segunda-feira, 24 de julho de 2017

A arte de destralhar e a incrível capacidade de usar tudo até não dar mais

Já falei sobre isso por aqui, mas acho que nunca é demais repetir este assunto porque há sempre alguém que se inspira a ter uma vida mais simples, mais prática e com uns dinheirinhos a mais ao fim do mês. Não é novidade nenhuma, afinal de contas há alguns anos que se tem ouvido falar destes princípios da simplificação associados, essencialmente, ao consumismo, mas fica novamente a minha experiência neste tópico e o que tenho aprendido desde que comecei a importar-me mais com isto.

Já tinha dito por aqui que, principalmente incentivada pelos meses em que estive no desemprego, comecei cada vez mais a destralhar e a controlar os meus gastos. Posso-vos dizer que, quando fiquei desempregada, tinha cerca de 300€ na minha conta corrente no banco e esse dinheiro esticou até ter o meu novo emprego. Tenho uma conta poupança para situações como esta, mas resolvi que não lhe mexeria a não ser que fosse absolutamente necessário. Não sabia quando voltaria a ter emprego e não recebia qualquer ajuda, nem subsídio de desemprego. Aqueles 300€ fizeram-se esticar de Setembro a Março. Como? Obviamente, não tendo despesas com casa, transportes e comida. Vivo com os meus pais, não tive que me preocupar com isso, mas é tão fácil gastar dinheiro em tretas! Durante esses meses tinha a minha vida na mesma. Ainda continuei no ginásio até Janeiro, tinha que carregar telemóvel, comprar prendas no Natal e nos aniversários... Uma vida normal, claro, mas com restrições e muito mais controlo na hora de abrir a carteira. Se eu já era uma pessoa poupada e controlada, depois desta experiência fiquei ainda mais. Apercebi-me que gastava o meu dinheiro em muitas coisas que não precisava, que não eram importantes e, às vezes, simplesmente só porque tinha e podia.

Tenho comprado única e exclusivamente o que é absolutamente necessário. Mesmo agora, que tenho um ordenado bem melhor do que alguma vez tive e não tenho necessidade de me controlar ou privar de nada. Adeus gastos supérfluos. Uma vez por outra lá faço uma compra por impulso, porque acho que vai dar jeito no futuro ou porque está a um bom preço, mas é raro. Roupa uso o que tenho. Claro que quando não temos estas preocupações, compramos roupas só porque sim, porque gostamos, porque está baratinho, porque é giro. Esqueçam isso minhas amigas. Uma vez por outra, ok - também não vivemos só para trabalhar e pagar contas - ,mas comprar coisas que não precisamos, só nos leva dinheiro e ocupa espaço! No fundo, qual é a felicidade de ter coisas que não usamos? Nenhuma. Tenho usado tudo o que possuo até à exaustão. Recentemente tive que comprar calças porque as que tinha estavam rotas, de tanto uso! Quando foi a última vez que usaram uma peça de roupa até ela se romper, até não dar mesmo mais? Pois. Não incentivo a que se use roupa velha e estragada, apenas a que demos uso às coisas até não ser possível usar mais. Não vou usar calças rotas, claro, mas vou usá-las até chegarem a um ponto em que já não é aceitável usar mais porque não estão em condições. Fiz, também recentemente, uma limpeza aos meus armários de roupa, quando mudei as coisas por causa da mudança de estação. Dei uma quantidade incrível de roupa a uma senhora que tem uma filha pequena e passa necessidades. A mim estava só a ocupar espaço, a outras pessoas fazia falta. Ajudei quem precisa e ainda me livrei de coisas que já não quero/não servem e só estão a fazer monte. Fiquei praticamente sem roupa de Verão, é um facto. Preciso de comprar mais algumas peças, sim. Mas depois penso: para quê? Trabalho a partir de casa, até nua posso trabalhar se me apetecer. Saio de casa só para fazer recados ou ir a casa do meu namorado, saídas para passeios ou outros planos são pouquíssimas. Preciso de mais roupa para quê? O que tenho vai chegando. 

