quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O Mundo é dos espertos

Precisámos de comprar um cabo de rede e conetores para unir um cabo de rede ao outro. Em lojas de informática, o conector custava entre 3 a 8€ (havia uma loja que, com portes, enviava para casa com um custo total de 20€). Os cabos de rede, dependendo do número de metros necessários, andam numa média de 1€ por metro. Claro que eu não entendendo do assunto, sabia lá se era caro ou barato! O pai do meu namorado sugeriu irmos ver em lojas de eletricistas e assim fizemos. Acabamos por comprar o conetor por 0,73€ e o cabo de rede por 0,32€ o metro. Ou seja, os 25m que necessitamos ficaram por 8€ em vez dos 25/30€ que iam custar numa loja de informática. Depois fiquei a saber que este tipo de lojas encomenda diretamente a eletricistas e vende mais caro (o que é super normal, obviamente, já que têm que ter lucro). Se não tivéssemos pesquisado, teríamos gasto muito mais dinheiro sem necessidade e ainda teríamos que esperar que chegasse a casa. Assim, foi só ir aqui à terriola ao lado e ficou feita a festa. Há que pesquisar, minha gente! Faz-me alguma impressão comprar coisas sem fazer uma pesquisa alargada sobre o assunto para comparar preços e não entendo as pessoas que compram sem fazer isto. Eu odeio a sensação de saber que algo que comprei foi muito mais caro do que deveria.
Vai servir de aviso para próximas necessidades: além da pesquisa nos comparadores de preços, tentar perceber onde as coisas podem ser fabricadas/vendidas diretamente, sem recorrer a terceiros que depois revendem por valores mais altos. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Adoro estar sozinha

Nem sempre fui madura o suficiente para aproveitar a minha própria companhia. Houve tempos em que tinha que estar sempre rodeada de pessoas, sempre a fazer alguma coisa com alguém, em vez de aproveitar o meu tempo livre para estar sozinha, fazer coisas só comigo mesma. Depois fui apreciando cada vez mais os meus momentos a sós e agora adoro estar sozinha. 

Nos próximos meses, vou ter sempre dois dias da semana em que estarei sozinha ao final do dia e aos sábados também não terei a companhia do meu namorado a maior parte do dia. Se, aos sábados, gosto de aproveitar para estar com os meus pais, almoçar com eles, tratar de recados, ir a casa da minha avó ou a trabalhar, os dias da semana em que estarei sozinha serão dias exclusivos para mim. A minha mãe até fica um bocadinho triste por eu não querer ir jantar com eles, mas sabem-me tão bem estas horas só minhas. Faço exercício, tomo banho, visto o pijama e fico na sala a ler ou a ver aqueles programas de tv manhosos. Gosto mesmo. Chego a uma altura em que fico cansada de estar sozinha e só espero que ele chegue a casa rápido, mas enquanto estou entretida estou mesmo bem. Fico na minha paz, faço o que quero e como quero, trato daquelas coisas mais chatas do dia a dia, aproveito para fazer máscaras faciais e capilares. Adoro! Hoje é um desses dias, vou aproveitá-lo para cozinhar algo que ele não gosta e ser feliz enquanto como em frente à tv :p

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Q&A - vocês perguntaram, eu respondo

Vamos lá diretos a isto que vai ficar longo. 
Temos algumas perguntas sobre o mesmo tema: curso e trabalho:

Já deu para perceber que trabalhas em casa, que contactas com clientes e tal, mas podes dar mais pormenores?
E também, outras 2 perguntas: o que estudaste e qual seria o teu trabalho de sonho? / Do que vou acompanhando, tenho ideia que não estás a trabalhar na tua área. Arrependeste de ter tirado o curso que tiraste? Se fosse hoje, tirarias um diferente? / Se não tivesses tirado Psicologia, que curso terias escolhido? / Se não tivesses ido para a faculdade, que profissão te imaginavas a ter? / Em que área trabalhas tu e o teu namorado?

