quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Insólitos

Toda a gente brinca com a questão dos testemunhas de Jeová que batem à porta para falar da salvação e mimimi mas eu nunca tinha visto nenhum fazer mesmo isso. Pensei que era piada, um daqueles preconceitos. Até estar em casa e tocarem-me à campainha umas senhoras muito simpáticas que se apresentaram assim mesmo: "Somos testemunhas de Jeová e gostávamos de falar consigo". Senti que, finalmente, fazia parte de algo maior, de um grupo de pessoas que já foi, de facto, abordado por testemunhas de Jeová. 

Ainda estava um tanto ao quanto abananada quando, uns minutos depois, a falar com uma cliente, a mesma se despede e me deseja boas festas. Já se deseja boas festas em Novembro?? Isto fez despertar em mim a dúvida: a partir de quando é socialmente aceite começar a desejar boas festas às pessoas? Há uma data específica? Estas coisas apoquentam-me.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

High ou low maintenance?

A propósito deste post que até me deixou cansada só de ler :)

Sou tipicamente gaja em muitos aspetos. Gosto muito de me arranjar, gosto de cuidar de mim, de me sentir bonita e sou vaidosa qb. Mas sou, acima de tudo, muito prática e detesto perder tempo (e gastar dinheiro desnecessário). 
Há coisas que são praticamente inevitáveis (para algumas de nós mais do que para outras, claro) que são arranjar cabelo, unhas e depilação. Contudo, dentro da inevitabilidade da coisa, há sempre formas de contornar o assunto.  Eu adaptei as minhas rotinas de forma a perder pouco tempo com estas coisas.

Depilação deixei de fazer fora por três motivos: tinha que deixar crescer muito o pêlo para poder fazer com cera, tinha que estar sempre dependente de marcações e levava-me imenso tempo e dinheiro. Não tenho paciência. Toda a vida fiz com lâmina, depois aventurei-me na cera e depois comprei uma epiladora fantástica e que adoro, até ter decidido investir no laser. É um investimento caro, sem dúvida, mas vai-me poupar muito tempo e dinheiro ao longo dos próximos anos. Perco 3min por semana a passar a lâmina, enquanto ainda há pêlo.

Cabelo é a mesma chatice que a depilação: estar sempre dependente de marcações/ ter que ir para a porta do cabeleireiro com as galinhas, para ser a primeira, perder lá horas de vida que nunca terei de volta a ouvir conversas da treta, gastar um dinheirão todos os meses e ainda sair insatisfeita (no meu caso). Nope, not for me anymore. Só corto o cabelo quando o rei faz anos porque adoro tê-lo comprido e quando preciso, dou um jeitinho às pontas em casa. Pintar também já fiz em casa algumas vezes e comecei novamente a fazê-lo.Faço hidratações em casa, lavo e seco como quero, quando quero algo mais especial também sei fazer.  Mantenho um corte normalíssimo (sem franjas ou penteados que impliquem grande manutenção) para não ter que me chatear muito com o assunto.

Unhas de gel ou gelinho? Nope. Arranjei as unhas fora de casa uma única vez! Tenho uma mini coleção de vernizes e é assim que me safo. Gosto de tratar eu destas coisas. Uma vez por semana (quando estou para aí virada, que passam-se semanas sem pôr verniz) perco meia hora a cuidar das unhas. 

Há pessoas que precisam de verdadeiras fortunas para todas estas coisas e cada vez se inventam mais necessidades. Agora é o alongamento de pestanas, a drenagem, as massagens, os alisamentos... Acho ótimo para quem gosta e pode, mas não dá para mim. Quanta manutenção! Não digo que, tendo eu muito tempo livre e nada mais para fazer, bem como uma conta muito recheada, não faria estas coisas de vez em quando, mas sinceramente acho que não iria mudar a minha impaciência para todos estes processos. Nem é uma questão de arranjar tempo, é mesmo uma questão de realmente gostar de todos estes cuidados e ter prazer em fazer estas coisas. Para mim são quase obrigação, na maioria das vezes. Faço porque gosto de me sentir bem e bonita, claro, mas raramente me dá vontade louca de pintar as unhas, por exemplo. Sei que há mulheres que adoram mas eu, se puder fugir a estas coisas que só sugam tempo, fujo!

Vocês que tipo de cuidados é que não dispensam? 
São do tipo mais prático ou adoram estar no salão a ser cuidadas por terceiros? 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A felicidade aproxima as pessoas

Ou melhor, a felicidade aproxima as pessoas que verdadeiramente gostam e se preocupam connosco. Aquelas pessoas que estão na nossa vida mas que não gostam assim tanto de nós (ou que gostam mais delas mesmas), aquelas que nos querem bem, mas nunca melhor do que elas, essas fogem com a felicidade alheia. Mas as que vibram realmente com a nossa felicidade, que nos querem bem, que não têm inveja dos nossos sucessos, essas aproximam-se ainda mais nos momentos felizes. É tão bom! Já aqui escrevi isso, mas eu acredito mesmo que é nos bons momentos e não tanto nos maus que vemos quem realmente interessa manter na nossa vida. É fácil estar presente quando as coisas não estão bem, até porque todos gostamos de nos sentir úteis e dizer uns quantos clichés para aliviar a dor dos outros. Conviver com a felicidade dos outros, com as suas conquistas, principalmente quando a nossa vida não está assim tão boa, isso sim, é difícil!  Por isso, sim, a felicidade aproxima as pessoas que valem a pena manter na nossa vida. Os verdadeiros amigos vêem-se nestes momentos. 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Já anda tudo às compras de Natal?

