terça-feira, 19 de setembro de 2017

Já me imagino a dar-lhes uma oportunidade...

Fui, durante muitos anos, utilizadora de sapatilhas em exclusivo. Nunca calçava sandálias, botas ou sabrinas, só mesmo sapatilhas, como já comentei várias vezes por aqui. Gosto muito do conforto de umas boas sapatilhas, mas agora é raro usar. Acho que há outros tipos de calçado igualmente confortáveis e mais giros, mais formais, mais adequados a certos tipos de roupas/estilos.

Lembro-me de quando era miúda as sapatilhas da New Balance serem só mais umas e que nem se chegavam aos calcanhares das Nike ou Adidas. Depois houve um boom qualquer e todo o mundo quer ter umas. Confesso que acho os modelos, regra geral, demasiado espalhafatosos para o meu gosto. Gosto de sapatilhas mais simples e discretas e aquele tecido também nunca me convenceu. A junção de várias cores que algumas têm também não é bem a minha cena, por isso nunca pensei sequer comprar umas. Os modelos mais masculinos têm sempre coisas mais interessantes que os modelos femininos, na minha opinião, por isso esta não é uma marca que eu analise antes de comprar um par de sapatilhas. 
Ao ver as novidades do primetag, decidi ir espreitar a parte da New Balance e descobri uns modelos que contrariaram este meu preconceito contra a marca. Ora vejam:


Os preços são um bocadinho elevados para o uso que eu acabo por dar, mas sempre já são mais discretas! Gostei mais do modelo mais claro, apesar de achar que se devem estragar facilmente e sujar que é uma beleza.

Vocês gostam desta marca? 

Será só no meu círculo de conhecimentos ou é geral?

É impressão minha ou toda a gente decidiu casar e ter filhos este ano? A quantidade de pedidos de casamento, festas de casamento e anúncios de gravidez que já vi este ano é surreal. Fico contente, é sinal que as pessoas estão a cumprir projetos de vida, que estão felizes, mas a sério que não me lembro de haver um ano com tantos acontecimentos deste tipo como este 2017. Que bom!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Team Braces

As pessoas que usaram aparelho conseguem sempre reconhecer alguém que já foi da equipa dos ferrinhos, certo? Há ali qualquer coisa que dá logo para topar à distância. Eu, pelo menos, reparo sempre. É engraçado. É isso e usar aparelho, ver alguém que também usa e sentir logo que fazemos parte do mesmo clube. Tipo "tamo junto na sofrência" :) Quando usava aparelho gostava sempre de ver outras pessoas que também usavam, sentia logo ali uma empatia com aquela pessoa.  Lembrei-me disto quando estava na depilação e reparei que a técnica tem o mesmo problema com que eu fiquei depois de ter tirado o meu.

Já tirei o meu aparelho há algum tempo e, apesar de achar que o resultado podia ter sido melhor, não me arrependo nada de o ter usado. Aliás, até que foi uma experiência interessante. Não tenho saudades nenhumas das dores, dos desconfortos, do dinheiro louco que se gasta, mas até gostei de usar aparelho. Nunca tive vergonha de o usar, mesmo já tendo colocado numa idade mais "avançada" e não em criança. Acho que é daquelas coisas que nunca é tarde para corrigir, tenhamos 12, 20 ou 40 anos. Fez maravilhas pela minha saúde dentária e pela minha autoestima. Só tenho pena de não ter podido colocar mais cedo. 

Mantas, chás e folhas caídas...

Este fim de semana já apeteceu uma peça de roupa a mais e convidou a ir buscar a manta para não gelar os pés. Confesso que não estou preparada para o frio intenso do Inverno, mas adoro o Outono e sinto sempre uma sensação tão boa quando já é tempo de ir buscar mantas e estar mais juntinho na cama ou no sofá. O Verão é muito lindo e tal mas as pessoas nem se podem aproximar umas das outras sob pena de morrerem assadas. É muito calor, as pessoas ficam transpiradas, ninguém se pode aproximar muito, até dar as mãos é incómodo. Chegando o tempo mais fresquinho já dá para uns abraços de longa duração, passeios de mãos dadas sem suar, fazer conchinha... Eu adoro! :) Este fim de semana soube-me pela vida já ter que usar uma manta enquanto nos deitamos para descansar. 

E hoje acordar, ver a chuva e poder trabalhar de pijama o dia todo é mesmo uma bênção. O tempo está a arrefecer e, enquanto não estamos naquele tempo horrível de chuva e frio, sabe bem aproveitar estes recomeços. Já ressuscitei o casaco polar de andar por casa, só me falta o chá quentinho e dou as boas vindas oficiais ao Outono, que adoro.

sábado, 16 de setembro de 2017

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Tenho um problema (fútil) dos graves...

Eu nunca sei o que fazer ao meu cabelo.