Ora então, os mais atentos (e talvez mais antigos) leitores sabem que estudei Psicologia. Tenho mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde e nunca exerci, tirando no estágio curricular. Não fiz estágio profissional para acesso à Ordem dos Psicólogos, portanto não posso exercer Psicologia, pelo menos até ter o estágio feito. Neste momento, não é uma prioridade na minha vida fazer isto. Já escrevi um post sobre isso que irei publicar em breve, mas é esta a situação atual. O meu namorado tirou o mesmo curso que eu, embora tenhamos feito mestrados diferentes, e também não trabalha na área atualmente. 
Trabalho como assistente comercial numa empresa que vende equipamentos industriais, nada a ver com a minha formação. Tem dias que adoro, tem dias que odeio, tem dias em que me é indiferente. Sei que este não será o emprego que terei para a vida e gostaria de fugir da área comercial se for possível, num próximo emprego. Não é que esteja mal onde estou, principalmente por ter a grande vantagem de trabalhar em casa, mas não estou completamente satisfeita e não é o que quero fazer o resto da minha vida, mesmo. 
A Psicologia é a minha grande paixão e tem-me sido imensamente útil, é aquilo que eu gosto, que faz o meu coraçãozinho palpitar mais e não teria escolhido outro curso ou me arrependo de ter estudado isso e agora não trabalhar na área. Antes de Psicologia, achava que gostava de ser jornalista, mas essa ideia saiu definitivamente da minha cabeça e, se hoje fosse estudar novamente, nunca tiraria o curso para ser jornalista. Quanto ao emprego de sonho, não sei mesmo, o que dificulta imenso o meu planeamento quanto à carreira e futuros empregos. Se não tivesse estudado acho que teria na mesma empregos do género dos que tive ou terei, já que não estão ligados à minha área de formação. Eu gosto de fazer imensas coisas diferentes, imagino-me a trabalhar em imensas coisas, mas nenhuma é a dos meus sonhos. Mas na semana passada dei por mim a dizer ao meu namorado que a minha vida de sonho era a da Flávia Calina (conhecem?) porque ela tem o privilégio de estar em casa com os dois filhos e aplicar neles tudo o que aprendeu com o curso que tirou, vê-los crescer, fazer atividades com eles. Se a vida assim me deixasse, gostava muito de ser mãe e dona de casa a tempo inteiro enquanto tivesse filhos pequenos. Adoro crianças, adoraria trabalhar com crianças, mesmo que fossem só as minhas.

Se pudesses, o que mudarias na Humanidade?
Esta é das difíceis! Pensei muito e acho que aquele problema que eu gostaria mesmo de acabar para todo o sempre é o facto de haver quem não tenha um teto debaixo do qual dormir e se sentir aconchegado, bem como haver pessoas que passam fome. São as coisas que mais me doem no coração, saber que há muitas pessoas que não têm o que comer ou onde dormir. Todos merecemos a dignidade de termos as nossas necessidades básicas asseguradas. 

Um defeito teu que queiras mudar mas que tem sido difícil.
Tenho muitos, mas os que mais me custam controlar é a impaciência e irritabilidade. Irrito-me com tudo, tudo me chateia, a menor coisinha já é motivo para me enervar. Tenho a mania de achar que tenho sempre que responder a tudo, que tenho que ter uma ação para todos os comportamentos dos outros. E não tenho, nem dever nem direito. Tenho que escolher melhor as minhas batalhas e reservar tempo e energia para o que importa verdadeiramente.

O que é que as pessoas habitualmente acham de ti à primeira vista?
Já várias pessoas me disseram que, antes de me conhecerem, achavam que eu tinha a mania que era muito especial, mas depois perceberam que sou um amorzinho e que não sou nada como parecia. Acho que as pessoas me acham simpática mas, como sou muito extrovertida e "mandada para a frente", isso é confundido com ter a mania. Quando me conhecem melhor, vêem que é só uma parte da minha personalidade, que é a forma de eu brincar com tudo e falar com toda a gente logo de caras que intimida um bocado.

