sábado, 17 de novembro de 2018

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Se calhar sou eu que conheço as pessoas erradas, é possível, mas todas as mulheres que conheço que tiveram filhos não planeados acabam por ser as maiores apologistas de que toda a gente deve ter filhos e que todos os casais vão passar por "acidentes" daquele género. Lá está, a minha amostra pode ser enviesada, mas já me aconteceu algumas vezes ir visitar mães e bebés frutos de gravidezes não planeadas e saio de lá sempre com a conversa de "qualquer dia acontece-te a ti!", "agora é a tua vez!". Eu acho isto bizarro. Uma gravidez não planeada não é aquilo que eu desejo às pessoas, muito sinceramente. Cada um deve ter filhos se quiser e quando quiser, nunca ninguém deveria ser confrontado com uma mudança de vida tão importante assim de surpresa, por um descuido. São coisas que, na minha opinião, devem ser pensadas e planeadas. Um bebé muda tudo. Se querem que vos diga, acho até um bocado ofensivo este tipo de comentário por parte dessas mães. Como se, pelo facto de elas não terem sido capazes de se planear, ninguém ter esse direito e às vezes até parece que desejam isso aos outros como "castigo", para as pessoas verem como é. Ou, pelo contrário, parece que ficam toldadas com a experiência da maternidade e só vêem as coisas boas, por isso desejam que os outros passem pelo mesmo. Não sei, fico sempre dividida. 

Estava a conversar com uma delas num destes dias sobre aquela situação da mulher que me passou a mão na barriga para ver se estou grávida e ela sai-se com um comentário tipo "oh, faz um neném que fica tudo bem". Respondi que assim seria, se tivesse uma certa condição salvaguardada. E ela "um dia destes ainda tens um acidente...". Aquilo caiu-me mal porque acho que é mesmo desnecessário este tipo de comentário. Primeiro por acharmos que o tempo e as razões dos outros não contam para nada, vamos mas é para aí começar a fazer bebés só porque sim. E depois porque parece que estão ali a desejar que nos aconteça o mesmo, uma coisa bizarra.
O curioso nestes casos é que, sempre que me aconteceu, foram comentários vindos de mães adolescentes/muito jovens, cujos pais delas assumiram todas as responsabilidades que a criação de um bebé implica. Acho que estas pessoas em particular, estas que eu conheço, dizem isso porque para elas foi fácil. No caso delas, elas só foram responsáveis por gerar e parir a criança. Os pais delas é que trataram de todas as questões logísticas, fizeram enxoval, pagam todas as contas (delas e dos bebés), ajudam imenso com os bebés e elas puderam continuar a vida delas normalmente, quase como antes. Acho que estas em particular querem que toda a gente tenha filhos porque não estão conscientes de todo o trabalho e despesa que criar um bebé acarreta. 

Eu sou da opinião de que, se estivermos à espera do momento certo, nunca fazemos nada, mas há mínimos que devem ser garantidos. Ter filhos quando os pais não trabalham? Ter filhos quando se vive dependente dos nossos próprios pais? Não estou a falar de condições perfeitas, de ter primeiro a casa dos sonhos, a vida dos sonhos, de ter não sei quanto dinheiro no banco. Tudo isso é válido, se a pessoa achar essencial, mas estou a falar de mínimos. Um dia em que eu tenha um filho, quero poder proporcionar-lhe uma vida decente. Não quero estar dependente de ninguém para me ajudar a criar um filho, que será unicamente responsabilidade minha e dele. Nem quero estar à mercê da boa vontade dos outros e muito menos dependente deles porque me ajudam. Eu vejo estas mães a serem sustentadas pelos próprios pais e a terem que estar caladinhas no que diz respeito a coisas dos filhos, porque quem paga e quem cria são os avós, portanto elas acabam por ter que ficar um bocado mais de parte de certas coisas porque não são independentes. Não reinam só as vontades delas. Têm que se sujeitar. Portanto, eu não quero isso para mim e acho de muito mau tom alguém desejar que eu tenha "um acidente". Não estou livre, como qualquer outra pessoa, mas faço de tudo o que posso para ser eu a ter o controlo da minha vida. São as minhas decisões, é o meu tempo, a minha vida.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O mês de Novembro é um mês de imenso trabalho. Não vejo a hora desta semana e as duas próximas passarem. Todos os dias é trabalhar em contra-relógio, sempre a tentar encaixar mais uma tarefa, sempre a correr. Estou cansada e a próxima semana será ainda pior, muito exigente a nível físico e mental. A sério, não vejo hora de estarmos no Natal. Preciso de férias.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Já não sabem mais o que inventar

Acho que é isto mesmo, as pessoas já não sabem o que mais inventar. Fartamo-nos facilmente das coisas, aborrecemo-nos, e eu acho que é por isso que agora as pessoas só inventam. Não é que agora parece que é moda celebrar "mesversários" de crianças? Mas celebrar em cheio, com uma festa como se fosse um aniversário.
Não é que eu seja contra, até porque não tenho nada a ver com isso e sou super a favor de celebrarmos as pequenas coisas da vida. Acho ótimo. Apenas me parece desnecessário estar a fazer uma grande produção para cada mês de vida de um bebé que nem sequer sabe o que se está ali a passar. Festas daquelas com direito a empresa organizadora de eventos, cupcakes (ainda é moda?), popcakes, bolos e mais bolos, arcos de balões, tudo personalizado e com um tema (festa da moda tem que ter tema). Não estamos a falar do primeiro aniversário que, acredito, dê aquela vontade de fazer uma coisa louca, muito extra, em grande. Estamos a falar de, todos os meses, até a criança fazer um ano, haver uma festa destas todas xpto para celebrar os meses do bebé. 