Tudo começou em 2010, quando decidi que queria pintar o cabelo. Na altura, acharam que era demasiado cedo para começar a estragar o cabelo com tintas e sugeriram que fizesse umas madeixas. Deixei-me levar pela conversa e lá deixei que me fizessem as madeixas. Madeixas fininhas, castanho claro, num cabelo quase preto foi um desastre. Nunca gostei daquele efeito "olhem pra mim que fiz madeixas" e sempre preferi algo mais subtil e nada muito marcado, por isso odiei. No dia seguinte estava a comprar tinta num supermercado para apagar aquela burrice. Essa foi a primeira vez que fiz coisas estúpidas no meu cabelo e a primeira vez em que fiz uma mudança radical. Depois disso já cortei franja, arrependi-me e deixei crescer só para voltar a cortar franja pouco depois umas duzentas vezes. Já tive o cabelo de cores cobre do mais escuro ao mais claro, quase ruivo. Já pintei o cabelo de vermelho, de violeta, de quase roxo, de castanho muito escuro. Já cortei mais de metade do comprimento total do meu cabelo. Já voltei a fazer madeixas, a adorar, a odiar, a fazer de novo, a pintar por cima do tom mais próximo da minha cor natural para ficar mais discreto e recomeçar. Enfim, eu nunca estou bem. Até já tenho vergonha de ir ao cabeleireiro e dizer "S. estou farta do meu cabelo, vamos faz x" e voltar lá no mês seguinte e já querer fazer outra coisa diferente.

O drama é que eu quero coisas que precisam de muita manutenção mas nem eu tenho pachorra, tempo nem dinheiro para andar sempre a inventar. E não posso fazer coisas que sejam muito txanan (como eu queria um cabelo rosa... ou preto com reflexos roxos) porque preciso de uma imagem mais formal para o meu trabalho. Também não quero cortar nem fazer coisas loucas que me dêem cabo do cabelo, que é giro ter um cabelo todo comprido mas tem que ser saudável. Estão a perceber a dificuldade?

Por um lado, queria muito voltar a ter o cabelo escuro, como o meu tom natural. Já tenho algumas saudades de me ver com o cabelo mais natural e não ter que me preocupar com pintar raízes. Por outro lado, eu adoro tons mais claros de castanho e queria algo com mais luz, com uns reflexos bonitos. No fundo, eu queria poder mudar de cabelo todas as semanas. Pronto, é isso. Eu precisava era de um cabeleireiro sempre à minha disposição e que fizesse no meu cabelo exatamente a mesma coisa que eu adoro nas imagens do pinterest que guardo como inspiração :) Tipo isto:




(Fora a vontade de cortar o cabelo exatamente como nesta última imagem, em conflito com a vontade de ter cabelo até ao rabitxo. Sou um poço de indecisão)

Ando aqui num dilema que nem vos passa. São futilidades, ok? Há males maiores no mundo mas é isto que me apoquenta neste momento. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Adormecer com serenidade

O passatempo primordial do meu namorado é jogar computador/playstation e tudo o que envolve videojogos.  Às vezes estamos os dois deitados na cama a conversar e ele tem o computador ligado no twitch (uma plataforma onde podemos ver outras pessoas jogar), para ir deitando um olhinho. 
Aqui há dias, descobri uma correlação entre os meus padrões de sono e os jogos dele. É que adormeço frequentemente com o twitch ligado! Além de já estar quase sempre para lá de Bagdad ao fim do dia, o som dos jogos e dos gamers a falar é extremamente relaxante para mim. Adormeço facilmente com aquilo ligado num som baixo, como som de fundo. Às vezes só acordo com o barulho de uma reação mais efusiva a um bom jogo (ou se o meu namorado me acordar). 

Fica aqui a dica, se alguém sofrer de insónias ou tiver dificuldades em adormecer. É ligar o twitch minhas amigas! :)

Agradecer

Sei que reclamo muito, que me queixo com frequência de imensas coisas, que há uma quantidade sem fim de coisas que me chateiam, que me irritam e com as quais me passo (muitas vezes) sem necessidade. Apesar disso, sei agradecer e percebo a sorte que tenho em ter tantas bênçãos na minha vida. O exercício da gratidão é algo que faço (quase) todos os dias. Agradeço:

Por ter um relacionamento estável e feliz com uma pessoa maravilhosa que me atura as neuras, que me dá valor, que me aceita mesmo cheia de defeitos e que me faz encarar a vida de forma mais positiva e com outra paz.

Por ter saúde e pelas pessoas que amo estarem todas bem.

Por ter trabalho, mesmo que não seja o trabalho dos meus sonhos. 

Por ter a força para sonhar e definir planos que me fazem levantar todos os dias e correr atrás...

Por ter amigos, poucos mas bons, que estão sempre presentes apesar da distância.

Por ter dinheiro para começar a concretizar alguns dos meus planos.

Por ter um teto, roupa lavada e comida na mesa.

É difícil, no meio dos problemas do dia a dia, das contrariedades, das constantes pressões e preocupações, conseguir ver o lado bom da vida. Há dias maus para toda a gente, há coisas que queríamos e não temos ou não podemos fazer, há sempre algo que gostaríamos que fosse melhor na nossa vida. Essa capacidade de querer sempre mais não é necessariamente má, até porque funciona como fonte impulsionadora para conseguirmos ter mais coisas que nos fazem felizes e ser melhores. Querer mais e melhor não pode é apagar as coisas boas que já temos e isso é que é difícil de ver no dia a dia. Estamos focamos no que queremos e não temos e esquecemo-nos das coisas boas que já estão ao nosso alcance. Por isso é que é importante parar para pensar em tudo de bom que temos na nossa vida e agradecer. Agradecer, sobretudo, esta capacidade de olhar para a nossa vida e encontrar tantas coisas boas pelas quais nos sentimos gratos. 

E vocês, pelo que é que se sentem gratos?