domingo, 22 de outubro de 2017

Não nasci para ser fit

Há por aí mais alguém que, quando fica doente, ganha mais apetite? Digam-me, por favor, que não serei a única! Toda a gente que eu conheço diz que perde o apetite quando tem algum problema de saúde, mesmo aqueles mais simples como constipações. O meu namorado, por exemplo, se fica constipado deixa de ter vontade de comer e perde logo dois ou três quilos numa semana. Claro que eu, a gorda de serviço, fico com mais vontade de comer. Nem é só físico, é mais emocional. Fico tão desconsolada que só a comida me anima e apetece-me comer aquelas comidas que só fazem mal mas têm mais sabor, mais picantes ou mais doces. Apetece-me comer porcarias, pronto. 

A sério, eu tenho um problema. Nada me tira o apetite (a não ser um desgosto daqueles mesmo profundos com direito a ansiedade durante semanas...). Depois queixo-me que não emagreço... Com esta vontadinha de comer que eu tenho sempre!

sábado, 21 de outubro de 2017

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Inspirações

Estou a adorar o meu cabelo escuro!





Trazer pessoas para dentro da nossa casa

Quando era mais nova, a minha mãe detestava que eu levasse amigos para nossa casa, principalmente sem aviso prévio. A paranóia dela era ter a casa desarrumada e as pessoas de fora verem que não temos uma casa de catálogo. Nunca entendi muito bem isso, até ter crescido e ter o meu irmão constantemente a trazer pessoas cá a casa.
Começo a compreender a paranóia da desarrumação, mas o meu problema com trazer pessoas para dentro de casa tem muito mais a ver com preservação da intimidade do que com isso. À medida que envelheço, mais dou valor ao meu espaço, à minha privacidade, à minha intimidade. Um dia que eu tenha a minha casa, não vou querer levar lá qualquer pessoa. Quero que a minha casa seja um local de descanso, de paz, de relaxamento. Não quero fazer fretes, receber por cortesia, convidar pessoas só porque sim. Além de que detesto a sensação de exposição da minha vida em casa, dos meus gostos, das minhas escolhas...Sinto-me despida. Detesto quando as pessoas entram no meu quarto, por exemplo. Detesto quando o meu irmão traz amigos e a porta do meu quarto está aberta, possibilitando que qualquer um veja o espaço mais meu que existe nesta casa.

Além de que tudo isto tem outro inconveniente. O meu irmão traz(ia) amigos a qualquer hora, sem avisar. Ora, como eu trabalho em casa não posso ter constantes distrações, interrupções e barulhos. E depois eu estou em casa muitas vezes de pijama ou só de calções e top, sem soutien, o que não é traje para receber visitas, muito menos de adolescentes imberbes. Já aconteceu de querer ir à casa de banho, estar nestas figuras, e ter que esperar que a pessoa vá embora para eu poder ir fazer o meu xixi, para não correr o risco de ser vista assim. Ou passar sei lá quanto tempo com fome sem poder ir à cozinha pelos mesmos motivos.

Não há nada mais chato do que não poder estar confortável na própria casa!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A minha prima-sobrinha já nasceu

Sempre pensei que, um dia que tivesse filhos, não ia querer uma ranchada de pessoas em excursão para o hospital ou a encher-me a casa a qualquer hora. Acho que é um momento muito íntimo, muito privado e em que os pais precisam de ter tempo e espaço para se adaptarem às mudanças, para descansarem e para curtirem muito os primeiros dias do bebé. Não consigo imaginar nada mais esgotante do que ter acabado de ter um bebé e ter que fazer sala para as visitas. Pois bem, como ando a pregar esta norma social de visita, cabe-me também fazê-la cumprir com as outras mães. 