Acho que ajuda muito a esta coisa de simplificar a vida e, principalmente, a poupar, se tivermos sempre em mente as nossas necessidades reais. Precisava mesmo de umas sandálias pretas porque não tinha nenhumas, mas será que precisaria de trazer dois ou três pares mais de sandálias? Não. Precisava de comprar calças e comprei, mas não precisava de 10 pares, por exemplo. Trouxe o essencial. Queria comprar um bikini novo este ano, mas eu devo ir à praia umas 5 vezes este ano, os que tenho vão chegar. Ter coisas novas faz-me feliz, sim. Ter roupas novas e giras também. Ter dinheiro no banco para os meus objetivos futuros faz-me muito mais. E a sensação de abrir as gavetas e só encontrar coisas que realmente uso é muito melhor do que aquela sensação overwhelming de ter tudo e não querer nada daquilo, de ter que procurar imenso antes de encontrar "aquela coisa". 

Se parei de comprar coisas? Não! Aliás, o facto de fazermos estas limpezas frequentemente ajuda-nos a perceber o que realmente temos e a ver o que precisamos e nos está a fazer falta. Apercebi-me que tenho mesmo poucas partes de cima para o Verão, não tinha calças e precisava muito de um par de sandálias. Tenho-me apercebido que há coisas que me faltam e já fui repondo, aos poucos, o que me é mesmo essencial. O resto, se não é urgente, então nem preciso. Não implica que não tenha gasto um domingo de manhã a pesquisar maquilhagens e a comprar coisas só porque queria testar e porque acho que preciso daquilo a longo prazo. Não sou radical. O que acontece é que, assim que o que comprei chegar, vou fazer uma limpeza novamente ao meu armário, ao que já tenho e não preciso, e deitar fora e dar o que já não me faz falta. Acumular só porque sim é que não dá. 

Neste momento estou focada num objetivo monetário que quero atingir (e ultrapassar, sou uma otimista!) até ao fim do ano. Isso é mais importante para mim do que um par de brincos ou uma camisola nova. Continuo a sair, a passear, a fazer coisas que gosto quando me apetece. Não me fecho em casa só para nem gastar dinheiro. Mas sou mais seletiva no que compro e no que faço. Acima de tudo, este destralhar tem-me ajudado na poupança de dinheiro e isso é o factor mais importante neste momento, mas a sensação de ter menos coisas, de ter mais espaço, de não ter tralha ou coisas desnecessárias, é um bónus incrível! Para muitas pessoas o objetivo pode ser mais no simplificar a casa e a vida e o bónus seja a poupança. Depende dos objetivos de cada um. A mim tem ajudado muito. E só por causa disto, acho que hoje vou mas é fazer nova ronda de limpeza no quarto! Aposto que terei para lá imensas coisas para dar/deitar fora/vender.

(Já agora, plataformas para vendas de coisas em segunda mão, o que recomendam?)

let's do this!


domingo, 23 de julho de 2017

Oh sweet lazy sunday...

Uma manhã de Domingo cheia de horas para aproveitar, um dia lindo lá fora, e eu acordada desde as 7h porque o telemóvel do trabalho tocou e fiquei a manhã toda no computador a fazer reviews e compras online. Sou terrível. Qualquer blogger de sucesso já teria ido fazer um treino com o seu pt num jardim algures por este Portugal magnífico, já teria comido as suas panquecas proteicas ou um grande pequeno-almoço num sítio in, já se teria preparado com um banho relaxado e sessão de cabelo e maquilhagem para estar linda e maravilhosa para o brunch de mais logo... E eu na cama, de pijama, despenteada e a fazer compras online. É por isso que nunca me irei tornar numa blogger de sucesso. 

sábado, 22 de julho de 2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Sensibilidade à flor da pele...logo hoje, que é sexta

Há dias em que até deveria ser proibido ter conversas sérias ou discutir assuntos importantes. A pessoa está desconfortável, não se sente no seu melhor, ainda por cima anda aí com as hormonas descontroladas e depois qualquer coisinha irrita, entristece ou magoa. A culpa não é dos outros ou dos assuntos tratados, mas sim do estado de espírito em que estamos. 

