segunda-feira, 18 de março de 2019

No sábado, como tinha dito, fui à minha consulta de nutrição e saí de lá mais motivada ainda para começar a mudança. Nada como ver os números (assustadores) para cair a ficha da realidade. Há muita coisa para melhorar. Saí de lá com plano alimentar personalizado e lista de compras, directa para o Continente. Nesse mesmo dia já segui o plano. Estava com medo de falhar ontem ao almoço, que é sempre em casa da sogra, mas correu tudo bem. Até agora, não tem custado nada, mesmo com o meu irmão a comer gomas e o L. com os seus maltesers. Depois de ver os números na balança, não há tentação que me faça pecar. Confesso que pensei que ia custar mais, mas também ainda só fiz dois dias completos do plano. Acho que o pior é agora com as rotinas diárias e, sinceramente, o meu problema é que não sei o que cozinhar. Preciso de ideias. Tenho ido ao Pinterest mas acho que preciso de fazer uma ementa semanal mesmo, para todos os dias saber o que cozinhar. De resto, vamos ver como corre. Ainda é cedo para dizer que não custa nada mas também acho que o plano é bastante simples. Não há restrições absurdas, apenas substituições. O problema é mudar comportamentos e hábitos enraizados, não propriamente comer o que diz o plano. Enfim, vamos lá ver. Estou motivadíssima para continuar e sinto que precisava mesmo deste compromisso para me manter na linha. Tenho nova consulta em menos de um mês, tenho que apresentar bons resultados!

sábado, 16 de março de 2019

sexta-feira, 15 de março de 2019

Amanhã tenho consulta com uma nutricionista. Estou super entusiasmada para dar uma volta à minha vida. Meti na cabeça que este ano é o ano da mudança e tem mesmo que ser. Como muitas porcarias, não me privo de nada, se me apetece como e pronto. O problema é que passo o dia sentada em casa, saio pouco, quando saio é para ir jantar a casa da mãe ou da sogra, acabo por passar mais umas horas sentada e, ainda por cima, à mesa. Quando estava sozinha em casa ainda tinha motivação para fazer uns exercícios, no verão saía cedo para correr/caminhar antes do trabalho, mas agora nem isso. Tenho uma bicicleta estática mas não lhe dou o uso que devia. Confesso que nas últimas semanas nem me mexi. Estou a aproveitar os últimos cartuchos de vida sedentária antes de começar a sério uma dieta saudável. Ando há que tempos a dizer que tenho mesmo que emagrecer, que tenho mesmo que começar a comer melhor, mas sou um ovo podre. Eu tenho uma autoestima do tamanho do mundo, há sempre vozes na minha cabeça a dizer que sou como sou e gosto de mim assim, tenho que me aceitar, que nem estou assim tão mal... Mas estou. Não é sequer uma questão de aparência (embora também seja, claro), mas sim de saúde. Quando me olho ao espelho não desgosto do que vejo, mas há partes que me incomodam um bocado e nada faço para mudar. Mais uma vez porque as vozes na minha cabeça acham que isso não importa no esquema geral das coisas, que é só um pedaço de carne ou gordura, que sou muito mais que isso, bla bla bla. É tudo verdade, mas este amor próprio também é prejudicial quando me faz manter padrões de vida pouco saudáveis. Tenho que me mexer mais, tenho que comer menos e melhor, tenho que passar menos tempo inativa. 

Tenho desculpas fantásticas para perpetuar este estilo de vida. Acho que o tempo também não ajuda, os dias ainda estão frios, a cama ainda sabe bem de manhã e custa levantar, trocar de roupa e ir fazer exercício. Ao final do dia estou cansada do trabalho, quero fazer coisas que gosto, preciso de um incentivo mil vezes maior para me mexer. E depois não tenho companhia. São tudo desculpas maravilhosas, eu sei, porque realmente ajuda ter alguém que nos puxe, que nos motive, uma pessoa que nos coloque no compromisso. Por isso marquei a consulta. Eu preciso de ter aquela "vigia", preciso de saber que, se fizer merda, a outra pessoa vai saber. Porque sozinha eu penso sempre "amanhã começo", "é só hoje", "também mereço!", "não faz diferença nenhuma!". 