A minha prima teve a bebé na sexta-feira 13 e eu, que me sinto como tia, estou em pulgas para pegar naquela coisinha boa, sentir aquele cheirinho de bebé, pegar naquelas mãozinhas minúsculas... Ai, o meu coração não aguenta! E o difícil que é dar este espaço? A minha vontade era ir a correr para o hospital assim que soube do nascimento mas não vou fazer aos outros o que não quero que me façam a mim.  Além disso, com a internet e as redes sociais, a curiosidade é mais fácil de satisfazer. Já a vi, a impaciência agora é para a ter no colo. Até ir visitá-la, que só deve acontecer no fim de semana, tem-me chegado as mensagens, as fotos e vídeos e saber que está tudo bem. 
Agora que passei pelo papel de visita, continuo a achar que não tem que haver pressa nenhuma para ir tudo a correr visitar os bebés ao hospital ou mal cheguem a casa. Acima de tudo, acho que é importante fazer conforme os pais desejarem, já que até pode haver alguém que se sinta triste de não ter visitas e até goste de ter a casa cheia. Conhecendo-me como conheço, eu acho que não vou querer, mas a minha prima, por exemplo, não se importa e deve haver quem também queira acabar com as visitas todas de uma vez para depois descansar. São questões pessoais. Talvez o melhor seja mesmo tentar entender o que os pais preferem e agir de acordo com as diretrizes deles. Na dúvida, deixar passar uns dias para tudo acalmar não me parece nada má ideia. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Trabalhar em casa é uma provação, todos os dias

Desde que iniciei este trabalho que já perdi a conta ao número de vezes que ouço: "Que sorte! Nem tens que sair de casa, não tens ninguém para te controlar, fazes o que queres!". Nada mais errado e é precisamente por este tipo de pensamento que acredito que trabalhar em casa não é para toda a gente.

Não é por não termos um chefe pessoalmente a policiar o nosso trabalho que as coisas podem deixar de ser feitas. Tenho muito brio pessoal e profissional, gosto de fazer as coisas o melhor que sei e posso e nunca me deixaria levar por essa ideia de não fazer nada só porque ninguém está a ver. Até porque o trabalho tem que aparecer feito, mesmo que não haja ninguém diariamente a verificar o que está feito ou por fazer.  Quando somos donos do nosso tempo, é muito fácil cair na preguiça e ir adiando tarefas. Trabalhar em casa tem que ser para pessoas, acima de tudo, auto disciplinadas.

No meu caso em específico, tenho um certo número de tarefas por dia mas é raro o dia em que não as excedo. Posso organizar o meu tempo de forma a fazer tudo o que preciso e, apesar de ter um horário fixo, o meu tempo é flexível.  Se fosse como muita gente que conheço, fazia as tarefas "obrigatórias" todas num dado período de tempo e depois não fazia mais nada o dia todo. Era giro mas não é para mim. Claro que já aproveitei esta vantagem a meu favor: posso começar a trabalhar mais cedo e sair mais cedo, deixando tudo feito; posso não tirar a hora de almoço e ir trabalhando, saindo mais cedo. O que importa é que o trabalho fique feito e eu esteja a cumprir com as minhas obrigações. Não trabalho como louca de manhã e de tarde fico sem fazer nada, isso seria pouco profissional e, acima de tudo, era uma deslealdade perante a confiança depositada em mim e no meu trabalho. Por exemplo: no meu aniversário trabalhei mais da parte da manhã, fiz todas as tarefas que tinha e ainda mais algumas, trabalhei que nem louca e reduzi a hora de almoço para poder estar livre 1h mais cedo que o costume. Fiquei na mesma à disposição da empresa para o que fosse preciso, mas organizei-me de forma a poder estar mais relaxada no final do dia. Essa é a grande vantagem. Se fosse como muitas pessoas que conheço, nem sequer trabalharia porque não estava ali ninguém a ver.