Não sei se é da aproximação do Natal, mas este fim de semana havia gente por todo o lado! Mais trânsito, mais pessoas nos centros comerciais, mais filas... Ontem até no mini mini shopping da terrinha foi difícil arranjar estacionamento. Estava tudo cheio em todo o lado. Filas enormes nas lojas. Acho ótimo, mas fiquei um pouco preocupada: já anda tudo às compras de Natal? É que eu ainda só comprei uma das prendas! Já sei o que tenho que comprar para as restantes pessoas, mas ainda não comprei nada. Também nem tenho tido muito tempo para pensar no assunto, mas é um facto que já estamos a praticamente um mês do Natal. Nossa, como o tempo passou rápido este ano! 

sábado, 18 de novembro de 2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Senti-me enganada

Cresci com a ideia de que, se estudasse muito e tirasse um curso superior, a minha vida ia ser melhor do que a das pessoas que não fazem nada disso. Crescendo numa terra pequena, ainda por cima, esta máxima de vida é ainda mais evidente. Os pais fazem força para que tenhamos mais do que eles, sejamos melhores, tenhamos mais oportunidades. Numa cidade onde a maioria das pessoas tem o 4º ano de escolaridade, onde até muitos jovens têm apenas o 9º ano, ter um curso superior é sinónimo de ser alguém na vida, de ter possibilidade de alcançar mais. Por isso, assim fiz: estudei muito, batalhei, fui lá e tirei o meu curso superior. E depois?

Depois seguiram-se meses de frustração, muito desânimo e um período negro muito difícil. Senti-me enganada. Passaram a vida a dizer-me para estudar, que se tivesse um curso superior ia ter um bom emprego e uma vida melhor do que a dos meus pais e depois vi-me formada e sem emprego. Na maioria das vezes nem resposta recebia às minhas candidaturas e quando vinha alguma coisa, eram sempre nãos. Não podemos, não temos como, não há lugar para si, Sra Dra. Bela porcaria ser uma Sra Dra, se nem isso não me garantia um emprego. Até hoje não consegui nada na área e acho que desisti de procurar, pelo menos por agora. Faz hoje dois anos que acabei o meu curso e a felicidade que senti nesse dia foi o expoente máximo da minha carreira como profissional formada. Depois disso, a nível profissional só vieram dores de cabeça, chatices, burocracias, limitações. 

Sou infeliz por não estar a exercer a profissão para a qual estudei? Não, não sou. Sou muito mais do que a profissão que tenho ou possa vir a ter. A minha vida é baseada em muito mais do que o contexto profissional. E sou tão feliz agora, mesmo num emprego que nunca imaginei ter. Arrependo-me de ter estudado? Nos momentos de maior desânimo já cheguei a questionar esse percurso, mas não me arrependo nada de ter estudado. O conhecimento, as aprendizagens, as memórias, ninguém mas tira. O saber não ocupa lugar e é sempre uma mais valia a nível pessoal e profissional ter qualificações, ter estudos. E nada me impede de, um dia, ainda conseguir ser aquilo para o qual estudei. Tenho 25 anos e uma vida pela frente, ninguém sabe o dia de amanhã. Mas não é algo que procure agora, nesta fase da minha vida. Acredito que esta ferida já está sarada. Só não posso negar que me senti como se me tivessem a mentir a vida toda. Afinal de contas, fiz tudo direitinho a até agora não tive retorno. É uma sensação de impotência grande. E de injustiça, principalmente.
Por isso digo sempre: estudem porque querem aprender, porque gostam de estudar e querem ter esses conhecimentos. Escolham um curso que vos realize pessoalmente, a vossa paixão, e não a pensar no retorno que poderão tirar daí. Mas não pensem, nem por um segundo, que um curso superior é garantia de um emprego na vossa área, de uma vida melhor, porque, está mais do que visto, que já não funciona assim em Portugal.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Coisas boas a meio da semana de trabalho

Jantar com o namorado. Ter uma desculpa para tirar o pijama e as roupas de andar por casa e arranjar-me mais. A perspetiva de visita de um amigo querido para almoçar. Receber fotos da minha prima bebé. Conhecer um sítio novo. Manter a conversa com a amiga de sempre. Apanhar ar. Surpreender-me com um espaço. 

São (sempre) as pequenas coisas.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

I need to rest

Sei que algo de errado se anda a passar na minha vida quando ontem, deitada na marquesa a fazer depilação laser (que dói pra caraças, não sei se já vos contei), pensei cá para mim que aquele estava a ser dos momentos mais relaxantes dos meus últimos dias. Estar simplesmente ali deitada, ter alguém a "mexer-me", ambiente com temperatura controlada, e não ter que pensar em nada... Que luxo! Até a dor se tornou relativa.