Não quero fazer nada extremo nem tornar-me num palito, mas preciso de recuperar um peso saudável como tinha antes. Nunca fui magra, mas tinha menos 15kgs do que tenho agora. É muito peso a mais. Escrevo isto com vergonha mas é mesmo para ver se ganho vergonha na cara e começo a fazer por mim. Não porque ser gordo ou ter peso a mais seja uma vergonha, mas porque deixar-nos levar numa espiral de desculpas que nos tornam menos saudáveis não é positivo. Que eu tenha conhecimento, está tudo bem com a minha saúde, mas sabemos perfeitamente que ter mais peso do que o recomendado pode tornar-se um problema no futuro. Se eu puder evitar certos problemas, diminuindo os riscos, que assim seja. Seria irresponsável não o fazer. Portanto é isto. Estou na luta para me tornar uma pessoa mais saudável e perder peso. Vamos lá ver como corre. Depois da consulta lá veremos...

quinta-feira, 14 de março de 2019

"O meu trabalhito"

Faz hoje dois anos que saí da entrevista de emprego num dia em que me sentia péssima, para ir direta com o patrão visitar clientes e começar aquele que viria a ser o melhor trabalho que tive até hoje. Depois de ter que trabalhar sábados, domingos, feriados, dias festivos, entrar às 7h da manhã ou sair às 3h da manhã, estar de pé o dia todo, correr de um lado para o outro e ainda ser mal paga, um emprego das 9h às 18h que posso fazer a partir de casa foi caído do céu. Abençoado o dia em que aquela entrevista apareceu na minha vida. É sempre tudo maravilhoso? Não. No ano passado quando a empresa atravessou uma fase muito má, estive sempre com vontade de me vir embora. Todos os dias pensava em desistir. Não é o emprego de sonho e dá-me muitas dores de cabeça, mas é a melhor coisa que já fiz desde que comecei a trabalhar e sem dúvida alguma que é a melhor empresa e a melhor entidade patronal que já tive. Não é tudo perfeito nem tem que ser. Tem as suas coisas más, mas também me tem permitido fazer muitas coisas boas. Comecei a ganhar pouco mas já fui aumentada duas vezes. Não quer dizer que ganhe um salário de sonho, longe disso, mas está bem melhor do que no início e tenho margem para crescer mais. Trabalho a partir de casa, de pijama, no sofá, posso pegar no computador e no telemóvel e ir trabalhar para o outro lado do mundo. Não tenho despesas de deslocação, faço o meu almoço na hora de almoço sem pressas, não preciso de andar com marmitas atrás. Tem mesmo muitas coisas boas.

Tirando a parte dos clientes, que já se sabe que tem os seus quês, a pior coisa é lidar com os comentários das pessoas próximas. Os meus amigos acham maravilhoso que eu trabalhe em casa, claro, mas a maioria das restantes pessoas tem sempre um comentário condescendente para fazer. Caguei uma bicha para essas pessoas, desculpem lá o meu francês, mas lá que isto irrita, às vezes irrita mesmo. Eu até relevo que as nossas avós, que nunca sequer trabalharam fora de casa na vida, achem estranho ou não entendam. A minha avó acha que eu posso simplesmente estar a tratar da casa, a passar a roupa a ferro e demais tarefas, já que estou em casa. A avó do L. volta e meia pergunta se eu ainda tenho o meu trabalhito. Isto enerva-me mas eu percebo que elas possam não entender como é que um trabalho pelo computador é um trabalho a sério. Agora pessoas de outras faixas etárias e com empregos no mundo real, não entendo como podem achar que estar ao computador e ao telefone o dia todo é uma cena bué fixe e fácil e nem sequer é a sério porque não está ali ninguém a controlar. Acho que as pessoas simplesmente não querem entender que há trabalhos melhores que outros, mas isso não significa que não tenham as suas coisas más ou que são todos fáceis e nem deviam ser considerados trabalho. Põe dinheiro na conta, é legal, é ético, é honesto, qual é o problema? Às vezes acho que as pessoas simplesmente têm que dizer alguma coisa negativa só porque elas não tiveram essa "sorte". 