Eu devo ser mesmo muito parolinha e da parvónia, assumo, porque acho isto mesmo desnecessário. Eu não faria. Claro que as pessoas fazem o que lhes apetece e ninguém tem nada a ver com isso, mas a mim não me apanham numa dessas. Gastar rios de dinheiro para celebrar meses de vida de um bebé que nem aproveita nada da festa, que nem percebe nada do que se está a passar, parece-me mesmo inconsequente até. Mas isto sou eu, que sou pobre. Se calhar esta malta rica dos blogs e dos youtubes desta vida, acha parolo que eu não goste destes "mesversários". Eu acho é que as pessoas já não sabem mais o que fazer, têm esta sede de fazer coisas, de inventar, de ser diferente e, no fundo, de gastar dinheiro.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A lata desta gente

Na minha terrinha, há uma central de cusquices que é uma frutaria ao pé da casa dos meus pais. As pessoas de lá sabem tudo da vida de todos e, quando não sabem por mexericos, procuram as próprias pessoas para fazer perguntas. Admirada estou eu de tantas vezes lá passar em frente e ainda não me terem perguntado se já não vivo com os meus pais, uma vez que me vêem constantemente a entrar e sair com o meu namorado. Anyways. Sucede que obviamente não dou confiança a esta gente. Sou simpática e educada como sou com as outras pessoas, mas sem intimidades. No sábado estava numa loja com a minha mãe e a velha cusca-mor, entra na mesma loja, faz-me uma festa como se fossemos íntimas, passa perto de mim e passa-me a mão na barriga, de cima para baixo. A velha passou-me a mão na barriga para ver se eu estou grávida! Imaginem a minha cara de tacho a olhar para ela, fiquei sem reação, nem disse nada. Eu não sei sequer o porquê da desconfiança, se é por acharem que já devia estar grávida por já viver com o meu namorado, por achar que fui viver com ele por supostamente estar grávida ou simplesmente acham que estou gorda e quiseram confirmar. O pior é que não me admirava nada que fosse agora espalhar o boato que estou grávida, uma vez que sim, de facto estou gorda e sim, tenho uma mini pança, principalmente na parte inferior da barriga (como sempre tive). 

Esta gente não é boa da cabeça. A sério. Passar a mão na barriga de uma pessoa para saber se a pessoa está grávida ou não. Fiquei estupefacta com a lata dela. Pior é que nem lhe respondi! Fico mesmo chateada porque tenho sempre resposta para tudo mas fiquei tão perplexa com a situação que nem tive reação. Isto há gente muito doida no mundo. 

sábado, 10 de novembro de 2018

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

é sempre a sair...

Ontem estava a fazer contas à vida, a ver os gastos do mês passado e a pensar no orçamento deste mês, e pensei cá para os meus botões, que ao menos este mês não tenho que gastar dinheiro em prendas de aniversário. Sucede o quê? De tarde aparece-me em casa o meu irmão e a namorada, que nos veio convidar para o aniversário dela na próxima semana. Eu juro-vos, não há um mês em que não saia dinheiro para prendas. Ou é um bebé que nasce ou alguém que faz anos. Todos os meses. Atenção que não choro as prendas que dou, uma vez que dou porque quero e com gosto, mas lá que há meses em que não dá jeito nenhum, há. E no próximo mês lá vem o natal. Ao menos este ano serão menos prendas. Como vamos viajar, já decidimos em família que ninguém terá prendas. Esse dinheiro será para aproveitarmos na nossa viagem, uns com os outros. Portanto só terei que comprar meia dúzia delas e será versão lowcost, que não dá para mais. Este ano está a levar-me à falência! 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Uma das minhas 489 primas teve um bebé na semana passada. Tenho ido fazer visitas com alguma regularidade e juro-vos que não encontro palavras para descrever o quão relaxante e aconchegante é ter um bebé a dormir nos nossos braços. Aquele cheirinho de bebé, as bochechas macias, as mini mãos, a boquinha sempre a abrir e a fechar, sentir a respiração, as costas do bebé a mexer nos nossos braços... Que coisa tão boa.  Não sei como é que as pessoas que têm bebés conseguem fazer alguma coisa na vida que não seja estar o dia todo a olhar para aquelas coisinhas boas a dormir, tê-las ao colo, apertar bochechas. Apetece-me roubá-la e trazê-la cá para casa.