quinta-feira, 30 de março de 2017

A minha mai' nova...

Faz hoje anos a minha afilhadinha. 13 anos. 13!!!! 13 anos que passaram a voar! E pensar que tinha um ano a menos do que ela tem agora, quando ela nasceu e a vi pela primeira vez. Aquela coisinha minúscula, morena, amorosa... Senti a responsabilidade que teria daí para a frente logo naquele primeiro momento. Muitos anos se passaram entretanto mas a nossa relação mantém-se sempre a mesma, sempre próximas, dentro daquilo que a adolescência estúpida nos permite. 

Comprei-lhe um urso de peluche gigante, como ela queria já no Natal. Tenho a certeza que vai delirar. E é muito isto esta coisa de sermos madrinhas: fazermos de tudo para vermos um sorriso numa pessoa que não é nossa, que não saiu de nós, mas que nos pertence como se assim fosse. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

A essência deste blog (e da minha vida, no geral)


A importância de ter poupanças

Eu sei que não estamos propriamente nos tempos em que toda a gente tem emprego e ganha muito bem. Aliás, infelizmente acho que nunca assim foi. Bem sei que os tempos estão difíceis e é muito complicado arranjar emprego, quanto mais poupar dinheiro, mas é algo extremamente necessário.
Não sei quanto a vocês, mas a mim sempre me foi incutida a ideia de poupar para eventualidades. Ter algum dinheiro de parte para casos de necessidade é algo que considero essencial para o meu bem-estar psicológico. Sei que nem toda a gente o consegue fazer, seja pelos motivos que for, mas também ainda há muita gente que nem sequer pensa nisso, principalmente pessoas mais jovens.

Quando comecei a trabalhar, comecei também a ter dinheiro para as coisas que queria e a gastar muitas vezes só porque sim. Toda a gente o faz, é natural. Sou jovem, não tenho filhos, não tenho casa nem carro nem despesas para pagar. Gastei algum dinheiro mal gasto, sim. Não me arrependo porque acredito que faz parte da idade e da fase da vida em que sentimos que, tendo o nosso dinheiro, merecemos usufruir dele. Ainda assim, sempre fui cautelosa. Mal pude, criei uma conta poupança para onde me retiram, mensalmente, uma quantia acordada com o banco. É dinheiro que nem chego a ver, tal como se fosse um pagamento qualquer. Nem me lembro disso, não penso que aquele dinheiro poderia estar a ser gasto em x ou y. Sempre tive objetivos definidos para a minha vida e ter um certo valor ao fim do ano é algo que me move. Gosto de estipular um valor para atingir até à data x e ir poupando para o conseguir. Infelizmente também nunca tive empregos que me permitissem tirar um valor elevado para essa conta à parte, mas sempre que sobrava ou vinha algum extra, eu própria pegava nesse dinheiro e juntava à poupança. Sou sovina, admito que adorava ver a conta crescer. 

O que é certo é que, também fruto da minha racionalidade e capacidade de distinguir o extremamente necessário das futilidades e inutilidades, consegui viver estes meses de desemprego sem tirar dinheiro da minha poupança e sem pedir nada a ninguém. Mais uma vez, tudo isto facilitado pelo facto de viver com os meus pais e, por isso, não ter despesas associadas a rendas, carros e comida. Este início do meu novo emprego é que está a ser a provação. Posso garantir que, se não fosse essa conta poupança, não sei como poderia arcar com as despesas que tenho vindo a ter que fazer face. Deslocações todos os dias, investimento em roupas para o trabalho e outros pormenores mas que foram necessários para estes dias de viagens, etc. E, ainda que a empresa pague despesas como alimentação e os hóteis, em muitas situações sou eu que tenho que andar com o meu dinheiro à frente, para já. Quando estive em Lisboa, por exemplo, tive que pagar o hotel porque houve um problema com a reserva feita pela empresa. Se não estivesse prevenida, nem sequer tinha como pagar o hotel. 
Estive imensos meses desempregada e é agora que tenho emprego que me vejo obrigada a mexer na conta poupança. Bem sei que, recebendo o meu salário e com o reembolso das despesas que são a empresa a suportar, pouco ou nada terei que voltar a lá depositar, mas ainda assim custa-me mexer ali. E pus-me a pensar que, se não fosse esta minha mania de pensar sempre para a frente, de ter planos e objetivos, de querer ter ali uma certa segurança, nunca teria podido fazer face a todas estas coisas, tal como sei que muitos jovens, na mesma situação, nem sequer teriam uma conta do género a que recorrer.