O que eu quero com isto dizer é que é muito fácil cair na rotina, acreditar que não há mal em fazer menos porque ninguém está a ver, ninguém sabe se saí mais cedo ou sequer se estive a trabalhar a umas certas horas, etc. É preciso sermos pessoas sérias e haver também da parte das empresas a confiança no nosso trabalho. Mas há imensos desafios em trabalhar em casa, mesmo para quem tem muita disciplina. Porque há muitas tentações, muitas distrações. Se estivermos constantemente a tirar 5 minutos para ir ao instagram, ao facebook ou ao blog, 10 minutos para lanchar ou tomar um cafezinho, 5 minutinhos para ir só ali estender aquela roupa ou 20 minutos para ir cozinhar qualquer coisa, passa o dia e não fizemos nada. Isso reflete-se na nossa produtividade, obviamente. Se tivermos em casa pessoas que não entendem que estamos a trabalhar como se estivéssemos num escritório ou numa empresa, pior ainda. Param para fazer aquela perguntinha, pedem 5 minutos só para ajudar a fazer não sei o quê, vêm para o vosso lado conversar ou fazem barulho a toda a hora... Não é fácil! Por isso digo sempre: o meu trabalho é como qualquer outro. Não é por estar em casa que posso fazer o que me apetece sem consequências. Não é assim tão sem policiamento. Se eu não fizer nada o dia todo, vai-se notar obviamente.Trabalho em casa mas trabalho para outros, não trabalho para mim mesma. Se assim fosse já teria outra disponibilidade, claro. Trabalhando para uma empresa, trabalho exatamente como qualquer outro funcionário, num outro trabalho qualquer. Tenho que prestar contas do que faço e um horário para cumprir. 
Há dias em que é muito difícil resistir a este pensamento de preguiça e procrastinação, a este "ninguém vê", mas é a nossa capacidade de resistir a isso que nos diferencia. 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Leituras de casa de banho

Desculpem lá o tema mais escatológico, mas vi um segredo no shiuuuu que me fez lembrar deste assunto. O segredo dizia algo como: compro revistas de propósito para ler na casa de banho. Fez-me pensar na quantidade de vezes que vejo essa menção às leituras de casa de banho e na minha sensação constante de que devo ser um ser do outro planeta. É que eu nunca leio na casa de banho.

Nunca entendi essa coisa de precisar de ter algo para distrair, para ler, enquanto se está a fazer o número 2. Afinal, quanto tempo estão estas pessoas na casa de banho? Nossa!
Eu sou um pouco limitada e não consigo fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Ou bem que estou concentrada na tarefa de puxar o número 2 ou ponho-me a ler e esqueço o que estava ali a fazer, true story. E mais a mais, eu sou sempre muito rápida. Acho tão esquisito pessoas que passam horas no trono... Quando eu vou já está "à porta", é sentar e já está. Só demoro se estiver com aquelas dores de barriga horríveis e, nesse caso, tenho lá paciência para pegar numa revista e folhear as novidades! Bem sei que vocês não precisavam de saber deste tipo de informações, mas é só mesmo para expressar a minha incompreensão por pessoas que passam tanto tempo na casa de banho que até precisam de ler para passar o tempo. É estranho! 

No máximo dos máximos, dou uma espreitadela no instagram. Na loucura, já levei o portátil porque estava a ver um vídeo qualquer e não me apetecia dar pausa. Mas ficar lá tempos infinitos? Nope. Faz-me lembrar quando dormia em casa da minha avó, queria ir à casa de banho e o meu tio estava na casa de banho há duas horas a ler o seu livrinho. Levava o livro para se distrair e acabava por ficar lá sentado a ler, porque se distraía do que estava a fazer e ia ficando lá. Imagino o rabo destas pessoas quando se levantam! ahahaha 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fim de semana negro

Acho que aconteceu um bocado de tudo este fim de semana passado. Bati com o carro numa situação mesmo estúpida. O meu primo teve um pequeno acidente e os bombeiros, que estavam a 5 minutos do local, levaram meia hora a chegar. Senti-me mal disposta. Estes incêndios que assolam o país... Credo. Espero que a semana comece de melhor forma!