartos fizeste igual? Sim. Então obrigadinha, mas tenho que limpar tudo de novo. Basicamente limpou as superfícies que não tinham coisa em cima, que são o armário e a cabeceira e pés da cama. Sendo assim está tudo muito limpo, claro. Nem vale a pena mexer mais. #sqn

Fico possuída com estas coisas. Poupem-me ao discurso da ingrata, que ele estava cheio de boa vontade e mimimi. As coisas ou são feitas em condições ou não são feitas de todo. Para mim funciona assim. Fazer as coisas pela metade é frustrante só. E estúpido. É como lavar a cara e não lavar o cu. Pode não fazer muita coisa em casa mas vê como se faz, sabe perfeitamente que não se limpa o pó sem fazer as camas ou aspirar, por exemplo. Foi só preguiçoso. Armar-se em bom samaritano que faz as coisas sem que lhe peçam (como devia ser a obrigação dele e de todos os que cá vivem, by the way) só para parecer bonzinho, enerva-me. Eu faço o que tem que ser feito e não bufo nem me armo em espertalhona altruista, oh pra mim que arrumei as coisas que desarrumei, como qualquer pessoa devia fazer. Fico logo com os nervos em franja. Mais vale estar quietinho. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Bad people everywhere

Uma coisa é sabermos das experiências dos outros, outra é vivermos nós as nossas próprias aventuras. Pois bem, eu que trabalho numa loja há apenas duas semanas, estou incrédula com as coisas que já experienciei.

Relativamente aos clientes não há muito que me surpreenda enquanto seres exigentes. Já trabalhei no atendimento ao público, sei o que a casa gasta quanto a exigências e formas de tratamento para com os funcionários. Já pouco me espanta. Contudo, nunca na vida imaginei com as pessoas fossem tão selvagens, com tão pouco civismo. Que me deixem os provadores a parecer uma feira, cheia de roupas pelo chão e a loja toda desarrumada, tudo bem; agora que deixem lixo, nomeadamente restos de refeições que fizeram no shopping em qualquer canto... Já encontrei caixas de take away do McDonald's nos provadores. Já viraram gelado por cima das roupas e pelo chão. As pessoas não têm mesmo noção pois não? 

Quem são estas pessoas? Viveram numa caverna desde bebés e, pela primeira vez na vida, estão a entrar numa loja e não sabem como é suposto comportarem-se? Deixaram-nos cair em pequeninos e nunca desenvolveram capacidades cognitivas suficientes para perceberem o conceito de "ser uma pessoa decente"? Ou são só psicopatas em potência? E aquela questão da empatia, do não faças aos outros o que não queres que te façam a ti? Isso não funciona quando andam a gozar com o trabalho dos outros, pois não? Tendo em conta a minha formação em Psicologia, até tenho pena de o dizer mas cada vez gosto menos de pessoas. 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ódiozinho de estimação *

Pessoas que caracterizam terceiros como tendo "problemas" quando se referem a uma doença física e/ou mental dão-me cabo dos nervos. Toda a gente conhece alguém assim, aposto. Detesto quando as pessoas se põe com subterfúgios, quando arranjam formas suaves de se referirem a coisas concretas, normalmente mais duras. É tipo aquela cena de as pessoas não terem cancro mas sim um "mal ruim" (não me digam que é só na minha terra!?). Dá-me uns nervos. As coisas são para ser ditas tal como são e não é por falarmos delas abertamente (ou, no caso, não falarmos) que a situação se altera. Se eu disser que uma pessoa tem uma deficiência ela não deixa de a ter nem essa deficiência para a ser mais grave; tal como não é por eu dizer que a pessoa tem "um mal ruim" em vez de cancro que a pessoa passa automaticamente a estar saudável. Infelizmente não é assim que funciona. 

E depois parece que a expressão "ter problemas" engloba uma enorme variedade de questões de saúde que estão por nomear. Uma coisa é dizer que a pessoa tem problemas de saúde quando não se sabe ao certo o que é; outra é tratar as perturbações mentais/físicas severas como sendo "problemas". Quando não se sabe ao certo que tipo de perturbação/deficiência/incapacidade aquela pessoa tem, diz-se só que tem problemas e pronto, toda a gente entende. É estúpido. Quando me vêm com essa conversa do fulano de tal que "tem problemas", acabo sempre por dizer "e não temos todos?". Problemas todos temos, incapacidades físicas e/ou mentais nem todos. 

Não gosto deste tipo de eufemismos. 


*digam lá que não tinham saudades destes postzinhos cheios de veneno? :)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

E o meu aniversário cada vez mais perto...

Estamos oficialmente em Agosto, aquele mês, por excelência, das férias! Ótimo, tão bom, tão feliz... para quem tem, efetivamente, férias e as pode gozar. Eu não sou uma dessas pessoas. Vou trabalhar sempre agora. Tive duas semanas de pausa e entretanto comecei a trabalhar, o que é ótimo mas cansativo. Já não tenho férias a sério há uns meses e preciso mesmo de descansar. Valham-me as folgas que têm sido sempre bem aproveitadas. Tenho ido à praia sempre que posso, embora este mês vá ser mais complicado. A ver vamos. De qualquer maneira, em Agosto esperam-me alguns dias de folga que hão de ser aproveitados da melhor maneira. Quem tiver férias, que as aproveite! :)

domingo, 31 de julho de 2016

Leituras

Quem me segue no instagram (espreitem aqui) sabe que me propus a ler 30 livros este ano. É um objetivo um pouco ambicioso para mim, que não tenho lido assim tanto em anos anteriores. Mas tinha tempo livre, tinha vontade de ler e tinha o desejo de comprar mais livros do que no ano passado, por isso defini esta meta para o meu 2016. Até há umas semanas estava a correr tudo bem; já vou com mais de metade do desafio superado. O problema é que ultimamente, apesar dos livros todos que tenho em espera, não me tem apetecido nada ler. Ando com um livro na mochila da praia desde que dei por aberta a minha época balnear e só comecei a ler na última vez que fui, na sexta passada. Não tenho tido muita vontade, sinto que precisava de uma pausa daquele ritmo de leitura. Ler é uma paixão mas às vezes sinto-me assoberbada pelas histórias, demasiado envolvida emocionalmente. E depois sinto uma necessidade de fazer uma espécie de luto quando leio um livro muito bom ou muito marcante, não consigo pegar logo noutro e às vezes o período de espera entre acabar um e começar outro estende-se demasiado. Ando com menos tempo também, é um facto. A ver se recomeço a ler para acabar o ano com o desafio cumprido!

sábado, 30 de julho de 2016