Se os teus amigos te descrevessem numa frase (ou duas...), o que diriam de ti?
Não sei porque nunca lhes perguntei (mas hei de perguntar, já agora), mas espero que a primeira coisa que saia é que estou lá para eles, sempre, porque é verdade. Movo mundos e fundos se necessário, para ver as pessoas de quem gosto felizes.

Que tipo de mãe gostarias ser?
Sei que não quero ser a mãe melhor amiga porque acho que são papéis diferentes a ser preenchidos por pessoas diferentes. Mas queria ser a mãe que está sempre lá, a quem os filhos contam tudo o que querem sem medo, em quem os filhos confiam para tudo, que passa segurança e tem o melhor colo. Também espero ser a mãe que faz comidinhas boas e que os amigos dos filhos adoram :) Quero que a minha casa seja porto seguro para todos e que todos se sintam amados e acarinhados nesse espaço.

Gostavas que as pessoas se lembrassem de ti como a pessoa que...?
Gostava que se lembrassem de mim como a pessoa que tinha sempre um sorriso e uma palavra de incentivo e de aconchego. Queria ser a pessoa lembrada por transbordar amor.

Se tivesses um filho ou filha, já tinhas nomes escolhidos? :)
Não temos nomes escolhidos definitivamente porque ainda não sabemos quando vamos ter filhos sequer, mas essas conversas dos nomes foram surgindo desde cedo no nosso relacionamento. Desde sempre que tenho um nome preferido para menino e mais recentemente pensamos em nomes para meninas. No meu coração tenho dois nomes bem escolhidos (o que é estranho porque queremos ter 3 filhos mas só penso em dois nomes, um para cada sexo), mas só quando chegar a altura de ter filhos é que veremos se serão esses os definitivos. 

Acabei de me meter neste mundo e ouço mil histórias diferentes. Diz-me a verdade (Ahahahah! A tua verdade, pelo menos...): quanto tempo usaste aparelho? Vai incomodar o tempo todo ou "habituaste-te"?
Usei aparelho dois anos e uns meses. No início doí muito, sempre que fazemos as consultas mensais saímos de lá com aquilo mais apertado e dói, mas é uma questão de dias. Os primeiros doem mais, depois habituamo-nos. Muitas vezes até me esquecia que tinha aparelho. Hoje em dia, apesar de na altura haver momentos de dor imensa, olho para esses tempos com algumas saudades. Não quero colocar aparelho de novo, óbvio, mas foi uma experiência interessante.

Nunca ficas com pena de ter começado a namorar tão nova e não poderes ter tido outros relacionamentos e experiências amorosas que sirvam como comparação para a tua relação atual?
Não! Fazem-me imensas vezes esta pergunta ou a afirmação de que não aproveitei a vida porque me amarrei logo ao primeiro namorado que tive. Respeito que haja quem precise de ter outras experiências, que nunca haveriam de se comprometer com o primeiro namorado, que precisem de ter comparação para os relacionamentos. Eu nunca senti essa necessidade. Pelo contrário, sempre achei que tenho muita sorte por ter "acertado" à primeira. Não acho que somos melhores que os outros casais por isso, mas acredito que o facto de termos crescido juntos, aprendido quem somos e o que queremos da vida estando numa relação e tendo que pensar na outra pessoa também, nos deu ferramentas para levarmos o nosso relacionamento para a frente, sem dramas, sem culpas, sem stresses. Temos as nossas coisas como todos os casais, mas sabemos o que queremos e que queremos fazê-lo juntos. Temos um excelente relacionamento e acreditamos que, se sobrevivemos aos dramas de adolescentes e de jovens adultos, estamos nisto para valer. Nunca senti falta de saber como será ter outros namorados, como é estar com um homem diferente, como seria a minha vida sem ele. 