Eu não consigo viver na insegurança, na incerteza. O que eu puder controlar, eu quero controlar. Ter uma conta poupança, mesmo muito modesta como a minha ainda é, dá-me uma sensação de controlo e segurança que me permite uma certa estabilidade, principalmente emocional. Não me canso de dizer: façam poupanças! Tenham sempre o cuidado de retirar uma parte, por mais pequena que seja, do vosso salário para uma conta à parte, juntem moedas pretas, façam o desafio das 52 semanas, eu sei lá, mas estejam prevenidos. Nunca se sabe quando vamos ficar sem emprego, doentes, ter um acidente, uma despesa inesperada. Pessoas prevenidas valem sempre por duas!

terça-feira, 28 de março de 2017

Cabelo | Intricate braid made easy

Para as meninas que gostam de coisas fáceis e simples: mais simples e fácil do que isto só deixar o cabelo solto ao sabor do vento! :) Fazer duas tranças e depois juntá-las com ganchos na parte de "dentro", para não se ver. Não me venham dizer que nem para isto têm jeito, que senão são mesmo uma caso perdido :p


Elogios

Cada vez mais me apercebo das coisas que são importantes para mim e tenho mais noção das coisas que gosto e do que não gosto. Faço muito este trabalho de autoanálise, não só referente aos meus gostos e interesses, mas à pessoa que sou, no meu todo. Numa destas sessões autocentradas, apercebi-me do poder de um elogio e dos tipos de elogios que melhor funcionam comigo.

Penso que é universal, que toda a gente gosta de ser elogiada pelas características físicas que possui. O nosso corpo, a nossa imagem, é o nosso cartão de visita. Sabe bem saber que os outros nos acham bonitos e jeitosos, que nos elogiem os olhos, as pernas, as mãos, sei lá! É bom saber que nos consideram atraentes ou simplesmente agradáveis à vista, afinal de contas é com esta imagem que criamos as primeiras impressões. Ainda assim, tenho-me apercebido que o que mais me impressiona e me deixa "sem jeito" são elogios a características psicológicas e pessoais, não relacionadas com o meu aspeto.

Na teoria, toda a gente pode ser ou tornar-se bonito. Não há muito a fazer com o nosso tamanho, por exemplo, mas podemos mudar o corte ou a cor de cabelo, colocar aparelho, usar lentes, emagrecer ou engordar, vestir de forma diferente... Depende um bocadinho do dinheiro que cada um tem para investir nessas coisas, podendo mesmo haver a possibilidade de intervenções estéticas de maiores dimensões, mas é bastante possível hoje em dia as pessoas melhorarem o seu aspeto físico. Contudo, questões referentes a traços de personalidade são muito mais difíceis de mudar e requerem um trabalho interno extraordinário que nem toda a gente consegue atingir. Aliás, não sei se acredito que seja possível mudar completamente traços psicológicos, embora a minha formação me devesse iluminar nesse campo. Não acredito que as pessoas mudem da noite para o dia ou que mudem, de facto, mas acredito que possa haver um trabalho que permita atenuar algumas características ou torná-las mais funcionais no dia a dia. De qualquer maneira, depende muito dos casos. Por isso mesmo, quando alguém elogia alguma característica desse tipo, dou muito mais valor.

Além de que eu prefiro ser vista como uma boa pessoa, alguém de bom coração, com valores, com educação, alguém que se dedica aos outros, que se compromete, por exemplo, do que uma menina bonita. Eu sou e serei sempre muito mais do que aquilo que se vê ao espelho, por isso pretendo sempre que os outros consigam ver para lá do meu sorriso ou dos meus olhos... 
Já por diversas vezes me disseram "és uma pessoa bem resolvida" e isso teve um impacto muito maior na minha vida, na minha autoestima, do que qualquer elogio ao meu aspeto exterior. Não sou hipócrita, gosto que os outros me considerem bonita claro, mas estas pequenas coisas fazem a diferença entre ser uma pessoa bonita e ser SÓ uma cara bonita (que, ainda por cima, é um conceito muito subjetivo e discutível, já que o que para um é bonito, para outro pode não ser). Se querem ganhar a minha atenção, elogiem-me características da minha essência e não do meu aspeto. 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Uma espécie de review | Essence all about matt! fixing compact powder