Sinto-me muito sensível hoje. Acho que hoje qualquer coisinha me afeta, quanto mais assuntos sérios e coisas sérias para gerir. Sério, há dias em que até devia mesmo ser proibido trabalhar ou interagir com terceiros, muito mais para nos preservarmos a nós mesmos de tristezas e dores exacerbadas do que propriamente pelas reações dos outros aos nossos dramas. 

Aquelas vezes em que perdi uma boa oportunidade para estar calada

Gosto de tudo o que me obrigue a pensar em mim, na minha vida e na forma como a conduzo. Gosto de oportunidade de reflexão sobre mim mesma porque aprendo sempre alguma coisa e é sempre bom saber o que precisamos de mudar ou melhorar.

Inspirada neste post aqui, do blog Marés, estive a pensar nas vezes em que disse ou pensei que nunca faria ou seria ou diria x e y e depois me arrependi... Ou seja, daquelas vezes em que cuspi para o ar e me caiu em cima. Ora vejamos:
  1. Eu odeio o novo acordo ortográfico e nunca o irei usar! Estava tão enganadinha... Resisti enquanto pude, mas comecei a usar mais a sério quando tive que começar a escrever a minha tese e, a partir daí, habituei-me. Sou uma velha do restelo em muitas coisas, mas a verdade é que esta mudança era necessária e agora nem dou por ela.
  2.  Casar não muda nada e é um desperdício de dinheiro, não quero casar, não preciso do papel para nada que o que interessa é o amor. Claro que o que interessa é o amor, a relação que as pessoas têm e não é casar que torna o casal mais feliz. Continuo a achar que a maioria dos casamentos de hoje em dia só servem para as pessoas desperdiçarem dinheiro. Mas agora que estou numa relação há 10 anos, que tenho quase 25 e muitos projetos para o futuro, casar é um sonho. Não casar pela igreja, big party, vestido de princesa e essas coisas todas. Turns out que preciso do papel, sim. 
  3. Nunca vou ser igual à minha mãe! Guess what? Nem vale a pena... Tudo o que me enerva na minha mãe, eu sou e faço igual.
  4. Os meus pés são horríveis, nunca vou usar sandálias! Sapatilhas é que são confortáveis. Aquela mentalidadezinha de adolescente insegura e que não quer mostrar-se muito feminina sob pena de acharem que é uma princesa e "eu sou é uma gaja super forte e independente". Depois de experimentar, não quis outra coisa. Adeus morrer de calor no Verão e de frio no Inverno. Sandálias, sabrinas e botas são a minha cena... Agora raramente uso sapatilhas.
  5. Não preciso de carro próprio para nada! Dizia eu com 20 anos, acabada de tirar a carta e condutora de fim de semana. O carro emprestado do meu pai servia-me perfeitamente, achava eu. Agora adoraria ter o meu próprio carro, não porque não tenha o do meu pai disponível sempre que preciso, mas porque é muito chato estar sempre a depender dos outros ou a ter que pedir. Detesto pedir favores, detesto não depender só de mim. Mal posso esperar para ter um carrinho meu e fazer dele e com ele o que me apetecer.
  6. Nunca hei de fazer madeixas, odeio madeixas! Pois, claro. Não só foi a primeira coisa radical que fiz ao meu cabelo (contra a minha vontade - eu queria pintar, as pessoas do cabeleireiro acharam que era muito cedo e que ia estragar o cabelo, então disseram para fazer antes madeixas, que odiei e acabei por pintar "por cima" no dia a seguir), como ainda acabei por fazer madeixas este ano. E voltei a não gostar e a tirar tudo, mas fiz.
  7. Telemóveis touchscreen são coisas muito moderninhas e sem necessidade nenhuma, eu hei de ter sempre um telemóvel de teclas, da Nokia! Sure. Acabei por me render aos ecrãs touch e, claro, nem haveria agora de encontrar muitas opções de telemóveis com teclas. Coisas que dizemos sem fazer ideia das avanços tecnológicos futuros.
  8. Só quero estudar até ao 9º ano e ir logo trabalhar. Estudar não serve de nada nem é garantia de nada. Até há pouco tempo não era sequer obrigatório estudar até ao 12º ano. Quando andava no segundo ciclo, achava que ia completar o 9º ano e começar logo a trabalhar. Acabei o 9º ano e inscrevi-me no secundário, claro. Depois dizia que não queria ir para a Universidade e, a ir, iria tirar o curso de jornalismo em Coimbra. Saiu tudo ao lado. Fui para a Universidade, escolhi entrar no Porto e entrei na minha primeira opção, Psicologia. Continuo a achar que estudar não é garantia de um futuro melhor, mas é óbvio que estudar serve de muita coisa e aconselho toda a gente a estudar o máximo que possa, mais que não seja pelo enriquecimento pessoal.
  9. Não gostar nada de algumas pessoas por puro preconceito e depois tornar-me amiga delas. Não costumo errar quando não vou com a cara de alguma pessoa, mas já aconteceu algumas vezes ter uma opinião errada da pessoa por me ter baseado apenas em aparências ou julgar certas atitudes sem conhecer verdadeiramente a essência das pessoas. Já fiz amizades sérias e bonitas com pessoas de quem não gostava no início.
  10. Achar que, depois de sair da faculdade, ia logo arranjar emprego e casar num curto espaço de tempo. Sabia que as coisas no mundo do trabalho estavam más, mas nunca imaginei que seria assim. Desisti de procurar trabalho na minha área porque entretanto arranjei um emprego onde me sinto apreciada e sou paga pelo trabalho que faço, com todos os direitos e mais alguns, num ambiente excelente, e onde tenho oportunidades que, trabalhando na área, nunca teria. Mas na minha cabeça de sonhadora, achava mesmo que em 2016 já teria um bom emprego na minha área de estudos e já teria casado (ou viveria com ele, pelo menos). Não podia estar mais enganada.