Não sentes falta de fazer férias fora, viajar, conhecer o mundo?
Sim! Se nunca viajei até agora não foi por falta de vontade, mas sim por falta de oportunidade. Na minha família, nunca ninguém viajou internacionalmente (eu e os meus pais fomos a França quando eu tinha 3 anos, mas fora isso, nada mais do que passar a fronteira com Espanha), não há esse hábito.  A minha mãe põe problemas em tudo, tem medo de tudo, portanto viajar seria só um stress. O meu pai acha sempre que há certas coisas que são só para gente rica, que não somos. Até à vida adulta, com pais a pensarem assim, sem qualquer conhecimento de outras línguas e com muito pouca desenvoltura para se meterem em aventuras, com filhos pequenos ainda para mais, nunca viajei. Quando comecei a querer fazê-lo, não havia dinheiro. Comecei a estudar e foi preciso apertar ainda mais o cinto. Quando comecei a trabalhar ainda estudava e o dinheiro que ganhava era para pagar os estudos e outras coisas que eram prioritárias na minha vida (por exemplo, colocar aparelho). Agora que tenho a minha independência, pretendo começar a fazê-lo. Aliás, tenho viagem marcada para o final do ano já desde Junho e vou levar os meus pais, para eles verem que qualquer pessoa consegue viajar, se tiver esse desejo e se se planear para isso. Estamos todos muito entusiasmados!

Se não for demasiado privado, poderias falar um pouco da tua tatuagem? Coisas como a localização e os elementos que a constituem.
Como sou um cliché ambulante, tenho uma âncora. O meu desejo era escrever "Faith, hope, love" nas costelas, porque estas são as coisas que regem a minha vida. Entretanto pesquisei algumas coisas na net e descobri um design de uma âncora que significa essas mesmas palavras, que acabei por tatuar no tornozelo esquerdo por achar que era mais pequeno, mais simples e menos óbvio. As âncoras são as novas tatuagens de borboletas ou golfinhos na omoplata, eu sei, mas não quero saber. Adoro-a, embora hoje em dia não a tivesse feito.

Tens alguma viagem e/ou experiência de sonho?
Não, nem por isso. Gostava de conhecer vários países, mas nenhum em específico que seja um sonho. Gostava de fazer aquelas viagens que toda a gente faz, tipo Paris, Itália, Londres, Berlim, Grécia. Vamos ver o que se proporciona. 