Só não uso mais vezes maquilhagem porque sempre tive a ideia de que dava um ar muito artificial, principalmente no que refere às bases. Depois aprendi o truque de molhar a esponja para dar um acabamento mais suave e comecei a usar mais vezes, só que, ainda assim, achei que ficava com um ar muito oleoso, principalmente com o passar das horas. Descobri recentemente um produto que mudou a forma como vejo  maquilhagem e que tenho usado e adorado. Este: 
Vi reviews antes de comprar e fiquei convencida só pela experiência das outras pessoas que li. Quando comecei a usar, fiquei mais do que satisfeita e só tenho pena de não ter comprado há mais tempo! Realmente dá um acabamento mais bonito à maquilhagem. Como fica com efeito mate, não tem qualquer brilho e parece que nem estamos a usar nada, aliado ao truque da esponja molhada. Nestes últimos dias de trabalho, andava das sete ou oito da manhã até me deitar com maquilhagem e nunca precisei sequer de retocar nada. Claro que, ao fim de muitas horas (10h, 12h) alguns pontos da pele ficam um pouquinho brilhantes, mas nada de especial. O que eu menos gostava do aspeto que a base dava, sem qualquer pó compacto, era do aspeto pastoso de quem vai passar ali o dedo e ficar com marcas. Como o pó fixa tudo, nem sequer há o risco de sujar nada, a não ser que andem a roçar a cara na roupa, obviamente. Estou mesmo maravilhada com este pó! E como é translucido, não acrescenta cor nenhuma. Também não se preocupem com o facto de ser branco porque a cara não vai ficar branca nem tal se reflete nas fotos, por exemplo. Já vi reviews de comparação com outros pós idênticos mas de marcas mais caras e este tem o mesmo efeito mas na versão low cost. 

Só tenho pena de o meu se ter partido todo nas viagens! Quando abri a mala e vi aquilo tudo em pedaços, caiu-me tudo. Ainda só tinha usado um par de vezes e eu adoro coisas novas e bonitinhas. Não sei se a minha obsessão por coisinhas todas "certinhas e direitinhas" me permitirá continuar a usar esta porcaria toda desfeita ou se comprarei outra, mas deixar de usar é que não!

Eu gosto mesmo muito da marca Essence. Acho que a relação qualidade-preço é ótima e tem sempre coisas interessantes para experimentar. Acho a marca ideal para quem começa agora a aventurar-se pelo mundo da maquilhagem ou para quem só usa maquilhagem quando o rei faz anos. Serve perfeitamente os meus propósitos, para já. Já ando de olho noutras coisinhas da marca para experimentar:

Da falta de educação

Sou, acima de tudo, uma pessoa bem educada. Não me importa se gosto ou se conheço as pessoas, mas cumprimento sempre, nem que seja só com um sorriso. Digo bom dia a estranhos, sorrio a quem passa por mim na rua, nos supermercados, nos transportes... Já falei sobre isso aqui. Não sou especial nem melhor que ninguém, apenas fui educada para ser uma pessoa com sensibilidade para estas questões sociais. Cumprimentar quando se chega a um local, dizer por favor e obrigada, são coisas básicas que faço questão de dizer seja onde e a quem for. Detesto gente mal educada que não responde de volta ou pensa que é boa demais para se dar ao trabalho de falar com terceiros, claramente inferiores.

No outro dia estava com o meu namorado na rua quando passou uma antiga colega de faculdade. De facto eu nunca falei para ela na minha vida,ela é que teve algumas aulas com ele, nem tenho sequer boa ideia dela (aliás, acho bem que ela nem se me atravesse à frente muitas vezes, que eu não vou à bola com ela por outras questões). Mas estar ali parada na rua a assistir à conversa dos dois sem que ela tenha sequer dirigido o olhar para mim, quanto mais dizer-me bom dia, foi das atitudes mais rudes que já presenciei. Toda sorrisinhos, dá cá beijinhos e abraços com o meu homem, e nem se me dirige o olhar para sorrir ou dizer bom dia. Foi como se eu nem existisse. Eu não vou à bola com ela, mas esperava, no mínimo, que me sorrisse, que eu faria certamente o mesmo. Nada. Fingiu que eu nem existia. Que pessoa tão sem nível, tão sem educação. Que falta de chá. E não digo isto porque fiquei com ciúmes, que eu sou gaja para estar mais do que segura da minha relação e não me sinto ameaçada por qualquer rabo de saias que se aproxime do que é meu. Apenas fiquei incrédula porque eu seria incapaz de ir cumprimentar um amigo, uma pessoa que eu conheço, e fazer de conta que não via as pessoas que estavam à sua volta. Um sorriso, um olá a todos, qualquer coisa, que a gente também não precisa de sacar logo de beijos e abraços se nem conhece as pessoas, enfim.