Enfim, tudo isto para dizer que cá estamos nós dois anos depois e o balanço tem sido positivo. Espero que assim continue, que continue também a fazer sentido para mim e para a empresa esta parceria e que continuemos este bom trabalho por muitos anos. Até algum de nós se fartar do outro. Para já, só posso agradecer as oportunidades, que também fui criando. Sem dúvida que sou uma melhor pessoa e uma melhor profissional depois desta experiência. 

quarta-feira, 13 de março de 2019

Hobbies

Não saber o que fazer no tempo livre não é um problema que me afete. Eu arranjo sempre o que fazer para me entreter. Aliás, difícil é deixar de lado os hobbies para fazer coisas importantes como trabalhar e seguir com a vida real. Além das séries e das leituras, agora tenho um novo hobbie que é fazer bordados (falarei disso mais tarde). Só que a par disso, descobri o meu amor por vídeos de restauração de casas. Eu já papava tudo o que é programa deste género, mas agora descobri os vídeos no youtube. Eu adoro um DIY, uma remodelação, umas paredes deitadas abaixo e umas pinturas em portas, armários... Tenho perdido horas a ver vídeos destas coisas no youtube. É relaxante ver uma coisa velha ficar nova. Dá aso à minha veia de decoradora de interiores amadora. Adoro aquilo!

segunda-feira, 11 de março de 2019

Odeio viver em apartamentos

A maior parte da minha vida tenho vivido em apartamentos e não tinha razões de queixa até me ter mudado para morar com o meu namorado. O prédio dos meus pais é no centro da cidade mas é sossegado e os vizinhos são civilizados. Nunca tivemos problemas com ninguém, toda a gente sabe viver em apartamentos, raramente ouvi barulhos dos vizinhos. Claro que há um dia ou outro em que os vizinhos falam mais alto, em que os filhos fazem birras ou correm dentro de casa, mas coisas normalíssimas, muito ocasionais e sempre a horas decentes. Entretanto fui viver com o meu namorado no apartamento da minha madrinha, mais descentralizado, apesar de ser quase ao pé do prédio dos meus pais, e começou o nosso inferno. Claro que não são todos os dias iguais, há alturas mais sossegadas (que é o que nos faz aguentar) e também já nos fomos habituando, mas no início foi mesmo difícil e há dias muito complicados. A porta de entrada está sempre aberta e, quando se dignam a fechá-la, batem com ela, seja a que horas for. No início estavam sempre a estacionar no nosso lugar de garagem porque estavam habituados a que o lugar estivesse vazio (nunca lá viveu ninguém, também não davam uso ao lugar de garagem, claro). A vizinha da frente colocava os sacos do lixo à frente da porta de entrada do nosso andar. Estavam constantemente a bater-lhe à porta aos berros. Mas o pior são mesmo os vizinhos de baixo, de quem já aqui falei várias vezes. Eles são uns selvagens, não há outra denominação possível. Fazem barulho a qualquer hora. Todos os dias de semana acordam às 7h aos berros, os miúdos insultam-se de tudo o que possam imaginar em alto e bom som, correm, põem música tão alta que o chão da minha casa vibra... O casal escolhe o fim de semana para discutir, seja a que horas for. De noite ouço os miúdos a berrar pela mãe e ela manda-os calar aos berros também. Na semana passada, já não sei em que dia foi, eram 3h da manhã e ouvia uma bolinha saltitona a bater no chão daquilo que me pareceu ser o apartamento de cima. Aquele barulho irritante da bola a bater no chão durou horas. Entretanto houve um fim de semana em que fomos acordados às 5h da manhã com os vizinhos de baixo aos berros como se estivessem numa esplanada à hora do lanche. Nesse dia passei-me. Não posso ir a casa deles porque têm histórico de ser arruaceiros e já estiveram em maus lençóis com a senhora que mora por baixo deles. Portanto não quero arranjar problemas e, sinceramente, tenho medo deles. Como a minha madrinha é que é a minha senhoria, pedi que ela fizesse queixa ao condomínio e, só depois, passamos para a GNR, se assim for necessário. Isto tudo para dizer que é preciso muita sorte quando se vive em apartamentos.