Inspirem-se vocês também e partilhem connosco as coisas que tinham como verdades absolutas e acabou por vos sair tudo ao contrário :)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Um post diferente

Acho que, das coisas mais bonitas que a blogosfera tem, a divulgação de boas causas está bem lá no topo. Não é o tipo de posts que costumo fazer, não por não apoiar várias causas, mas porque não surge muitas vezes a oportunidade. Na verdade, acredito que, quando queremos ajudar, sabemos como fazê-lo, mas não custa nada divulgar causas para que se tornem mais conhecidas e atraiam a boa vontade de muita gente boa que por aqui anda. 



Hoje divulgo a causa Luta por um sorriso, pois foi a que mais recentemente me chegou às mãos. Deixo o link da página de facebook e um pouco da história do seu surgimento, para que possam conhecer e, quem sabe, divulgar e apoiar esta mesma causa. 

Por trás da Luta por um sorriso está um grupo de voluntários dispostos a ajudar quem mais precisa, com foco de atuação em famílias carenciadas, monoparentais, desfavorecidas e com especial atenção a famílias com crianças. Através da página de facebook, qualquer pessoa pode pedir ajuda e este grupo de voluntários une-se para fazer face às necessidades apresentadas. Obviamente, todas estas coisas têm custos e, por isso mesmo, quem quiser ajudar estas pessoas a ajudar quem mais precisa, pode fazer donativos e/ou associar-se à causa como voluntário ou parceiro (fornecendo serviços, por exemplo). O post serve não só para pedir a vossa atenção para uma possível ajuda a esta causa, mas também para divulgar a existência de um grupo de pessoas capazes de ajudar quem necessita, no caso de vocês ou alguém que conheçam estar a precisar de ajuda e não saber a quem recorrer. 

Aqui ficam os dados:

Página de facebook - Luta por um sorriso
Contacto telefónico - 919 088 879
Endereço de email - lutaporumsorriso@gmail.com
IBAN - PT50 0036 0167 99100079729 61

Mantra