O que sentes (verdadeiramente) ao ler aqueles comentários que surgem esporadicamente e que te "acusam" de seres muito crítica, muito negativa, de mente muito fechada? Que tipo de reflexões te despoletam?
Esses comentários são sempre fonte de reflexão porque eu sei que tenho defeitos, que não sei tudo na vida, que há imensas coisas que posso melhorar. Mesmo. Apesar de haver alguns comentários que eu considero injustos, eu sempre tenho em atenção que é a opinião dos outros e, se assim é, alguma coisa eu devo estar a fazer de errado na forma como me expresso ou sobre como passo a ideia do que sou. Eu sou realmente muito crítica, tenho opiniões negativas sobre muitas coisas e tenho perfeita noção de que posso ter uma mentalidade mais fechada em algumas questões, fruto da minha inexperiência, do lugar onde vivo, das pessoas com quem convivo e da forma como fui criada. Não sou perfeita. Eu aceito genuinamente os outros como eles são (embora não precise de concordar ou achar que são fantásticos. São como são e, embora aceitando, posso não adorar) e considero-me uma pessoa com uma mente aberta para as coisas mais importantes da vida, mas se calhar faço coisas na minha que os outros consideram antiquadas ou pouco evoluídas. O facto de eu conhecer outras realidades e estar aberta a que as coisas sejam assim, não significa que tenha que querer isso para mim. Algumas pessoas comentam de eu nunca ter viajado, de namorar com o mesmo namorado há anos, de não ter uma vida social muito ativa, e sei que isso faz parecer que sou realmente uma pessoa com uma mente fechada mas isso é a forma como eu escolhi viver a minha vida ou simplesmente é a forma como a minha vida pode ser neste momento, não significa que eu seja uma gaja da parvónia que não sabe que existem mais coisas que não a terrinha. São formas de vida diferentes. Eu aceito as opiniões dos outros e percebo que possa ser isso que transmito, mas a verdade é que isto é só um blog onde eu escrevo 1/1000 daquilo que vivo e daquilo que sou. Incomodam-me alguns comentários porque são apenas baseados naquilo que eu mostro, portanto não revelam aquilo que eu sou inteiramente (e está ok, porque só podem avaliar as coisas pelo que eu escrevo, se não me conhecem) só que assumem que eu sou assim sempre, que sou uma só opinião, que sou assim em tudo. Na verdade, na minha vida pessoal com as pessoas que comigo convivem, eu sou um amorzinho. Sem falsa modéstia. Toda a gente me diz isso. Eu sou querida, sou simpática, sou alegre e divertida, faço tudo pelos outros, vivo para fazer outras pessoas felizes e, no meio disso tudo, tenho opiniões azedas e faço comentários politicamente incorretos. Na minha vida real, as pessoas adoram isso, dizem-me constantemente que sou mazinha mas que tem graça porque sou uma minorca de metro e meio com cara de fofinha e depois saio-me com essas. Elas acham graça porque me conhecem, vivem com o lado fofo (que é imensamente maior) e sabem que sou uma pessoa de bem com a vida, feliz e que faz os outros felizes, portanto as minhas opiniões ou críticas são só um pedacinho de mim. Tenho um blog pessoal onde escrevo o que me apetece sem filtros, como sou na minha vida real. Não mascaro os meus sentimentos, não finjo ser o que não sou, não ponho as coisas de forma cor de rosa para que as pessoas concordem com tudo nem quero ser uma boneca sem pensamentos próprios só para agradar. A diferença é que, pessoalmente, as pessoas percebem mais facilmente o meu discurso e expressões faciais, quando não me percebem bem perguntam e eu posso responder, sabem quando estou a brincar, quando é ironia, quando é a serio mas é só um desabafo momentâneo e inofensivo. Aqui no blog as pessoas lêem apenas e podem inferir do post algo que não era bem o que eu queria dizer. E é normal. Por isso eu entendo alguns comentários, embora ache que outros são descontextualizados. Qualquer coisa que eu diga vem alguém comentar que sou azeda, mesmo que seja um post inofensivo. Criou-se aqui essa dinâmica e já estou sempre à espera do que vão dizer a seguir, estou sempre à espera desses comentários. Mas é assim, é o preço a pagar por escrever um blog sem filtros, não filtro os vossos comentários também. Não quero que concordem sempre comigo, que só comentem que adoram, que sou a maior, não quero palmadinhas nas costas só porque sim. Eu tenho direito à minha opinião, vocês têm direito à vossa. 
Mas pronto, é isto o que eu acho desses comentários.

Depois de uns meses a viveres com o teu namorado que conselhos dás a quem está a pensar sair de casa dos pais?
O que te surpreendeu (tanto pode ser pela positiva como pela negativa) desde que vives na tua casa?
O conselho que eu dou é planeamento. Tendo em conta que já decidiram que vão-se mudar (sozinhos ou acompanhados), comecem a planear quando, o que precisam, quanto dinheiro precisam. Façam listas das coisas que precisam e vão comprando aos poucos ou definiam preços e vão juntando dinheiro. No meu caso, eu adorei aqueles meses de "fazer enxoval", que é mais uma coisa parola e demodê, mas na terrinha é usual ainda e fiz porque queria, não por obrigação. Eu achei que precisava de ter aquele incentivo de ir comprando umas coisas, para parecer mais real e que estava a dar passos em relação ao meu sonho. Fomos juntando dinheiro nos entretantos, mais afincadamente, e decidimos o budget para comprar as coisas maiores que só se compram quando já temos casa (móveis, sofá, cortinas...). No meu caso, eu recomendo a que pensem naquelas coisas que vocês consideram mesmo essenciais numa casa e com as quais não querem viver sem. Dessa forma, terão dinheiro para as comprar logo e colocarem logo a casa a vossa gosto. É que, na minha experiência, aquela coisa de "vamos comprando depois aos poucos" é treta. Há muitas coisas que fiz assim porque realmente não há dinheiro para tudo, mas eram as coisas que não eram prioritárias. Eu queria cortinas, por exemplo. Achava que era essencial para o meu bem estar dentro da minha casa, por isso comprei logo em vez de ir comprando depois aos poucos, porque na casa dos meus pais deixou-se isso para depois e andamos anos sem cortinas porque ao fim do mês o dinheiro acaba sempre por ir para outras coisas mais importantes. Se é essencial para vocês, comprem logo! O resto, muita calma que tudo se compõe. Uma casa é sempre uma coisa em constante mutação e progresso. As decorações vão sendo feitas aos bocadinhos, acrescenta-se uma coisa aqui e ali, conforme vamos vendo coisas que gostamos. Não precisamos de ter logo tudo. E outra coisa importante: não queiramos ter tudo o que temos em casa dos pais. A casa dos nossos pais, com tudo o que adoramos lá dentro, foi construída ao longo de muitos anos. É óbvio que um casal a começar não terá dinheiro para ter logo tudo como tinha na casa dos pais. Não vamos ter em meia dúzia de dias algo que demorou décadas a ter.  Vamos com calma. 