A boa educação cabe em todo o lado e são coisas que nem custam assim tanto tempo da nossa existência. Algo que deveria ser do bom senso de cada um, é fator de diferenciação na hora de percebermos o que valem as pessoas. Pessoas que não são capazes de cumprir pequenas regras de cortesia e de bem-estar na sociedade, que não são bem educadas, podem ser tudo o que elas quiserem, ter o que tiverem, mas para mim não valem de nada. Sempre ouvi dizer "Não vale a pena ter mestrado e não dizer bom dia ao porteiro" e aqui está, é isso mesmo. 

domingo, 26 de março de 2017

Resumo dos últimos dias

O meu contrato só tem início em Abril mas, como já disse, comecei a trabalhar logo no dia em que fui contratada, ainda na entrevista. 
Ando em formação e assim será até ver. É uma área diferente que implica entendimento sobre coisas que me passam completamente ao lado e, por isso, para já o meu trabalho é observar, pesquisar, fazer perguntas e, essencialmente, ver como se faz. Como tal, tenho andado a reboque de quem sabe muito da coisa. Não vou mentir, têm sido dias complicados e compridos demais. Estou a gostar muito, mas foram já duas semanas extenuantes. Primeiro porque quebraram completamente com a minha falta de ritmo e depois porque me obriga a imensas deslocações e, acima de tudo, a estar constantemente fora da minha zona de conforto.

Já sei que vou parecer menina da parvónia, mas a verdade é que há imensas coisas da vida que me passam ao lado simplesmente por viver numa cidade pequena e não ter tido, ainda, muitas oportunidades para ver outras coisas. Há aqui todo um mundo novo a explorar.
Na semana passada fiquei num hotel sem pessoas que conheço pela primeira vez na vida. A única outra vez em que tinha estado num hotel foi numa visita de estudo há uma vida atrás. Depois fui sozinha. pela primeira vez, para Lisboa. Foi um filme para mim que nem imaginam. Uma coisa tão simples quanto isto, mas pronto. Felizmente tenho lá a viver o meu melhor amigo, que prontamente me foi buscar à estação e me levou a jantar e depois ao hotel. Foi bem mais tranquilo do que os filmes que fiz na minha cabeça. E depois não há nada que uma boa técnica de imersão não resolva. Para passar o medo do desconhecido, as dificuldades de adaptação à mudança e às rotinas, passei a semana fora de casa. Só dormi em casa na quarta, o resto da semana andamos por aí a pernoitar onde quer que fosse. Foi extremamente cansativo. Passei os dias todos em trabalho, apesar de não estar a fazer grande coisa que não ver como se faz. Mas acordar às 6h ou 7h e estar com o patrão desde essa hora até à hora em que me deitava para dormir, fez com que todo o tempo fossem horas de trabalho, conversas de trabalho, perguntas, testes... Nem a almoçar o homem me deixava estar sossegada sem ter que responder a perguntas, analisar interações com clientes, pensar sobre trabalho. Ligar à família ou ao namorado foi para esquecer, já que acordava cedo, passava o dia em trabalho e quando me ia deitar já não eram horas de telefonar a ninguém.

Enfim, tudo isto para dizer que é realmente muito bom sairmos da nossa zona de conforto. Custa, é certo, mas geralmente apercebemo-nos que somos capazes de muito mais do que imaginamos. São coisas simples, mas que na nossa cabeça, na antecipação do desconhecido, ganham proporções gigantescas e que podem até ser, em alguns casos, paralisantes. Nisto tenho que agradecer à Psicologia pelas técnicas e teorias aprendidas e aplicadas num registo self-service e diy. Há poucas coisas piores do que o medo. O medo, seja ele qual for e como se manifesta, faz-nos sentir pequeninos, incapazes, inseguros. Até o vencermos! Aí sim, sentimos que podemos ser e fazer coisas que nunca imaginamos. E olhem que falo isto mas sou a pessoa mais ansiosa que conheço. E se eu consegui vencer certas inseguranças e medos, qualquer pessoa consegue, sejam essas inseguranças e medos quais forem para vocês. Podem ser coisas muito grandes, podem ser pequenas coisas (como sei que algumas pessoas acharão das minhas), mais fáceis ou mais difíceis de enfrentar, cada um saberá o que o deixa inseguro, com medo, ansioso... O importante é nunca deixar de fazer nada por causa desses medos. Arriscar, ir à luta, enfrentar o que nos deixa desconfortáveis e exceder aqueles limites que impomos a nós mesmos. Vamos lá ver o que é que esta semana me reserva! Para já, confesso que estou ansiosa para que chegue o fim do mês. Até estou para ver como vai ser recompensado todo este trabalho fora de horas.