Vou aguentando porque sei que é uma situação temporária. Não sei quanto tempo mais vou viver aqui, mas sei que não será para sempre porque o apartamento não é meu. Se eu tivesse comprado este apartamento, já o teria posto à venda, isso posso garantir. A ideia de viver para sempre com estas pessoas por baixo de mim, que não têm consideração por nada nem ninguém, faz-me arrepios. Eu preferia ter prejuízo na hora da venda do que viver o resto da minha vida com estas pessoas. Viver aqui faz-me ter medo de um dia comprar um apartamento porque nunca sabemos o que nos pode calhar na rifa. Podemos ter vizinhos civilizados como os dos meus pais, mas podemos encontrar uns selvagens como estes que moram no meu prédio. Não é uma coisa que eu queira arriscar, neste momento. Sei, por outras pessoas, que a situação é quase impossível de resolver porque já outras pessoas se queixaram e nada mudou. Eles acham-se com razão, intimidam as pessoas, fazem a vida negra a quem se queixa. O apartamento é deles, portanto não há hipótese de um dia eles deixaram de lá viver. É aguentar, basicamente. Os avisos não funcionam. Portanto ou me mudo ou aturo. Como não me quero mudar nos próximos tempos, lá tenho eu que os aguentar e tentar não me chatear. Mas lá que é uma situação chata, é. Começo a odiar apartamentos, mal posso esperar por ter uma casinha minha.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Diferenças de 4 para 2

Eu sei que já mencionei isto por aqui, mas eu continuo fascinada com a quantidade de tempo que as coisas cá em casa duram. Estava habituada a uma casa com quatro pessoas, reduzir para dois está a ser uma surpresa. O shampoo nunca mais acaba. Cada um tem o seu, mas eu uso frequentemente o dele. Durante um ano, se compramos shampoo três vezes foi muito. Gel de banho a mesma coisa, cada um tem o seu e dura, dura, dura. O mais espantoso foi o detergente líquido para a máquina de lavar. Fazemos cerca de duas máquinas por semana apenas, o que reduz imenso o gasto como é óbvio, mas só agora acabei o detergente que comprei no ano passado por esta altura! Fazemos um uso normal das nossas coisas, não estamos aqui a ver as coisas ao milímetro para poupar ou não gastar, mas as coisas duram imenso ainda assim. Até lenços de papel, que eu uso imenso, só comprei uma embalagem de 24 no ano passado e agora outra. Em casa dos meus pais as coisas voavam. Todas as semanas a minha mãe comprava shampoo e gel de banho, de mês a mês detergentes, essas coisas. Também consigo perceber muito facilmente um padrão de consumo exagerado na casa deles (o meu pai e o meu irmão são pessoas sem regras e senso comum, vá), mas ainda assim não pensei que houvesse uma diferença assim tão grande de 4 para 2 nestas pequenas coisas do dia a dia. 

quinta-feira, 7 de março de 2019

Um ano debaixo do mesmo teto

Faz hoje um ano que partilhamos o mesmo teto, no próximo mês faz 12 anos que partilhamos a vida. Tem sido uma experiência incrível. Nunca me senti tão feliz e realizada como agora, que sinto que somos a nossa própria família e temos a nossa vida independente. Tem sido mesmo maravilhoso. Não há nada que não estivesse à espera e não temos tido grande surpresas - tem sido exatamente como achávamos que seria. Adormecer e acordar ao lado da pessoa que escolhemos para partilhar o resto da nossa vida é uma coisa maravilhosa mesmo. Há dias em que ainda tenho que parar para pensar que isto é real, é esta a nossa vida. Estamos longe de ter a vida ou o relacionamento perfeito, ainda temos muitos sonhos e muitas metas para alcançar, mas conseguimos chegar até aqui. Ainda me lembro de este sonho parecer tão distante e agora é esta a nossa realidade, o nosso dia-a-dia. Que coisa tão boa! Sempre quis que este momento chegasse e sinto que estou a viver o meu sonho. Todos os dias agradeço esta sorte. Temos tido momentos menos bons, como toda a gente tem, mas a nossa relação está ainda melhor, estamos mais fortes, mais unidos. Nem acredito que realmente já passou um ano,  parece que foi ontem que nos mudamos. Que venham muitos e muitos anos mais para que continuemos a partilhar a casa e a vida um com o outro.