O que mais me surpreendeu pela positiva é o facto de conseguir levar uma vida normal, sem sufoco, com o nosso budget atual. Eu achava que era tudo muito mais caro e muito pior do que é na realidade. Quer dizer, não é barato pagar água, luz, gás, internet, alimentação e demais contas. É uma parte grande do orçamento que se vai e sobra pouco para pequenos luxos. Não dá para tudo, mas somos pessoas simples e sem vícios, vai chegando e ainda dá para poupar algum. Isso surpreendeu-me muito porque as pessoas só falam de como tudo é caro, como gastam um absurdo com isto e aquilo e depois, na nossa experiência, tem sido razoável. Ou as pessoas exageram porque sim ou não sabem mesmo poupar. Outra coisa que me surpreendeu imenso é o quanto as coisas duram. Nos meus pais éramos quatro, a quantidade de champô, gel de banho, papel higiénico e outras coisas que tais que se gastam é absurda, mas eu achava minimamente normal até ter vindo para a minha casa. Um champô dura-me meses! Gel de banho igual. Há coisas que comprei quando nos mudamos e ainda não acabaram, estão a uso há seis meses. É incrível. 
De resto, nada me surpreendeu. Já estava à espera das dificuldades pelo que as pessoas diziam (que não acho que sejam nenhumas, na verdade) e as coisas positivas são imensas. Todos os dias descubro alguma coisa espetacular em ter a minha casa, a minha rotina, em viver com a pessoa que amo. É maravilhoso. Só tenho pena de não o ter feito mais cedo, já o disse várias vezes.

Anyway, acabaram-se as perguntas e respostas. Obrigada por terem tido curiosidade de perguntar. Se ficou algo por esclarecer ou quiserem mais posts do género, digam. 

sábado, 15 de setembro de 2018

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

"Pode dar-me contactos da concorrência?"

Ai, o maravilhoso mundo do atendimento ao público... Quando pensarem que já viram e ouviram de tudo, recomendo que passem pela experiência de trabalharem no atendimento ao público, seja em que vertente for, porque acredito que terão ainda muito que ouvir! 
No meu trabalho diário, falo com imensos clientes. Claro que a conversa preço é sempre um fator importante e no qual os clientes estão mais interessados. Muitas vezes, é a primeira pergunta. Não há nada de errado nisso. Eu, como consumidora, quero sempre saber os preços das coisas, como é óbvio. Acontece que, na conversa dos preços, há muitos clientes que se assustam com os valores que referencio. Muitos entendem mas não podem pagar, muitos não percebem os motivos de tais valores, há uns quantos sem noção que me perguntam se sei onde podem comprar mais barato. Ora então, eu estou ao serviço de uma empresa, preciso de vender, mas vou dizer ao cliente que pode ir comprar mais barato na concorrência, claro. "Sabe-me dizer onde é que eu posso comprar um produto deste género, mas mais barato?". É óbvio que eu sei, há mais barato no mercado (há sempre!) mas também é óbvio que não vou dar a lista de contactos da concorrência! 
Uma coisa é referenciar um cliente que não podemos ajudar. Se não tenho o que o cliente procura, posso, se souber, dizer que talvez tenha sorte no sítio x ou y porque não são meus concorrentes. Se eu vendo bicicletas, não me sinto ameaçada por dar o contacto de uma loja de roupa. Agora dar contactos de outras lojas de bicicletas, só se fosse estúpida, não é? Parece-me tão simples, tão óbvio, que até fico parva que as pessoas perguntem. Ninguém pergunta qual é a loja da concorrência que vende mais barato, diretamente aos funcionários da loja. Ninguém tem lata de fazer isso. Achava eu. De momento, já me acredito em tudo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

À moda antiga

Eu não sei quanto a vocês, mas para mim, um homem de cabelo rapado está logo noutro patamar. Nada contra penteados modernaços, todos da moda, um cabelo bem cuidado e tal, mas eu acho que cabelo rapado valoriza muito um homem. Há imenso estilos de cabelo que gosto de ver num homem, mas gosto sempre mais de um cabelo rapado. Se calhar é por causa daquela ideia super preconceituosa de que os homens têm que ter cabelo curto, pode ter-se enraizado em mim, mas eu adoro! Adoro um cabelo rapado. E se for acompanhado por uma barbinha, melhor ainda. E se for cabelo rapado, com barba, e alguns cabelos e pêlos grisalhos? Nossa...

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Alguém tem alguma pergunta?

Já há bastante tempo fiz um post só a responder às perguntas que as pessoas que me lêem foram deixando. Lembrei-me que poderia fazer algo do género novamente, se tiverem interesse em saber mais alguma coisa sobre mim. Há por aí alguma coisa que gostassem de saber sobre mim, as coisas que faço, alguma curiosidade? Se sim, podem deixar as vossas perguntas (até em anónimo) que eu depois faço um post a responder. Se não tiverem nada que queriam perguntar, tudo bem, fazemos de conta que eu nem sequer sugeri e amigos na mesma :)

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Sou uma control freak

Pessoas da minha vida, vocês sabem como eu sou organizada, certo? Como eu adoro ter tudo nos seus devidos lugares, como gosto de ter tudo arrumado, limpo, organizadinho ao detalhe. Acho que começo a levar isto a um nível cada vez mais elevado, desde que tenho a minha casa.
Durmo melhor desde que tenho todos os documentos, contas, garantias e coisas que tais organizados e separados por categorias, colocados em micas e tudo numa pasta de arquivo. Dá-me um enorme gozo abrir os armários da minha cozinha e ter as mercearias dentro de frascos, com fácil acesso, tudo nos seus devidos lugares. Adoro um frigorífico cheio mas bem limpo e arrumado. Dá-me uma satisfação enorme preparar os legumes e frutas, separar em sacos ou caixas e colocar nos devidos locais de conservação, prontos a usar quando necessário. O meu congelador, que é mini mini mini, está dividido em categorias e sinto que, finalmente, aqueles anos de tetris compensaram. Tenho os meus livros organizados por ordem alfabética, embora ainda não esteja completamente satisfeita com a ordem dos géneros e autores. Sei perfeitamente onde tenho cada coisa que preciso, dentro da minha casa. A única divisão caótica é um dos quartos que sobram, que tem móveis que são da casa mais umas quantas tralhas que não usamos e a tábua e ferro de engomar. Mas mantenho a porta fechada, num registo de o que não é visto, não é lembrado. Só os armários das roupas é que necessitavam de estar mais organizados. Tenho conseguido manter a ordem de separação de blusas por cores, o resto da roupa por categorias, mas nem sempre estão bem dobradas. Tenho que tratar disso quando mudar as roupas para as da próxima estação. De resto, juro-vos, sinto uma paz interior de cada vez que me lembro que vivo, finalmente, segundo as minhas regras loucas de organização. Adoro saber que nada escapa do meu controlo, pelo menos dentro de casa, nestas coisas objetivas. Sou uma exagerada, eu sei.